Honda City Touring Sport quer ser esportivo nos detalhes; confira avaliação
Versão topo de linha tem alguns itens exclusivos, mas não empolga e passa dos R$ 150 mil
Quem é fã de Honda e quer um hatch compacto com certo apelo esportivo, bem equipado e com detalhes esportivos tem no City Touring Sport (R$ 155.300) uma alternativa. Mas já adianto: não espere por muito fôlego ao acelerar e nem nada empolgante. As diferenças para a versão logo abaixo são bem pequenas, em todos os aspectos.
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Então, vamos encontrar quais são as mudanças. Começa pela grade dianteira pintada de preto brilhante e a cor exclusiva da carroceria: Vermelho Supernova, mas que não chega a ser tão nova assim. É um tom de vermelho que tende para o vinho dependendo de como a luz bate.
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Tem mais: teto, antena tipo tubarão e aerofólio são pintados de preto brilhante. E as rodas contam com com acabamento preto, assim como itens como as carcaças dos retrovisores. Além disso, instalaram, uma ponteira de escapamento esportiva e pedaleiras de alumínio perfurado com acabamento especial.
Por dentro, o destaque fica por conta do console central remodelado para receber o freio de mão eletrônico que substitui a alavanca. Com ele vem também a função Auto Hold, que mantém o carro parado até que o motorista acione o acelerador. O ganho técnico é que a inclusão de freios a disco nas quatro rodas.
Bem equipado

Imagem: Divulgação
Na lista de itens de série podemos destacar freio de estacionamento eletrônico (EPB) e Brake Hold, com comandos posicionados de forma prática no console central, bem como carregador por indução, central multimídia, com Android Auto e Apple CarPlay sem-fio, painel com tela TFT de 7” multiconfigurável, sensor de chuva, entre outros itens.
O motor é o mesmo das demais versões do City, o conhecido e eficiente 1.5 flex, com injeção direta de combustível, que rende 126 cv e 15,8 kgfm de torque a 4.600 rpm e funciona acoplado ao câmbio automático, do tipo CVT, que simula até 7 marchas e conta com hastes no volante para trocas sequenciais.
Mas como o pico da modesta força máxima só aparece em alta rotação é preciso acelerar mais forte para extrair alguma agilidade. Aí o nível de ruído sobe bastante e o motor não empurra como um verdadeiro esportivo. Tanto que a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em mornos 10,6 segundos, com máxima de 186 km/h, como nas demais versões do City Hatch.
Por outro lado, o consumo é de carro econômico, o que mostra que a esportividade ficou apenas na questão do visual. De acordo com o Inmetro, varia entre 9,2 e 10,5 km/l com etanol, e 13,2 a 15 km/l com gasolina, dependendo do ciclo (urbano ou rodoviário).
Ponto positivo também para a estrutura do carro, bem como para itens com direção com assistência elétrica funciona bem, sendo leve nas manobras e ganhando peso conforme o aumento da velocidade. Além disso, os freios transmitem segurança, assim como a suspensão bem calibrada que funciona com rodas de aro 16 montadas em pneus 185/55R 16.
Bom também é que uma série de assistências ao motorista também estão incluídas no pacote de segurança, como assistente de permanência de faixa, comutador de farol automático, e alertas de frenagem de emergência e de mudança de faixa.
Se for viajar com a família, quem vai sentado no banco traseiro até que conta com bom espaço e conforto, o que inclui saídas de ar e entradas USB. O problema é que o porta-malas é apertado, com apenas 268 litros, abaixo até da média dos hatches compactos, que costumam chegar nos 300 litros.
Veredicto

Imagem: Carlos Guimarães
A esportividade do Honda City Touring Sport fica apenas na aparência. Mas, não deixa de ser um hatch compacto bem equipado e com toques de exclusividade. Roda com economia e conforto, mostrando qualidade de fabricação. Se quiser algo exclusivo, considere, a menos que precise de espaço no porta-malas. Ah, muito em breve, o City vai receber mudanças, pelo menos na configuração sedã.
