Renault Kwid: veja 5 razões para comprar e 5 para fugir do hatch
Rival de Citroën C3 e Fiat Mobi vai mudar em meados de 2026; veja detalhes
Há quem o ame e quem o odeie o Renault Kwid, mas uma coisa é certa: o subcompacto é a porta de entrada para quem precisa de um carro zero-quilômetro sem pretensões, mas que alie praticidade e economia.
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A Renault lançou a linha 2026 do Kwid em março de 2025, cuja principal mudança ocorreu na parte visual do hatch. A versão Intense com teto biton passou a se chamar Iconic e ganhou detalhes externos na cor amarela Citron, além de rodas escurecidas.
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Fora isso, a aventureira Outsider também recebeu detalhes externos na tonalidade amarela Citron, espalhados na grade dianteira, retrovisores, para-choque e barras de teto. Por fim, toda a linha passou a dispor da nova pintura cinza Cassiopée.
Apesar dessas mudanças pontuais, a Renault promete uma grande reviravolta contra rivais de peso, a exemplo do Fiat Mobi e Citroën C3. Será a nova geração que, finalmente, chega ao mercado brasileiro, prevista para meados de 2026.
Será um grande passo, visto que o subcompacto nunca teve uma nova geração desde o seu lançamento, ocorrido em 2017. Fora isso, o Kwid deverá chegar mais equipado com painel digital e central multimídia maior como destaques.
Enquanto a novidade não chega, acompanhe cinco pontos positivos e outros cinco negativos do Renault Kwid 2026.
5 MOTIVOS PARA COMPRAR
1 - CONSUMO
Em termos de consumo, o Renault Kwid sai na frente. Segundo o Inmetro, são 10,4 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada no etanol. Na gasolina, são notáveis 14,6 km/l no uso urbano e 15,5 km/l no rodoviário.
2 - VERSÃO ELÉTRICA

Imagem: Divulgação
Dentre os segmentos dos compactos mais baratos, a Renault possui a versão 100% elétrica do Kwid, batizada de E-Tech. Seu motor elétrico gera 65 cv (48 kW) e 11,5 kgfm de torque e é alimentado por uma bateria de 26,8 kWh.
O tempo de carregamento é de 40 minutos (15% a 80%) em pontos de recarga rápida pública (30 kW DC) e leva cerca de 9 horas na tomada doméstica 220 V. Em um wallbox de 7 kW, o tempo é de aproximadamente 3 horas.
3 - VÃO LIVRE DO SOLO
O Renault Kwid transpassa qualquer lombada ou valeta, sem grandes problemas. Graças ao ângulo de ataque e saída (24° e 40°), acessar as rampas mais íngremes também não é problema para um dos hatches mais baratos do Brasil. Portanto, é o carro ideal, levando em conta a praticidade no dia a dia.
4 - TAMANHO

Imagem: Divulgação
Outra vantagem do subcompacto da Renault são as dimensões, que acabam favorecendo as vagas mais apertadas, típicas dos centros urbanos.
Ele mede 3.731 mm de comprimento, 1.579 mm de largura e 1.481 mm de altura, com 2.423 mm de distância entre-eixos. Seu porta-malas comporta 290 litros, o que é considerado satisfatório para seu porte.
5 - PREÇO
Não menos importante, o preço é, sem dúvida, o que mais atrai nele. Trata-se de um dos carros zero-quilômetro mais baratos para comprar hoje em dia. Seu preço começa em R$ 78.690, perdendo — por pouco — para o Citroën C3, que sai por R$ 78.590.
5 MOTIVOS PARA NÃO COMPRAR
1 - ESPAÇO INTERNO
Não espere um espaço de um Honda City se quiser levar o Renault Kwid para casa. Com pouco mais de 2,40 metros de entre-eixos, quem vai atrás, sobretudo os mais altos, sofre para posicionar as pernas. Dar as joelhadas no banco do motorista e passageiro da frente é quase uma missão impossível. Pior ainda é a versão elétrica, que foi homologada para apenas quatro pessoas.
2 - DESEMPENHO

Imagem: Divulgação
Por mais que pareça óbvio, para quem nunca dirigiu o Renault Kwid, é preciso ter em mente a sua vocação urbana. É o carro para usar sem pressa.
Todas as versões do Kwid usam motor flex de três cilindros, aspirado, 1.0 12V de até 71 cv e torque de até 10 kgfm, graças à ajuda do câmbio manual de cinco marchas. Só para se ter uma ideia, isso dá ao subcompacto um 0 a 100 km/h em 13,5 segundos.
3 - SEGURANÇA
O Kwid ficou com apenas três estrelas nos testes de colisão do Latin NCAP, sendo suscetível a não conseguir absorver impactos principalmente laterais, o que pode ferir os ocupantes. Além disso, não é dos modelos mais estáveis nas curvas.
4 - TAMPA DO PORTA-MALAS

Imagem: Divulgação
A tampa do porta-malas do Renault Kwid é considerada frágil e fácil de arrombar, incluindo os modelos mais novos de 2026, de acordo com seus proprietários. Relatos no site Reclame Aqui indicam que a estrutura permite a abertura forçada com uma simples chave de fenda na região da fechadura, tornando o modelo um alvo comum para furtos do estepe.
5 - VAI MUDAR
Para meados de 2026, está prevista uma nova geração do Renault Kwid, já como linha 2027. Ela seguirá basicamente o mesmo estilo da versão elétrica E-Tech, lançada em outubro de 2025 no Brasil. Com a nova geração chegando, é natural que a atual tenha uma desvalorização mais acentuada do que de costume.
