Opala Comodoro 91: sedã de bacana no passado vale o mesmo que SUV novo; veja preço
Modelo clássico da Chevrolet é da rara versão fabricada com motor de 4 cilindros e câmbio manual
Conhecida até então pela fabricação de caminhões, a General Motors do Brasil, antiga Companhia Geral de Motores do Brasil S.A., lançou durante o VI Salão do Automóvel de 1968 o seu primeiro carro de passeio do Brasil, o Chevrolet Opala.
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O projeto tinha como parâmetro o alemão, lançado dois anos antes no mercado europeu. Mecânica confiável, conforto de sobra e linhas elegantes fizeram do Opala um dos maiores sucessos até hoje da General Motors do Brasil.
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Este Chevrolet Opala Comodoro SL/E 2.5 1991 branco Everest é um exemplo de amor à primeira vista sobre rodas. Até os menos adeptos, não resistem à beleza deste sedã que ainda conseguiu manter a pintura 100% de fábrica e, o mais importante, sem retoques.

Imagem: Herik Alves/Agência HKCD
“É um veículo imaculado, com pintura de fábrica, sem retoques”, resume Alex Fabiano, o GG. O motor do Comodoro SL/E é o consagrado 2.5 de quatro cilindros a etanol que com a ajuda de um carburador de corpo duplo desenvolve 97 cavalos de potência e torque de 18,1 kgfm (a 2.500 rpm), de acordo com dados retirados do manual do proprietário da linha 1991.
É o suficiente levá-lo de zero a 100 km/h em pouco mais de 15 segundos, com velocidade final de 152 km/h. Longe de ser um Gol GTi em desempenho, o foco do Comodoro era tratar bem seus ocupantes, sem pressa e com muitos mimos.
O aconchegante interior do sedã é contemplado com bancos e forrações de porta com tecido aveludados de muito bom gosto. Entre os respeitáveis itens de série da época, fora a direção hidráulica e trio elétricos, oferecidos de série, este clássico sedã da GM incorpora o opcional do ar-condicionado.

Imagem: Herik Alves/Agência HKCD
Com apenas 43 mil km comprovados, o sedã foi vendido por R$ 165 mil (preço equivalente ao de um Chevrolet Tracker 0 km) através da GG World Premium Classic Cars.
A justificativa da loja é o ‘pedigree’ do carro, que além de ser um modelo bem cuidado e na rara cor branca, traz toda a documentação original, tais como manuais e chave cópia. Em outras palavras, um “veículo para colecionadores altamente exigentes”, conforme palavras do GG.
A ORIGEM DO OPALA NO BRASIL

Imagem: Divulgação
O Opala, apresentado ao público em 1968 durante o Salão do Automóvel, era originado do Opel Rekord, cuja marca de origem alemã era o braço direito da matriz General Motors Corporation. Seu nome vinha da junção entre as palavras Opel e Impala, daí o nome Opala. Mecânica de Impala e carroceria baseada nos Opel.
Essa era a receita de um nome mágico tal como o seu projeto, que durante sua produção conseguiu a marca de nada menos do que 1 milhão de unidades comercializadas entre 1969 e 1992, tornando-se um líder de vendas no segmento.
Sua carroceria compreendia uma linha sóbria e marcante ao mesmo tempo. Os cromados que eram o charme de vários veículos daquela época eram abusivos no carro da GM e eram notados em quase todos os detalhes, como frisos da moldura do para-brisa, maçanetas, grade, para-choques, calotas, espelhos retrovisores, entre outros itens. Era disponível com duas opções de acabamento, a Standard e a de Luxo, ambas na versão de quatro portas.
No conjunto mecânico, o Opala recebia duas opções de motor, ambos refrigerados a água, com válvulas no cabeçote e comando no bloco. O 2.500 (153 pol³) ou o topo de linha 3.800 (230 pol³).
A primeira recebia um 4 cilindros de 2.509cm³ com potência máxima de 80 cv a partir das 3.800 rpm; a outra contava com um propulsor de 3.764cm³ e 125 cv a 4.000 rpm. Sua velocidade final era de 165 km/h e acelerava de 0 a 100 km/h em 13 segundos. Já a versão de entrada era 5 segundos mais lenta na aceleração de 0 a 100 km/h, cumprindo a velocidade máxima de 145 km/h em relação ao topo de linha 3.800. Internamente, o conforto era um dos truques deste GM.
Basicamente o que diferenciava o 3.800 do 2.500, além do motor, eram as luzes de ré, tampa do bocal do combustível com trava e filetes cromados que na versão Luxo eram de série.
O VENERADO SS

Imagem: Divulgação
Em 1970, a “família” Opala ganhava mais um integrante com a chegada do almejado SS. Além deste, a GM lançou o Opala Gran Luxo, que também recebia um motor de alta performance. Mas o SS foi o mais cobiçado na época.
A imponência do motor 250 pol³ de 4,1 litros e 140 cv a 4.000 rpm, capaz de atingir a velocidade máxima de 170 km/h em apenas 12 segundos, graças à receita do aumento dos pistões para 89,7 mm, ante os 82,5 mm. Por fora, o que mais chamava a atenção eram os adereços pretos e rodas esportivas de aro 14 calçando pneus 7,35 S. Em 1974, o carro recebe uma nova mudança em sua mecânica.
O motor 4 cilindros chamado de 151 com 90 cv. Foi neste ano que a GM acumulava em seu currículo mais de 300.000 Opalas fabricados. A essa altura, o sedan tinha rivais de peso como o Alfa Romeo 2.300, lançado em 1974, o Ford Maverick Sedan, lançado em 1973 e o Dodge Dart Sedan, que chegou em 1969. No entanto, o carisma e a popularidade da família Opala acabou falando mais alto.
A linha 1975 recebia uma nova frente e traseira, de estilo mais atualizado, capô com vincos acentuados, setas localizadas agora nas extremidades dos para-lamas dianteiros, nova grade e lanternas redondas duplas, de estilo semelhante às do Corvette.
A versão perua do Opala também estreava a linha 1975. Denominada Caravan, a perua só tinha a opção de três portas, além dos motores de 4 e 6 cilindros do sedã e do cupê.
Em 1976, a GM do Brasil lançava o cupê 250S, um verdadeiro esportivo que satisfazia grande parte dos clientes exigentes e de personalidade forte. Motor de 6 cilindros alimentado por um carburador de corpo duplo e comando de válvulas trabalhado passava a contar com 153 cv. O tempo de aceleração de zero a 100 baixava para 10 segundos.
Dois anos depois, a perua Caravan ganhava a versão SS, contando com o mesmo motor de 6 cilindros da versão cupê. Fora isso, apenas alguns detalhes fizeram as diferenças da linha. Em 1980 é lançado o Diplomata com motor 250 S do Opala 4.1/S, topo de linha, que ganhava um novo desenho, um melhor acabamento, além de outros equipamentos de série com direção servoassistida e ar-condicionado.
Um ano depois, o Opala recebe algumas mudanças em seu interior. Entre eles: novo volante e painel remodelado. Em seguida, lança-se a série Silver Star.
No ano de 1983, o câmbio de 5 marchas era disponibilizado para o carro da GM, porém a grande mudança viria em 1985, quando o Opala perdia o estilo “comportado”, passando a ter mais personalidade. Por dentro, novos grafismos no painel de instrumentos e botões de acionamento dos retrovisores e vidros.
