Novo Kwid elétrico europeu ganha base do Twingo com chineses na mira; saiba o que muda
Segunda geração do modelo cresce em tamanho e tecnologia e fica bem mais sofisticada que a anterior
A Renault apresenta na Europa a segunda geração do Kwid elétrico e dessa vez o carro cresceu de verdade. Por lá, ele é chamado de Dacia Spring e a primeira versão do Spring nasceu meio como um "aproveitamento" do Renault City K-ZE, a versão elétrica do Kwid que era vendido por aqui no Brasil até maio de 2026.
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Funcionava bem, mas dava para perceber que era um projeto de baixo custo mesmo. Esta nova geração é outra história. Já nasce sobre a plataforma RG-EV, a mesma que sustenta o novo Twingo elétrico, e passa a ser fabricada na Europa, mais precisamente numa fábrica na Eslovênia. Ou seja, o Spring virou protagonista dentro do plano da Dacia de lançar quatro elétricos novos até o fim da década.
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A Renault ainda não confirma os preços oficiais do novo Dacia Spring, mas tudo indica para algo abaixo de 20 mil euros, cerca de R$ 118.440 em uma conversão simples, para o mercado europeu.
Visual mudou

Imagem: Divulgação
Dá para notar a mudança só de olhar. O novo Kwid elétrico ficou 18 centímetros mais largo e 15 centímetros mais comprido que o modelo anterior. A linguagem visual também ficou mais alinhada com o restante da família Dacia, com uma carroceria mais angulosa e moderna.
Por dentro, o painel é horizontal e tem um painel de instrumentos digital de 7 polegadas com uma tela multimídia touch de 10,1 polegadas.
Nada de luxo exagerado, mas há detalhes como acabamentos em azul nos bancos e no painel e espaços para guardar tralha do dia a dia. Tem ainda comandos de câmbio no volante, recurso que normalmente só se vê em carros bem mais caros.
Motor, bateria e autonomia

Imagem: Divulgação
No quesito mecânica, o Spring recebeu um motor elétrico de 60 kW, o equivalente a 80 cv, com 17,8 kgfm de torque. A energia vem de uma bateria de química LFP com 27,5 kWh de capacidade útil, garantindo até 250 km de autonomia no ciclo combinado WLTP. Claro não há nada de esportividade, o 0 a 100 km/h fica em 12,1 segundos e a velocidade máxima é de 130 km/h.
Na tomada comum de casa, em corrente alternada de 6,6 kW, uma recarga de 15% a 80% leva pelo menos nove horas, então não é bem uma solução para o dia a dia corrido. Já em um carregador de parede de 7 kW, esse tempo despenca para menos de três horas.
E para quem tiver acesso a um pacote de carregamento rápido, com carregador CA de 11 kW ou CC de 50 kW, dá para completar a mesma recarga em menos de duas horas ou até em apenas 28 minutos, respectivamente.
Elétricos baratos na Europa

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A onda de elétricos acessíveis vem crescendo forte na Europa, puxada por modelos como o Fiat Grande Panda e o próprio Twingo elétrico, que divide plataforma com o novo Dacia. Há também rivais chineses, como o Geely EX2 e o BYD Dolphin.
A ideia por trás desses lançamentos é a mesma, tirar o carro elétrico do posto de artigo de luxo e colocá lo no orçamento de quem usa o carro para o dia a dia.
Com a pressão das metas de emissão da União Europeia e a chegada cada vez mais das chinesas com preços agressivos, faz sentido que a Renault tenha decidido investir nessa nova geração em vez de deixar o elétrico como um projeto secundário.
