Fiat Uno 1.5R Cinza Argento ficou guardado por mais de 30 anos; saiba quanto vale
Hatch esportivo foi uma resposta da marca italiana aos rivais Escort XR3 e Gol GTS
O primeiro Uno foi um dos carros fabricados pela Fiat que mais tempo permaneceu no mercado sem ter tido mudanças significativas. Produzido no Brasil de 1984 a 2013, o projeto, de autoria de Giorgetto Giugiaro, se resumia a linhas retas e angulosas, o que dava ao hatch um excelente aproveitamento de espaço interno.
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Nessa primeira geração do Fiat Uno, foram várias versões que ficaram para a história, a exemplo dos desejados esportivos SX, 1.5R, 1.6R e, não menos importante, o Turbo, o primeiro nacional a usar motor com essa sobrealimentação. No entanto, um modelo bastante raro e especial é este exemplar 1.5R, vendido pela GG World Premium Classic Cars.
Trata-se de um Fiat Uno 1.5R 1988 na cor Cinza Argento com apenas 6.250 km percorridos. De acordo com Alex Fabiano ‘GG’, o hatch esportivo ficou por mais de três décadas com o mesmo proprietário, um apaixonado confesso por veículos das décadas de 1980, até ser vendido em 2022 para outro colecionador que permanece até então.
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“Este Uno 1.5 R é um vei´culo u´nico no Brasil com esta quilometragem, que ficou guardado há 33 anos com seu primeiro dono, e sem nenhum detalhe; uma pec¸a u´nica que encanta qualquer colecionador e entusiasta por clássicos dos anos 1980”, comenta GG.
Substituta da versão SX (1984-1986), a qual vinha com motor 1.3 de dupla carburação a gasolina e 70 cavalos de potência, a 1.5R surgiu em 1987 com motor a álcool (hoje nomeado etanol), com 85 cv, um ganho de 15 cv sobre o seu antecessor. O câmbio permaneceu o mesmo de cinco marchas, porém redimensionado para relações mais curtas, contribuindo para uma tocada mais dinâmica.
DETALHES EXCLUSIVOS

Imagem: Herik Alves/Agência HKCD
O visual era outro destaque do hatch da Fiat. Trazia o adesivo com o nome Uno 1.5R em itálico e sobreposto por faixas laterais que remetem à velocidade. Outro detalhe que chama bastante a atenção é o raro jogo de calotas, conhecidas popularmente como ‘disco de telefone’, devido ao formato circular com furos vazados, remetendo aos antigos telefones de disco giratório, são cada vez mais difíceis de serem encontradas.
Na parte traseira, a lendária tampa traseira com acabamento fosco e o pequeno aerofólio fixo na parte superior da peça davam o charme dos esportivos das décadas de 1980 e 1990. Além disso, para finalizar a personalização do 1.5R, ponteira de escapamento exclusiva.
A frente, por sua vez, era mais discreta, com apenas um jogo de faróis de neblina instalados na área inferior do para-choque que não recebia nenhum tipo de personalização ou mesmo pintura na cor da carroceria.

Imagem: Herik Alves/Agência HKCD
Em contrapartida, o interior esbanjava muita esportividade com os icônicos cordões dos cintos de segurança vermelhos que combinavam com os bancos revestidos de tecido navalhado, de extremo bom gosto. O painel é completo para a época, contando com tacômetro, temperatura da água do motor, manômetro de pressão do óleo e até um check control.
Sem nenhum detalhe e com todos os itens originais de fábrica, este Fiat Uno 1.5R 1988, sem restauração, é um achado e tanto em meio aos poucos que hoje estão depenados por aí. Hoje este exemplar hiberna na garagem de um feliz proprietário. Unidades iguais a esta são difíceis de taxar um valor médio, mas, diante do nosso mercado especulativo, não deve sair por menos de R$ 120 mil.
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Imagem: Divulgação
Posicionado acima do Fiat 147, o Uno chegou em 1984 originado de um projeto italiano, moderníssimo para a época. Fabricado na sede mineira da marca italiana de Betim, inicialmente nas versões S e CS e, mais tarde, a esportiva SX, dotada do mesmo motor da CS, porém com dois carburadores que, dos originais 59 cavalos, pulava para 70 cv. Sem apelo esportivo visual e comportamental, ela durou até 1986, pois no ano seguinte pintava a 1.5R.
Bem mais interessante do ponto de vista estético, o novo Uno esportivo era oferecido nas cores Cinza Argento (igual ao das fotos), Preta Etna, Azul Itapema e Vermelha Ferrari.
Pesando menos de 900 kg, o hot hatch da Fiat, equipado com motor Sevel 1.5, cumpria de 0 a 100 km/h em menos de 12 segundos, com velocidade final superior a 180 km/h. A superioridade era notória frente ao Ford Escort 1.6 XR3, que fez em 13,1 s e máxima de 157 km/h.
Em 1989 foi a vez da estreia da versão a gasolina, que ganhou rodas de liga leve, novos retrovisores, faixas laterais e bancos, que passaram a ter apoios de cabeça dianteiros vazados. No catálogo de cores, a novidade era a Amarela Fiera. A fase do Uno 1.5R chega ao final, porque em 1990 surgia a 1.6R, oferecida tanto a álcool (88 cv) quanto a gasolina (84 cv).
