Onix lidera buscas depois do programa Carro Sustentável; veja ranking
Hatch compacto aparece como mais procurado entre os modelos contemplados
Com a alta constante nos preços dos carros zero-quilômetro atrelados a juros elevados de financiamento e menor poder de compra do brasileiro, o governo federal lançou o programa Carro Sustentável em julho de 2025 com duração até 31 de dezembro de 2026.
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Desde então, se comparado com os seis meses anteriores, o Chevrolet Onix, por exemplo, surpreendeu com alta de 27% durante este período de acordo com estudo Webmotors Autoinsights. Lançado em 2012, o hatchback da GM sempre esteve entre os prediletos.
Em meados do ano passado, foi reestilizado, mas manteve o sistema da polêmica correia dentada banhada a óleo (estreada na 2ª geração do modelo), ainda que com outra matéria-prima.
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Outro carro que tem encantado os brasileiros é o Fiat Argo. Produzido desde 2017, o hatch vai ganhar em breve a sua segunda nova geração, que terá a base do Grande Panda europeu. No último semestre, o modelo foi o segundo mais buscado na Internet, superando até mesmo o Volkswagen Polo, conhecido pelo melhor desempenho, plataforma mais moderna e oferecer mais segurança (5 estrelas Latin NCAP).
Confira a seguir quais foram os outros modelos que mais tiveram aumentos nas buscas entre os modelos do programa Carro Sustentável considerando o acumulado entre julho de 2025 e janeiro de 2026, na comparação com os seis meses anteriores:
1 - CHEVROLET ONIX +27%

Imagem: Divulgação
O Chevrolet Onix surgiu em 2012 e desde a versão de entrada LS, já trazia airbags frontais, freios ABS, distribuição eletrônica de frenagem (EBD) e direção hidráulica com regulagem de altura, porém ar-condicionado, rodas de alumínio, vidros traseiros elétricos, MyLink, faróis de neblina, retrovisores externos elétricos e computador de bordo eram exclusivos do topo de linha LTZ.
Nesta primeira geração, o hatch da Chevrolet foi equipado com duas opções de motores: 1.0 que gera 80 cavalos com etanol e 78 cv com gasolina (LS e LT) ou 1.4 de 106/98 cv (LT e LTZ), ambas acompanhadas do câmbio manual de 5 marchas.
Em 2016, o Onix ganhou a sua primeira reestilização, acompanhado da nova caixa de mudanças manual de seis posições e direção elétrica.
Fora essas novidades, o ano foi marcado com a vinda da versão aventureira Activ. Apesar do lançamento do Onix renovado, o antigo ainda conviveu até 2021 sob a insígnia Joy 1.0.
A segunda geração só viria em 2019, que além de ganhar em espaço interno e nível de equipamentos, estreou a nova família de motores CSS Prime de três cilindros flex, formada pela aspirada 1.0 (82/78 cv) e 1.0 tricilíndrico turbo (116/116 cv).
Apesar de mais evoluída, essa fase ficou marcada pela polêmica correia dentada banhada a óleo. O componente ficou marcado pois poderia causar problemas de degradação precoce e entupimento do pescador de óleo, podendo quebrar o motor, gerando prejuízos incalculáveis.
Apesar de defender o uso correto e o prazo do lubrificante, na linha 2026, a GM aproveitou a reestilização e incorporou nova composição para a peça, além de aumentar a garantia da peça para até cinco anos ou 240 mil km.
- Principais prós: bem avaliado no Latin NCAP e conforto
- Principais contras: baixa altura do solo e desgaste prematuro da correia (2ª geração).
2 - FIAT ARGO +15%

Imagem: Divulgação
Lançado no Brasil em maio de 2017, o Argo chegou com a missão de substituir o trio Palio, Punto e Bravo. Para isso, a Fiat precisava torná-lo convincente.
Rival direto do Chevrolet Onix, o hatch da Fiat aposta no bom pacote de itens de série. Desde a 1.0 Drive havia ar-condicionado, direção elétrica progressiva, Isofix, sistema Start&Stop, travas elétricas, vidros dianteiros elétricos, volante com regulagem de altura e computador de bordo.
Além dessa, havia também: 1.3 Drive, 1.3 Drive GSR (com câmbio automatizado GSR, de cinco marchas), 1.8 Precision, 1.8 Precision AT6, 1.8 HGT e 1.8 HGT AT6. Dependendo da versão e dos opcionais, o cliente poderia levar: câmera de ré e sensor de estacionamento traseiro com visualizador gráfico, central multimídia touchscreen de 7 polegadas, câmbio automatizado, controle de tração, bancos em couro e kit high tech (sensor de chuva, sensor crepuscular, retrovisor eletrocrômico).
Em 2019, surgiu a aventureira Trekking com motor 1.3 (109/101 cv) e transmissão manual de cinco velocidades, cuja principal diferença estava no jogo de pneus de uso misto e suspensão elevada - 40 mm mais alta em relação ao Argo Drive 1.3. No mesmo ano, saía de cena a 1.8 (139/135cv) só com a opção do câmbio manual e restringindo-se à automática, com seis marchas. Mais tarde, essa configuração passou a vir de série na Trekking, abandonando o antigo 1.3 e câmbio manual.
A maior mudança na linha Argo veio com a reestilização em julho de 2022 (modelo 2023) que contemplou: nova frente com para-choque, faróis e capô redesenhados, além de novas rodas e calotas, dependendo da versão. Na parte interna, a maior mudança veio do volante emprestado do SUV Pulse.
Após as expectativas do público, em 2023 chegava o novo câmbio automático CVT que simula sete marchas, sendo restrito às opções Drive 1.3 e Trekking 1.3.
Sem grandes mudanças estilísticas, em breve, a Fiat promete uma nova geração totalmente nova, baseada no Grande Panda. Apesar da semelhança, o novo Argo seguirá com identidade própria com recursos voltados ao gosto do brasileiro. A novidade deve estrear até meados deste ano.
- Principais prós: conforto e ampla rede de autorizadas
- Principais contras: mal avaliado no Latin NCAP e desempenho do motor 1.0
3 - VOLKSWAGEN POLO +12%

Imagem: Divulgação
A sexta geração (mundial) do VW Polo foi lançada no final de 2017 após um hiato de três anos do fim da produção da geração anterior. Com visual parecido com o modelo europeu, mecânica mais moderna e cheio de tecnologia, o carro tinha atributos convincentes para roubar a clientela dos hatches Hyundai HB20 e Fiat Argo.
Chegou com três opções de motores, duas de câmbio e quatro de acabamento e nível de equipamentos. A configuração de entrada, batizada apenas de 1.0 MPI, está equipada com o conhecido propulsor flex 1.0 de três cilindros do VW Up!, com 84/75 cv e transmissão manual de cinco marchas.
Mesmo nessa versão, já havia ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos e travas elétricas, quatro airbags, computador de bordo, banco do motorista com regulagem de altura, chave tipo canivete, além de outros itens de série.
Já a central multimídia, volante multifuncional, controle de estabilidade e tração, bloqueio eletrônico do diferencial e rodas de liga leve 15” eram opcionais. As mesmas opções também se estendiam à versão 1.6 MSI, diferenciada só pelo motor 1.6 16V de 117/110 cv.
Depois vinha a Comfortline com controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, sensor de estacionamento traseiro, computador de bordo, ar-condicionado digital, chave presencial, controlador de velocidade de cruzeiro (piloto automático), sensor de estacionamento dianteiro e traseiro e opções de trocas de marcha no volante eram alguns dos vários opcionais desta versão.
Por fim, a topo de linha Highline traz de série: ar-condicionado digital, partida por botão, chave presencial, iluminação diurna em LED, porta-luvas refrigerado. Já as rodas de aro 17, forrações de bancos e painéis de portas em couro sintético, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, monitoramento de pressão dos pneus eram vendidos à parte.
As versões 200 TSI Comfortline e Highline também têm a opção do motor 1.0 turbo, que foi usado no VW Up! TSI e VW Golf 1.0 TSI. No Polo, ele rende 128/116 cv de potência, somente com o câmbio automático de seis marchas.
Desde os primeiros anos até hoje, foram poucas mudanças, mas podemos destacar: câmbio automático incorporado para a 1.6 e série especial Beats com visual diferenciado e subwoofer e amplificador (2018), a esportiva GTS com motor flex 1.4 (150 cv e com os dois combustíveis) e câmbio automático de seis marchas (2020).
A leve reestilização da linha, versão de entrada Track 1.0 e a série especial Track 1st Edition limitada a 1.000 unidades só viria a partir de 2023.
Com a chegada do SUV compacto Tera em meados de 2025, o Polo perdeu algumas versões para reposicioná-lo no mercado. Com essa decisão, saíram de cena a MPI 1.0 manual, TSI 1.0 turbo manual e Comfortline 1.0 turbo automática e a esportiva GTS 1.4 TSI.
- Principais prós: ampla rede de autorizadas e robustez mecânica
- Principais contras: acabamento simples e espaço traseiro limitado
4 - HYUNDAI HB20S +9%

Imagem: Divulgação
Lançado no início de 2013, o Hyundai HB20S veio inicialmente nas versões Comfort Plus e Comfort Style, com motor tricilíndrico 1.0 12V de 80/75 cv associado ao câmbio manual de seis marchas e com propulsor de quatro cilindros, 1.6 16V de 128/122 cv, também com transmissão manual de seis velocidades. Além dessas, há ainda a topo de linha Premium, ofertada só com o mesmo motor 1.6, porém com câmbio automático de quatro marchas.
Com 33 cm a mais (4,23 m) no comprimento em relação à versão hatch (3,90 cm), o sedã tem a vantagem do porta-malas com capacidade para 150 litros a mais (450 litros do HB20S contra 300 litros do HB20).
Portanto, se você deseja um sedã compacto, mas com bom espaço para bagagens, é o ideal. O espaço interno para pessoas com mais de 1,70 m de altura, por outro lado, deixa a desejar.
Na lista de equipamentos, desde a mais básica, havia ar-condicionado, direção hidráulica, dois airbags (motorista e passageiro), travas e vidros elétricos, sistema de áudio com MP3, USB, Bluetooth e comandos no volante, entre outros itens.
No final de 2015, a linha HB20S ganhou uma leve reestilização, mais evidenciada na parte frontal com nova grade e para-choque, além da opção com propulsor 1.6 que ganhou câmbio automático de seis marchas. Além disso, a versão Premium automática trouxe o opcional dos revestimentos dos bancos, portas e volante em couro.
Para a linha 2016, o motor 1.0 de três cilindros ganhou a opção do turbo (105/98 cv) para as versões Comfort Plus e Comfort Style. No entanto, a maior novidade viria em 2019, com a chegada da segunda geração, com clara inspiração no irmão maior, Elantra.
Em 2021, as mudanças maiores se resumiram ao propulsor 1.6 que foi substituído pelo 1.0 turbo e a versão topo de linha Premium passou a se chamar Platinum. No ano de 2023, a linha ganhou outra reestilização para se manter entre os preferidos no segmento de sedãs compactos.
Apesar de se manter na terceira posição no ranking AUTOO o sedã da Hyundai deixará de ser produzido para abrir espaço na fábrica de Piracicaba (SP) para um novo SUV compacto de entrada.
Trata-se dos projetos BC4b e BC4b CUV que darão origem aos novos HB20 e Bayon brasileiros, em plataforma que será compartilhada com a GM no país, conforme antecipado por Autoesporte
- Principais prós: porta-malas (475 litros) e garantia de 5 anos
- Principais contras: pouco espaço interno traseiro e baixo desempenho do motor 1.0 aspirado
5 - RENAULT KWID +5%

Imagem: Divulgação
O Renault Kwid surgiu como uma nova proposta de carro de entrada da marca. Os argumentos eram a posição de dirigir mais alta que a dos carros compactos disponíveis no mercado, a boa altura do solo (18 cm, similar à de SUVs médios) e os ângulos de entrada (24°) e de saída (40°).
Inicialmente, o Kwid chegou em três versões, todas equipadas com o novo motor SCe 1.0 de três cilindros e 12 válvulas, o mesmo da dupla Sandero/Logan (70/66 cv de potência e 9,8/9,4 kgfm de torque, contra os 10,5/10,2 kgfm dos irmãos), porém sem o comando de válvulas variável.
A justificativa da empresa era privilegiar o consumo de combustível de seu modelo de entrada a qual chegou a declarar na época: “Na cidade, o SUV compacto faz 15,2 km/l com gasolina e 10,5 km/l com etanol”.
Para fazer valer a pena perante a forte concorrência como Fiat Mobi e VW Up!, o hatch da Renault apostava nos itens de segurança como 4 airbags e dois pontos Isofix desde a versão Life.
Além disso, na intermediária Zen, o cliente já era contemplado com direção elétrica, ar-condicionado, travas e vidros dianteiros elétricos. Pulando para a Intense, itens como retrovisores elétricos, faróis de neblina cromados, sistema multimídia, câmera de ré, abertura elétrica do porta-malas, rodas de liga leve e chave do tipo “canivete”.
Um problema recorrente observado pela imprensa e pelos donos nas primeiras unidades do subcompacto era o baixo poder de frenagem, algo que, coincidência ou não, foi revisto.
Para isso, substituiu os discos sólidos pelos ventilados na frente, muito mais eficientes, e trocou o servo-freio por outro de maior, para ampliar a força aplicada ao pedal.
Na linha 2023, o Renault Kwid foi reestilizado e, junto a essa atualização, a versão Life saiu de linha. Já o propulsor 1.0 foi recalibrado, passando a renderizar as potências de 71/68 cv.
É outro modelo que em breve vai ganhar novidades no final de 2026, como linha 2027, para se manter competitivo entre os hatches compactos mais baratos do Brasil.
- Principais prós: motor econômico e bom vão livre do solo
- Principais contras: espaço interno restrito e porta-malas pequeno
