Toyota descarta versão híbrida plug-in da nova Hilux por enquanto; saiba detalhes da picape

Utilitário será fabricado na Argentina e chegará ao Brasil a partir de 2027 com sistema eletrificado
Toyota Hilux

Toyota Hilux | Imagem: Divulgação

A Toyota não irá produzir mais a Hilux híbrida plug-in, pelo menos por enquanto. Segundo a marca, toda essa tecnologia de eletrificação carrega consigo um "custo" extra, baterias e motores elétricos pesam, e peso é inimigo de duas coisas que quem compra picape leva em conta, que é a capacidade de carga e de reboque.

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Com isso, fica claro que a nova geração da Hilux que virá da Argentina para o Brasil a partir de 2027 contará com sistema híbrido leve de 48 Volts e não vai apostar em versões plug-in, ao contrário das concorrentes Ford Ranger e Volkswagen Amarok, ambas também previstas para serem lançadas no mercado brasileiro no ano que vem.

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O que diz a marca

Toyota Hilux
Toyota Hilux terá apenas sistema híbrido leve de 48 Volts no lugar do plug-in de algumas rivais
Imagem: Divulgação

Executivos da marca, afirmam que os sistemas PHEV atuais simplesmente ainda não entregam o desempenho necessário para bancar o tipo de trabalho pesado que um dono de Hilux espera. Um exemplo disso já está na rua, a versão elétrica da Hilux, equipada com dois motores, reboca até 2.000 kg.

Parece bastante, até você comparar com os 3.500 kg que a versão a diesel aguenta puxar, além de 1 tonelada de capacidade de carga. A conta não fecha ainda, e a Toyota prefere não lançar algo que vai decepcionar. 

Um fator que não pode ser ignorado é a reputação. A Toyota sabe que carrega nas costas um nome de peso, e isso vem com uma cobrança dos clientes. Um executivo da marca resumiu isso, afirmando que a expectativa em torno da Toyota e da Hilux é altíssima, provavelmente mais alta do que em relação a outros produtos do mercado.

Na visão da montadora, lançar tecnologia pela metade, só para "correr atrás do prejuízo", pode custar mais caro no médio prazo do que simplesmente esperar o sistema amadurecer.

Concorrentes não esperam

Ford Ranger
Ford Ranger já conta com versão híbrida plu-in que virá da Argentina para o Brasil em 2027
Imagem: Divulgação

Enquanto isso, marcas como a Nissan continuam apostando em versões plug-in. A nova geração da Frontier, fabricado em paraceria com a chinesa Dongfeng, será fabricada no México e deverá vir ao Brasil. Além disso quem já saiu na frente foi a Ford, que oferece motorização PHEV na Ranger, somando essa opção às versões a diesel e gasolina convencionais.

A nova geração da Amarok, baseada na Maxus Terron 9 também terá versão híbrida plug-in. A picape da Volkswagen, produzida na Argentina, se destacará por um inédito sistema híbrido com potência superior a 470 cv e torque instantâneo de impressionantes 81,6 kgfm (800 TSI). O conjunto mecânico deve manter a consagrada transmissão automática de 8 marchas e a tração integral 4Motion.

Hilux sem PHEV

Nissan Frontier híbrida plug-in
Nissan Frontier híbrida plug-in será fabricada no México e pode vir ao Brasil a partir do ano que vem
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A nova geração da Hilux, lançada no ano passado, não é nenhuma novata em eletrificação. O utilitário vem com versões a diesel, híbrida leve e totalmente elétrica, e a Toyota ainda deve produzir uma variante movida a célula de combustível (aquele sistema que gera eletricidade a partir de hidrogênio) para 2028. Ou seja, opções não faltam, menos justamente a que todo mundo está de olho, o plug-in.

O futuro do PHEV na Toyota está nos carros e SUVs, por enquanto. A marca não abandonou os híbridos plug-in. Esse tipo de motorização, aparecerá mais em carros de passeio e SUVs, onde o peso extra das baterias não compromete tanto o desempenho.

 

Stephanie Gomes

Estudante do 2º ano de comunicação, Stephanie escolheu a profissão por acreditar no poder transformador do jornalismo.