Fábrica da GWM já tem 500 funcionários no Brasil simulando produção

Marca chinesa trabalha para se enquadrar nas regras do programa "Carro Sustentável"
GWM Haval H6 na fábrica em Iracemápolis (SP), onde vai começar a ser fabricado

GWM Haval H6 na fábrica em Iracemápolis (SP), onde vai começar a ser fabricado | Imagem: Divulgação

A GWM prepara o início da produção em Iracemápolis (SP) com teste de máquinas, funcionamento da cabine de pintura e com cerca de 500 funcionários em fase final de treinamento com o objetivo de atingor 800 trabalhadores, até o fim do ano, apenas na fábrica instalada no interior paulista, onde ficava a Mercedes-Benz.

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Os investimentos da GWM no Brasil somam R$ 10 bilhões até 2032, sendo R$ 4 bilhões no primeiro ciclo (2022–2026), voltado à estruturação da operação, e R$ 6 bilhões no segundo ciclo (2027–2032), com foco em expansão, geração de empregos e desenvolvimento de veículos com tecnologia global.

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A GWM está investindo em tecnologias híbridas flex e na nacionalização de seus modelos para se adequar ao programa "Carro Sustentável" e aproveitar as oportunidades de mercado. 

Para ter direito à alíquota zero de IPI, o veículo precisa cumprir quatro requisitos obrigatórios: emitir menos de 83g de CO₂ por quilômetro rodado, ter pelo menos 80% de materiais recicláveis, ser fabricado no Brasil (incluindo etapas essenciais como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem final) e se enquadrar na categoria de carro compacto.

Além da isenção para os modelos mais sustentáveis, o decreto também cria uma nova tabela de IPI para o restante do mercado, com reduções ou acréscimos conforme critérios como matriz energética, eficiência, potência, segurança e reciclabilidade.

A GWM pode enfrentar desafios relacionados à definição de critérios para a classificação dos veículos no programa, como a questão da potência dos motores e a exigência de um índice mínimo de nacionalização. 

A planta de Iracemápolis deve atingir uma produção de 30 mil unidades por ano até o final de 2026, com capacidade para alcançar 50 mil unidades anuais nos próximos anos.

O sistema produtivo será estruturado com nacionalização crescente desde o início, priorizando fornecedores locais. Já no primeiro ano, componentes como pneus, rodas, vidros, chicotes, bancos e itens elétricos deverão ser produzidos no Brasil, e a pintura dos veículos será 100% nacional.

Treinamento e parcerias

GWM é a quarta maior fabricante mundial de picapes médias
GWM é a quarta maior fabricante mundial de picapes médias e se prepara para começar a montar a Poer em agosto
Imagem: Divulgação

A GWM Brasil, em parceria com o SENAI Iracemápolis, anuncia a abertura das inscrições para o curso gratuito de Operador de Lean Manufacturing, com foco na função de montador de veículos. 

Ao todo, serão oferecidas 240 vagas distribuídas em 6 turmas, com início das aulas a partir do dia 21 de julho. A formação será realizada no SENAI Iracemápolis, com carga horária de 32 horas e turmas nos períodos da tarde e da noite, facilitando o acesso de quem já atua no mercado ou busca recolocação profissional.

GMW Poer P30
GMW Poer P30 será fabricada em Iracemápolis (SP) a partir de agosto, de acordo com a fabricante
Imagem: Carlos Guimarães

Além do SUV Haval H6, a picape Poer e o SUV grande Haval H9 começarão a ser fabricados em Iracemápolis (SP) a partir de agosto, conforme foi  confirmado durante coletiva de imprensa no Festival Interlagos (SP), em meados de junho. 

O Haval H9 é um SUV grande com sete lugares e tração 4x4, ideal para famílias que buscam conforto e capacidade off-road. Já a Poer P30 é a primeira picape média da GWM no País e tecnologia premium. 

Haval H9
Haval H9 é outro modelo que tem produção em Iracemápolis (SP) prevista para começar no mês que vem
Imagem: Carlos Guimarães

Carlos Guimarães

Jornalista há mais de 20 anos, já acelerou várias novidades, mas não dispensa seu clássico no final de semana