Passat 1.8 GTS Pointer 89, o colecionável a preço de apartamento; saiba quanto vale
Versão esportiva da última leva produzida pela Volkswagen está em perfeito estado e rodou pouco
O Volkswagen Passat chegou em setembro de 1974, sendo a grande atração da marca no Salão do Automóvel, em São Paulo naquele ano.Foi destaque, entre outros motivos, pelas linhas charmosas, autoria do designer italiano Giorgetto Giugiaro - conhecido por assinar obras como VW Golf e Fiat Uno.
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Como se isso não fosse o bastante. o novo Volkswagen surpreendeu por ser o primeiro modelo nacional da fabricante a adotar motor dianteiro, tração dianteira e refrigeração a água, sendo uma alternativa inovadora para o mercado brasileiro dominado pelo Fusca. Sua jornada encerrou em 1988, com quase 900 mil unidades no Brasil.
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Fim de uma era

Imagem: Reprodução/Garagem Brasil
O Passat marcou uma era importante para a Volkswagen e ainda hoje é cultuado por muitos entusiastas e colecionadores, principalmente a esportiva GTS Pointer, tida como uma das mais desejadas. É dessa safra o belíssimo exemplar do ano e modelo 1988/1989 à venda por R$ 250 mil pela Garagem Brasil Antigos
“O nosso Passat é do modelo 1989, sendo um dos últimos e poucos que foram produzidos no finalzinho de 1988, o que o torna ainda mais difícil de se achar”, explica o antigomobilista e proprietário Sizenando Coutinho Braga.
Fora isso, outros detalhes também chamam a atenção de quem procura por um veículo clássico como este GTS Pointer. Com menos de 85 mil km originais, o esportivo está em estado de zero km.
O motor 1.8 (AP-1800S) a álcool foi revisado e mantém o seu respeitado desempenho para a época. Dados de fábrica garantem 99 cv e torque de 14,9 kgfm a partir dos 3.600 giros. Isso dá ao carro uma aceleração de 0 a 100 km/h de 10,9 segundos, com velocidade máxima declarada em 170 km/h.
Ao entrar no Passat, a emoção ‘fala’ alto, sobretudo para quem é um saudosista nato como eu. O banco esportivo da extinta Recaro parece que te abraça. Não tem a maciez de um revestimento aveludado, típico do Santana, é verdade, mas até que traz certo conforto. As espumas são firmes na medida certa.

Imagem: Reprodução/Garagem Brasil
O painel de instrumentos é completo e marca pouco mais de 85 mil km. Bem ao centro, há um relógio digital, cercado pelo velocímetro com escala até 220 km/h e pelo conta-giros, que agrupa os indicadores da temperatura da água do motor e nível de combustível. Já no console, logo acima do rádio toca fitas Los Angeles VI, há voltímetro e manômetro.
Atrás, os dois apoios de cabeça fixo e o apoio de braço central no assento traseiro eram o que de melhor podiam acolher seus ocupantes. O porta-malas comporta 362 litros, ou 89 l a mais que o Gol 1.8 GTS.
PASSAT TS: ONDE TUDO COMEÇOU

Imagem: Divulgação
No ano de 1976 surgiu a série esportiva TS, conquistando logo de cara o público jovem. Trazia quatro faróis redondos (quatro altos e dois baixos) e uma faixa preta que vinha do para-lama dianteiro, ficando mais larga à medida que corria a carroceria e se elevando até a coluna traseira. No topo estava a sigla TS, de Touring Sport.
Por dentro, a esportividade é destacada pelo conta-giros, manômetro de óleo, voltímetro e relógio analógico, além do volante esportivo de três raios. Bons tempos esportivos nacionais! Os bancos, por sua vez, são reclináveis e possuíam encosto integral para a cabeça. Mas o mais atraente estava debaixo do capô: um motor 1.6 de 80 cv. Tornou-se referência para os amantes de velocidade e fez muito sucesso por aqui competindo até na concorrida 500 Milhas de Interlagos, Rali do Brasil e Mil Milhas obtendo ótimos resultados em todas as provas.
Com velocidade final de 160 km/h, o GTS 1.8 Pointer alcançava de zero a 100 km/h em cerca de 14 segundos. Com pneus radiais 175/70 SR 13 e a suspensão traseira de eixo de torção de toda a linha, o carro logo se tornou o mais rápido em sua categoria em velocidade final, aceleração e também nas curvas.
PASSAT TS VIRA PASSAT GTS

Imagem: Divulgação
O TS acabava perdendo a sua identidade, por conta da adoção do motor 1.6 das demais versões do Passat. Foi então que a Volkswagen resolveu colocar em 1984 um motor 1.8, igual ao do Santana. Surgia assim o GTS (Gran Touring Sport). O GTS era um novo carro em termos de desempenho.
Sua missão em substituição ao TS (ainda sem a denominação "Pointer"), estava cumprida. O Passat esportivo não demorou muito para se tornar um dos esportivos mais cobiçados do país. Possuía bancos Recaro, câmbio de 5 marchas, conta-giros e console com voltímetro e manômetro de óleo.
Opcionalmente, poderia vir equipado com ar condicionado e teto solar. No mesmo ano, as versões de acabamento eram batizadas novamente como Special (básica, com molduras pretas nos faróis), LS Village, LSE Paddock e GTS Pointer. O novo Pointer tinha rodas esportivas de alumínio com um desenho chamativo e aro de 14 polegadas calçando pneus 185/60 HR 14.
Tinha vidros verdes e para-brisa com faixa degradê, encostos de cabeça para quatro passageiros e descanso de braço no banco traseiro. Os bancos dianteiros e Recaro, com regulagem de altura e contorno envolvente e o teto solar continuava na lista de opcionais do modelo.
A última atualização no Passat teve alguns retoques na aparência, como para-choques envolventes em plástico injetado, lanternas traseiras frisadas e painel de desenho mais atual, inspirado no do Santana, incluindo um grande conta-giros e termômetro de óleo no console.
Outro grande e esperado ganho era o câmbio de cinco marchas. Em 1986, o Passat reagia com os novos motores AP (Alta Performance) de 1.6 litro e 1.8 litro, de bielas mais longas, adotado um ano antes nos Gol GT e nos Santana. Andava muito bem! Para se ter uma ideia em termos de desempenho na tarefa de zero a 100 km/h, o esportivo - que rendia 99 cv graças aos ajustes no conjunto mecânico - cravava apenas 10,9 s atingindo a velocidade final de satisfatórios 170 km/h.
O Volkswagen Passat foi fabricado no Brasil até dezembro de 1988. No total, foram produzidos 897.829 carros, dos quais cerca de 221 mil para exportação, segundo a fabricante.
