Golf e mais 4 hatches médios usados pela metade do preço de Argo novo

Com R$ 50 mil para investir, é possível encontrar bons modelos e mais bem equipados
VW Golf

VW Golf | Imagem: Divulgação

Com R$ 50 mil no bolso, metade do valor de um Fiat Argo Drive 1.0 zero-quilômetro, é possível partir para modelos mais ágeis e espaçosos. São os hatches médios usados, como o Volkswagen Golf, Chevrolet Cruze, entre outros modelos.

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Com algumas vantagens e economia que você vai fazer comprando um hatch médio usado, confira o que cada um dos cinco modelos tem de melhor a oferecer.

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1 - CHEVROLET CRUZE SPORT6 LTZ AT 2013 - R$ 50 mil

Chevrolet Cruze Sport6 2016
Chevrolet Cruze Sport6 é uma das opções de hatch médio usado que custa a metade do preço de um hatch compacto 0 km
 Imagem: Divulgação

O Chevrolet Cruze Sport6 chegou em 2012. Era uma época em que o segmento dos hatches médios estava em sua melhor fase. Além dele, quem quisesse um hatch mais espaçoso poderia levar um dos rivais diretos: Volkswagen Golf, Ford Focus, Citroën C4, Peugeot 308 e Hyundai i30.

A esportividade do design do Cruze ainda agrada, mesmo sendo considerado um carro que chegou há mais de 20 anos. Se você quer conforto e excelente nível de equipamentos, não há do que reclamar também.

São seis airbags (dois frontais, dois laterais e dois de cortina), freios ABS, controle de tração e estabilidade, ar-condicionado digital, direção elétrica, vidros e travas elétricas, rodas de liga leve, faróis e limpadores automáticos, faróis de neblina, rádio/CD/MP3 com Bluetooth e USB, e sensores de estacionamento traseiros.

Não bastasse isso, ainda tem piloto automático, volante multifuncional com comandos, chave presencial e partida por botão.

Já o motor 1.8 disponível para ambas as versões (LT e LTZ) não é dos mais potentes e econômicos. Trata-se do Ecotec6 flex de até 144 cv, que faz parceria com uma caixa de transmissão automática de seis velocidades. O senão vai para o consumo, tendo em vista que, segundo o Inmetro, são apenas 7 km/l na cidade e 9 km/l na estrada com etanol. Se for gasolina, 9 km/l e 12 km/l.

  • Principais prós: equipamentos e conforto
  • Principais contras: consumo e baixa altura do para-choque

2 - VW GOLF 2.0 SPORTLINE TIPTRONIC 2011 - R$ 50 mil

VW Golf
VW Golf da geração 4.5 tem boa relação entre custo e benefício, mas é difícil de ser encontrado em bom estado
Imagem: Divulgação

O Volkswagen Golf chegou importado do México e da Alemanha para o Brasil a partir do ano de 1994 em sua terceira geração, a Mk3. Chegou inicialmente na esportiva GTI só com duas portas e, mais tarde, veio a espartana GL com motor 1.8 com injeção monoponto e 90 cv e a intermediária GLX com o mesmo propulsor da GTI (2.0 de 114 cv), ambas oferecidas somente com quatro portas. 

A partir de 1998, a quarta geração (Mk4) do hatch médio modelo foi importada da Alemanha em 1998, em apenas três versões: 1.6 equipado com motor SR de 101 cv, 2.0 com 116 cv e a GTI com motor turbo 1.8 20V de 150 cv, todas só com quatro portas. Graças ao sucesso de vendas, a Volkswagen passou a fabricar o Golf a partir de 1999 em sua unidade em São José dos Pinhais (PR).

Curiosamente, enquanto outros mercados já recebiam a sexta geração, por aqui, nós ainda estávamos com a quarta geração dotada de um facelift (Mk4.5) incorporada em 2007 e estendida até 2013.

A Sportline, novidade para a linha 2011, traz motor 2.0 flex de até 120 cv que, junto à transmissão automática de seis velocidades (Tiptronic), garante agilidade. Segundo a Volks, são 10,8 segundos na aceleração de 0 a 100 km/h e velocidade final de 196 km/h. Porém, é no consumo que ele deixa a desejar, fazendo 6 km/l na cidade e 7,9 km/l na estrada com etanol. Se for com gasolina, são 9,2 km/l e 11,5 km/l na estrada.

  • Principais prós: confiabilidade e robustez
  • Principais contras: muito visado e alto consumo

3 - HYUNDAI I30 2.0 16V AT 2012 - R$ 45 mil

Hyundai i30
Hyundai i30 vem bem equipado, mas a manutenção pode sair cara por seu um modelo importado da Coréia do Sul
Imagem: Divulgação

Com um design esportivo e elegante, em 2009 chegava o Hyundai i30 importado da Coréia do Sul. Sempre equipado com motor 2.0 16V a gasolina de 143 cv, havia a opção do câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro marchas, dependendo da versão.

Tendo como trunfos a excelente lista de itens de série, desde a opção de entrada, havia ar-condicionado digital, vidros, travas e retrovisores elétricos, banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo e muito mais.

Na parte interna, chamava a atenção o painel com iluminação por LED que combinava com o requintado acabamento do hatch médio da Hyundai.  

A segunda geração deu as caras só em 2013, mantendo a excelente qualidade de seu acabamento e pacote de equipamentos. No entanto, o motor 2.0, que era somente a gasolina, foi substituído pelo motor 1.6 flex de até 128 cv, o mesmo utilizado no Hyundai HB20 1.6.

A estratégia era conter o alto consumo da primeira. Apesar disso, o desempenho, naturalmente, era sacrificado. No 0 a 100 km/h, o i30 fazia longos 13,5 segundos, 2,9 s mais lento que o i30 com propulsor 2.0. Na velocidade final, 180 km/h contra 205 da 2.0.

  • Principais prós: estilo e espaço interno
  • Principais contras: muito visado e alto consumo

4 - FORD FOCUS 2.0 GHIA AT 2011 - R$ 40 mil

Ford Focus 2019
Ford Focus pode ter peças difícieis de estarem disponíveis nas concessionárias por já ter saído de linha
 Imagem: Divulgação

O modelo chegou ao Brasil em 2000, já como linha 2001, importado da Argentina por meio de um acordo comercial do Mercosul, a exemplo do que aconteceu com a linha Escort em 1997.

Por aqui, era disponibilizado em duas versões: a de entrada, sem nomenclatura, e a top de linha, denominada de Ghia. A primeira era equipada com motor Zetec 1.8 16V de 115 cv, o mesmo usado na linha Escort. Para a Ghia, estava reservado o propulsor inglês Zetec 2.0 16V de 130 cv emprestado do Mondeo.

Desde a mais simples, já era possível encontrar direção hidráulica com coluna ajustável em altura e profundidade, ar-condicionado, conta-giros, CD player, vidros elétricos e ajuste de altura do facho do farol, entre outros itens.

Já a versão Guia tem mais rodas de alumínio de aro 15, airbag para motorista e passageiro, freios ABS, teto solar com acionamento manual, acabamento mais caprichado e faróis de neblina.

Na segunda geração, lançada no final de 2008, o hatch ganhou motor a gasolina 2.0 de 145 cv, tanto para a GLX quanto para a Ghia, que continuava sendo a versão topo de linha da gama. A versão 2.0 flexível de até 148 cv só chegaria no ano de 2010, sendo o último ano da Ghia, pois no ano seguinte seria substituída pela Titanium.

  • Principais prós: conforto e acabamento
  • Principais contras: espaço interno e baixa altura do para-choque

5 - PEUGEOT 308 2.0 FLEX ALLURE 2015 - R$ 48.500

Peugeot 308
Peugeot 308 deve ser evitado na versão com o problemático câmbio automático de quatro marchas AL4
Imagem: Divulgação

O Peugeot 308 chegou da Argentina em três versões e duas opções de motor flexível: a 1.6 com até 122 cv e a 2.0 16V de até 151 cv. Nesta última, havia tanto a associação com a transmissão mecânica de cinco marchas quanto automática de quatro posições, com opção de trocas sequenciais.

Além do estilo esportivo, o 308 agradava no desempenho, principalmente na 2.0 atrelada ao câmbio manual. A prova está na aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 8,9 segundos. Na velocidade máxima, ele faz mais de 210 km/h. Em contrapartida, não fazia milagres no consumo. 
Segundo o Inmetro, 6,5 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada com etanol e, na gasolina, só 8,5 km/l no uso urbano, mas na estrada, garante os 12,5 km/l.

Além disso, no final de 2012, chegou a turbinada 1.6 THP de 165 cv e câmbio automático de seis trocas, disponibilizada apenas à topo de linha Feline. Cumpria os 0 a 100 km/h em 8,3 s e máxima de 215 km/h.

Além de ligeiramente mais veloz que a 2.0 aspirada, a 1.6 turbo levava a vantagem no desempenho da sobrealimentação aliado à economia de combustível. De acordo com o Inmetro, fazia 8,5 km/l no ciclo urbano e 13,2 km/l no rodoviário.
Já quando o assunto era espaço interno, ninguém podia reclamar. E o seu porta-malas com 430 litros fazia qualquer dono de sedã médio passar vergonha.

  • Principais prós: acabamento e estilo
  • Principais contras: alto consumo do 2.0 e baixa altura do para-choque

Fernando Garcia

Especialista em análises do mercado de veículos usados, Fernando Garcia tem passagens por revistas automobilísticas e no AUTOO traz vários artigos especiais com curiosidades, serviços e dicas.