Fiat Strada e mais 4 picapes que ficarão isentas de IPVA em 2026
Veículos fabricados há mais de 20 anos estão livres do imposto; veja nova regra
Chega o começo do ano e vem o indesejado Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, o IPVA. No entanto, para quem tem veículos fabricados em 2005, a tributação será isenta.
Fiat Strada ficará bem diferente em 2027; confira as novas projeções
Importantes lançamentos de carros em 2005, como a Volkswagen Saveiro G4, a Fiat Strada, entre outras, ficarão livres do imposto. São caminhonetes que, apesar de mais de duas décadas nas costas, ainda resistem ao tempo na mão de trabalhadores autônomos e microempresários.
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No começo deste mês de dezembro, uma nova proposta de isenção do IPVA para veículos com mais de 20 anos passou a valer para cinco estados, como Alagoas, Minas Gerais, Pernambuco, Santa Catarina e Tocantins. Fora eles, já eram isentos AC, MS, PR, RS e SP.
Confira abaixo a Fiat Strada e mais quatro caminhonetes fabricadas há mais de 20 anos que estarão livres para rodar em 2026 sem pagar IPVA.
1 - FIAT STRADA

Imagem: Divulgação
A Fiat Strada chegou em 1998, inicialmente em três versões: a de entrada Working 1.5 de 76 cv, a intermediária Trekking 1.6 8V de 92 cv e a topo de linha LX 1.6 16V de 106 cv.
Em 1999, a Strada incluiu em seu portfólio a inédita cabine estendida (CE) com capacidade de caçamba para 800 litros, ante os 1.100 l da cabine simples (CS). No entanto, ainda faltavam acertar alguns detalhes para se manter firme diante das concorrentes.
Foi então que, em 2002, a picape da Fiat passou a usar motor 1.8 8V de 103 cv (de origem GM), substituindo o 1.6 16V.
A segunda reestilização veio em 2004, ano marcado pela estreia do propulsor 1.8 8V Flex (110 cv no etanol e 106 cv na gasolina). Para ampliar o leque da nova era dos bicombustíveis da linha de utilitários da Fiat, no final de 2005, uma das novidades para a linha 2006 foi a estreia da Trekking com propulsor 1.4 flex de 81/80 cv.
Com mais de 20 anos de fabricação, alguns donos da Fiat Strada Trekking 1.4 de 2005 já podem respirar aliviados com a isenção do IPVA.
2 - CHEVROLET S10

Imagem: Divulgação
Uma das picapes mais vendidas do Brasil, a Chevrolet S10 começou a sua jornada no Brasil em 1995, inaugurando o segmento das picapes médias fabricadas no Brasil.
Produzida na planta de São José dos Campos (SP), a caminhonete da Chevrolet chegou inicialmente nas versões Standard e Deluxe, com cabine simples e propulsor 2.2 de 106 cv, emprestado do Omega. No mesmo ano, chegou a opção 2.5 turbodiesel com 95 cv.
A opção com cabine dupla do utilitário da GM surgiu em 1997 e houve várias versões e motores, como 2.2, 2.4, 2.8 e 4.3 V6, com tração 4x2 ou 4x4 e opções de transmissão manual ou automática.
A aceitação foi tão positiva que a S10 chegou a ser a picape mais vendida do Brasil entre 1996 e 2005, desbancando a Ford Ranger. Foi nesse ano que surgiram pequenas mudanças para manter a liderança.
Além da frente reestilizada, a veterana caminhonete trouxe importantes aperfeiçoamentos, tais como acelerador eletrônico, diferencial autoblocante (Track-Lock) e gerenciamento eletrônico no propulsor 2.8 turbodiesel, que passou a ter também três válvulas por cilindro e injeção por duto único (common-rail) de 132 cv a 140 cv.
O ano de 2005 também foi marcado com a chegada da Chevrolet S10 Cabine Dupla Advantage 2.4 Gasolina 4x2 e da volta da série especial Rodeio, limitada a 1.200 unidades.
3 - TOYOTA HILUX

Imagem: Divulgação
A Toyota Hilux lidera com folga o segmento das picapes grandes, graças à boa fama da marca no Brasil, que vem desde o final dos anos 50 com o jipe Bandeirante.
A Hilux veio importada a partir de 1992 com motor 2.8 diesel de 77 cv e câmbio manual de cinco marchas e opções de 4x2 e 4x4. A partir de 1997, passou a vir importada da Argentina. Entre os destaques, estavam a família de motores consagrados como o 3.0 a diesel com 90 cv ou turbodiesel com 110 cv, disponível a partir da linha 2002, quando ganhou a reestilização frontal.
Neste segmento no País, a Hilux teve as concorrentes S10, L200, Frontier e Ranger e, nos últimos anos, vinha perdendo em vendas para elas. Foi aí que, em 2005, a Toyota ganhou a sua sétima geração (terceira no Brasil).
O visual ficou mais esportivo e urbano, deu novo fôlego às vendas do utilitário mais popular da marca. Além disso, a cabine dupla da Toyota ficou maior, com 5,25 metros. Outra novidade foi o motor 3.0 turbodiesel de 163 cv, disponível para as versões SR e SR-V.
Essa geração ficou marcada pela introdução de importantes itens por consumidores que exigiam não só um veículo robusto, mas também luxo e conforto. Entre os principais deles, havia o ar-condicionado digital, computador de bordo, recalibração da suspensão, além da introdução da tecnologia flexível, numa era de franco crescimento dos bicombustíveis nos veículos vendidos no Brasil.
4 - DODGE RAM 2500

Imagem: Divulgação
A Dodge Ram com o seu modelo 1500 ficou conhecida entre nós quando a abertura das importações estava no auge. O ano era 1994 e, sob o comando da Chrysler, a picape chegou ao mercado brasileiro sem nenhum concorrente direto, até a chegada da Ford F-250, em 1998.
Com versão única SLT, a Ram 1500 trazia um poderoso motor Magnum V8 de 5,9 litros de 230 cavalos de potência e torque de 45,6 kgfm disparado logo nas 3.200 rpm. Era o mesmo empregado na versão topo de linha da linha Grand Cherokee, a Limited em sua versão especial. A transmissão era automática de quatro marchas, posicionada próxima à direção, bem ao gosto norte-americano.
Além do tamanho abrutalhado, a Ram 1.500 trazia um visual arrebatador que até hoje se tornou referência para as novas Ram oferecidas atualmente, como a Rampage, 1.500, 2.500, 3.500, além da nova Dakota, com vendas previstas para o início de 2026.
Depois de abandonar a produção da Dakota em Campo Largo (PR) em 2002 e com a liderança da Ford F-250, a Dodge decidiu voltar ao Brasil com a importação da Ram, a partir de 2005. Era o modelo 2.500 que, a partir de 2026, não terá mais que arcar com o custoso IPVA.
Produzida no México, a Ram 2.500 ganhou design mais atualizado, mas sem perder o DNA da marca do carneiro. Foi vendida no Brasil somente na versão 2500 com motor a diesel de 5,9 litros (330 cv e 81 kgfm) com tecnologia "common-rail". Foi comercializada só com transmissão automática de quatro velocidades e cabine dupla.
5 - VOLKSWAGEN SAVEIRO G4

Imagem: Divulgação
A Volkswagen Saveiro surgiu em 1982, mas a primeira e maior mudança só viria em novembro de 1997 com a 2ª geração ou G2, conhecida como bolinha. Graças aos 12 cm a mais na caçamba, a capacidade de carga também aumentou, passando dos 570 kg para 700 kg por conta da caçamba esticada em 12 centímetros.
A VW Saveiro G2 vinha nas versões CL 1.6 MI (92 cv) ou 1.8 MI (98 cv) e GL (1.8 MI), que agregava a janela traseira corrediça. A esportiva TSI apareceu em 1998 com motor 2.0 (109 cv), trazendo trio, direção hidráulica, rodas de alumínio de aro 15 e faróis de neblina.
A Saveiro G3 surgiu em 2000 junto com a nova nomenclatura: básico, Comfortline e Sportline. As duas últimas recebiam os mesmos motores 1.8 e 2.0, além da oferta do ar-condicionado, rodas de alumínio e faróis de neblina na Sportline.
Em 2003 foi a vez da Super Surf de chegar ao mercado trazendo suspensão mais alta, para-choques sem pintura e grade e retrovisores cromados. De série, havia banco de couro sintético, além dos itens da Sportline.
O ano também foi marcado com a estreia do motor 1.6 Total Flex – 99 cv com etanol e 97 cv com gasolina. Já em 2004 surgiu a série especial Crossover com pegada mais aventureira.
Lançada no final de 2005, a linha 2006 da picape veterana da Volkswagen estreou a quarta geração, ou “G4”, que não passava de uma G3 com apenas alguns retoques sutis, a exemplo do que a VW fez na transição da G2 para a G3.
Nessa fase, foi incluído o motor 1.8 Total Flex (106/103 cv) para a básica City (opcional) e de série à Sportline. Já a Crossover acompanhou a “nova geração”, tornando-se versão de linha.
