Mitsubishi Triton: veja 5 bons motivos para comprar e 5 para fugir da picape
De olho na Hilux, Ranger e S10, caminhonete segue na quarta posição em vendas
A picape Mitsubishi Triton vem mantendo a quarta posição no ranking de vendas com muito esforço. Em 2025, de acordo com o ranking AUTOO, o modelo emplacou quase 9% a menos (10.401 unidades) do que em 2024, quando somou 10.985 exemplares.
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Em contrapartida, a vice-líder Ford Ranger pulou de 31.863 para 34.063 em 2025, uma alta de 6,5%. Na terceira posição, a Chevrolet S10 foi a que teve melhor desempenho, subindo 14%, de 27.407 para 31.458. Já a líder Toyota Hilux caiu 0,5%, passando das 50.021 para 49.732.
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Fabricada em Catalão (GO) desde 1998, a sexta geração da Triton chegou em 2024 e, com isso, abandonou o nome L200. Em 2026, a principal novidade ficou por conta da chegada das versões Katana SR80, uma edição especial e limitada a 80 unidades para comemorar os 80 anos de Eduardo Souza Ramos, fundador da Mitsubishi no Brasil.
Além disso, no mesmo ano veio Tarmac, focada para uso urbano e tiragem de 140 exemplares, e a Savana, com apenas 80 unidades, voltada para o off-road e passeios ao ar livre.
Fora o visual, reforçado pelo novo chassi, a picape também trouxe algumas mudanças pontuais, como a troca da direção hidráulica pela elétrica, suspensão mais reforçada, interior com mais itens tecnológicos, entre outras melhorias.
Diante disso, a Mitsubishi Triton ainda enfrenta alguns obstáculos que desanimam seus proprietários, um desafio para se pensar bem se vale a pena a compra. Quer saber mais? Então acompanhe a seguir cinco motivos para comprar e outros cinco para desistir.
5 MOTIVOS PARA COMPRAR
1 - VISUAL
A Triton, como dissemos, é um modelo atual e trouxe mais robustez ao conjunto visual. No mercado asiático, o modelo já recebeu a tradicional reestilização de meia-vida, com alguns retoques pontuais. Por aqui, essa mudança não deve ocorrer tão cedo.
2 - VERSATILIDADE

Imagem: Divulgação
Seja qual for a versão, a picape traz tração 4x4 com quatro modos (4x2, 4x4 High, 4x4 com bloqueio de diferencial central e 4x4 reduzido) que pode ser combinada ao sistema Drive Mode com sete opções de condução, permitindo o uso em diversos tipos de terrenos.
3 - DESEMPENHO
Com a nova geração, a Triton ganhou novo motor 2.4 biturbo diesel, o 4N16, que traz 204 cv de potência a 3.500 rpm e torque de 47,9 kgfm a 1.500 rpm. Isso dá a ela um desempenho superior aos de modelos como, por exemplo, o da Toyota Hilux. De zero a 100 km/h, a picape da Mitsubishi faz 11,4 segundos (12 s na Hilux) e velocidade máxima de 190 km/h (180 km/h).
4 - ECONOMIA

Imagem: Divulgação
O novo motor movido a diesel, além de mais potente, também ficou mais econômico comparado ao da geração anterior. O consumo, segundo o Inmetro, é de 10,2 km/l na cidade e 12,3 km/l na estrada, considerado referência na categoria de picapes médias mais econômicas do Brasil.
5 - EQUIPAMENTOS
Por dentro, a Triton 2026 conta com nova central multimídia flutuante. O destaque vai para a lista de equipamentos voltados à segurança. Entre os destaques, estão sete airbags, sistema de assistência ao motorista (ADAS), frenagem autônoma de emergência (AEB), controle de estabilidade/tração (ASC/TCL), assistente de partida em rampa (HSA), além de recursos avançados como câmeras 360º, monitor de pontos cegos e piloto automático adaptativo (ACC) nas versões topo de linha.
5 MOTIVOS PARA NÃO COMPRAR
1 - REDE
Apesar do forte apelo da Mitsubishi no Brasil, evidenciado pela maior competição de rali off-road das Américas, o Rally dos Sertões, que acontece anualmente, a marca tem poucas autorizadas em solo nacional.
Com isso, os proprietários nem sempre têm à disposição uma loja mais próxima de suas localidades, obrigando-os a ter de recorrer à autorizada da cidade mais próxima.
2 - PREÇO DE REVISÕES

Imagem: Divulgação
A Triton tem o valor das peças e revisões mais caras do segmento. O da primeira revisão de 10 mil km, por exemplo, sai por salgados R$ 2.107,51, ou exatos R$ 888,51 a mais que a da líder de vendas Toyota Hilux, que sai a R$ 1.219. Já a Ford cobra a partir de R$ 1.810 pelo mesmo serviço na Ranger. Na S10, o valor da revisão é de R$ 740.
3 - ACABAMENTO
Não são poucas as queixas a respeito do padrão de acabamento da Triton, que, mesmo na atual geração, continua deixando a desejar. O plástico que reveste o painel e as forrações de porta é rústico e rígido Mesmo nas versões mais caras, que ultrapassam os R$ 340 mil, o revestimento simples também está presente.
4 - DETALHES QUE FAZEM A DIFERENÇA

Imagem: Divulgação
A Mitsubishi Triton melhorou com a nova geração, é verdade, mas ainda peca em algumas economias que não fazem sentido, diante das rivais. Quer alguns exemplos? O freio de estacionamento ainda adota o recurso manual, igualmente como acontece com a Toyota Hilux e Chevrolet S10. Na Ford Ranger e VW Amarok, por outro lado, já possuem o sistema eletrônico.
Fora isso, na picape da Mitsubishi ainda deixam a desejar a falta de iluminação em alguns comandos como, por exemplo, o dos vidros elétricos nas portas, conforme relatado pela Autoesporte
5 - CENTRAL MULTIMÍDIA
A central multimídia da Mitsubishi Triton 2026 varia por versão, mas geralmente oferece tela touchscreen de 9 polegadas (ou 8" em algumas versões de entrada). Embora a central multimídia de 9 polegadas ofereça Apple CarPlay sem fio, o Android Auto requer conexão via cabo USB.
Alguns dos donos também reclamam da incompatibilidade com o iPhone, de acordo com uma postagem feita pelo portal Carros na Web.
