Nissan Gravite assumirá o lugar da Livina como nova minivan da marca
Minivan de sete lugares estreia em janeiro, compartilha base com o Renault Triber
A Nissan já tem definida a substituta da Livina e ela atende pelo nome de Gravite. A nova minivan chega para ocupar o espaço deixado pelo modelo antigo, mantendo o foco em versatilidade, sete lugares e custo acessível, mas com uma abordagem mais alinhada à realidade atual desses mercados.
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A novidade que a marca prepara para a Índia é, na prática, uma velha conhecida com roupa nova. A Gravite nasce como parte da estratégia da Nissan para ganhar fôlego em mercados emergentes.
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Embora o nome só tenha sido oficialmente revelado agora, o modelo já vinha sendo insinuado desde julho de 2024, quando foi anunciado pela primeira vez, e voltou a aparecer em um teaser coletivo em março de 2025.
A estreia oficial está marcada para 21 de janeiro, na Índia, e o lançamento comercial deve acontecer pouco depois, em março de 2026.
Gravite compartilha quase tudo com o Renault Triber

Imagem: Divulgação
Visualmente, a Nissan fez questão de deixar claro que a Gravite tem identidade própria mesmo compartilhando quase tudo com o Renault Triber.
A frente traz grade maior, novo desenho interno dos faróis de LED e um para-choque redesenhado com elementos em formato de “C”, que dão mais sensação de largura ao carro.
Na traseira, há lanternas com nova assinatura luminosa, para-choque exclusivo e o nome Gravite escrito por extenso na tampa do porta-malas.
Proporções, linha de teto e área envidraçada seguem praticamente idênticas às do modelo da Renault. E isso se explica pela base comum.
A Gravite utiliza a plataforma CMF-A+, a mesma do Triber, com 3.985 mm de comprimento menor, por exemplo, que o Dacia Jogger europeu, que já parte para outra categoria.
Por dentro, a Nissan ainda faz mistério

Imagem: Divulgação
A marca promete um conjunto focado em funcionalidade, eles falam em bancos ultramodulares, bom aproveitamento do espaço e soluções inteligentes de armazenamento.
A configuração será de três fileiras, com capacidade para até sete ocupantes, dentro dos limites naturais de um carro compacto.
Na parte mecânica, também não há grandes surpresas. A expectativa é pelo já conhecido motor 1.0 aspirado a gasolina, com 71 cv e 9,8 kgfm de torque, sempre com tração dianteira. As opções de câmbio devem repetir a fórmula do Renault, manual de cinco marchas ou automatizado (AMT) de cinco marchas.
A produção ficará a cargo da fábrica da Renault em Chennai, na Índia, onde o Triber já é montado. E a Gravite não chega sozinha, ela abre caminho para uma ofensiva maior da Nissan na região, que inclui o SUV Tekton, baseado no Duster, previsto para 2026, e um SUV maior de sete lugares, derivado do Bigster, programado para o início de 2027.
Lembra do Nissan Livina?

Imagem: Divulgação
O Nissan Livina teve uma existência relativamente curta no mercado brasileiro, sendo produzido localmente entre 2009 e 2014/2015. Lançado como o primeiro carro de passeio flex fabricado pela Nissan no Brasil, o modelo era um monovolume (minivan compacta) que se destacava pelo amplo espaço interno e versatilidade.
Pouco depois do lançamento da versão padrão de cinco lugares, a Nissan introduziu outras variantes para compor a linha: a Grand Livina, versão estendida com capacidade para sete ocupantes, e a Livina X-Gear, uma versão com apelo mais aventureiro e visual diferenciado.
Apesar de ter recebido um leve retoque visual em 2012, o Livina começou a perder espaço no mercado brasileiro. As baixas vendas, somadas à crescente popularidade dos SUVs e à obsolescência do segmento de monovolumes no país, levaram a Nissan a decidir pelo encerramento de sua produção.
A fabricação do Livina e Grand Livina no Brasil foi descontinuada no final de 2014, com as últimas unidades sendo vendidas até meados de 2015. No total, cerca de 65 mil unidades do modelo foram emplacadas no mercado nacional. O modelo continuou a ser produzido e vendido em outros mercados, como o sudeste asiático, recebendo novas gerações posteriormente.
