Renault Sandero: saiba 5 motivos para comprar e outros 5 para fugir do hatch usado
Modelo tem espaço que Yaris e economia de Argo, mas peca em acabamento como o Kwid
Lançada em 2014, já como linha 2015, a segunda geração do Renault Sandero evoluiu bem em relação ao antigo modelo. Com dimensões muito bem distribuídas, seu trunfo estava no espaço interno e no porta-malas de 320 litros, um pouco menor que o do sedã Chevrolet Classic (390 l).
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Com mais de 10 anos de história, somada à aventureira Stepway, o Sandero teve outras variações com motores de quatro cilindros 1.0 16V Hi-Power de até 80 cv e 1.6 8V (106 cv). A partir de 2016, estreou o tricilíndrico 1.0 SCe 12V (82 cv) e o 1.6 SCe 16V (118 cv). Até um 2.0 16V (150 cv) da esportiva RS foi ofertado.
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Com preços que vão de R$ 30 mil a R$ 80 mil, dependendo do ano, da versão e do estado de conservação, o Renault Sandero reúne muitas qualidades, mas não esconde seus defeitos. Confira a seguir os prós e contras do hatch.
5 RAZÕES PARA COMPRAR
1 - ESPAÇO INTERNO
Dividindo a mesma plataforma (M0) com o sedã Logan, o Renault Sandero oferece excelente espaço para as pernas e cabeça no banco traseiro, superando vários concorrentes diretos da categoria e se aproximando de hatches maiores.
Só para se ter uma noção, o hatch da Renault tem 4,07 metros de comprimento, 1,73 m de largura, 1,53 m de altura e excelentes 2,59 m de distância de entre-eixos.
2 - PORTA-MALAS

Imagem: Divulgação
Com essas medidas citadas anteriormente, outro grande ganho para quem tem ou pretende adquirir Sandero é o seu generoso porta-malas. São 320 litros, um dos maiores volumes entre os hatches compactos da época. Nesse sentido, só perde para o Honda Fit, que tem 384 l.
3 - CONSUMO
As versões fabricadas a partir de 2017 com os motores 1.0 e 1.6 SCe melhoraram bastante o desempenho e reduziram o consumo de combustível em relação aos antigos motores Hi-Flex.
Só como prova, o Renault Sandero da segunda geração mais econômico é equipado com o motor 1.0 SCe (três cilindros, 12V), disponível a partir da linha 2017. Com essa receita e câmbio manual, o hatch faz, com etanol, 9,5 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada. Com gasolina, 14,2 km/l e 14,1 km/l.
4 - ROBUSTEZ

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A suspensão e a estrutura são muito resistentes para enfrentar o piso irregular das cidades brasileiras. Portanto, o hatch é a escolha ideal para quem não tem frescura e precisa de um carro acessível e peças baratas para rodar sem medo.
Se precisar de peças para o modelo, elas são fáceis de encontrar e, o melhor, muito baratas. No Mercado Livre ou Shopee, um par de discos de freio tem preços médios de R$ 115, e o jogo de pastilhas de freio dianteiro, os valores ficam em R$ 95.
5 - PREÇO
Quem pensa em um carro usado teme encarar os preços oportunistas de alguns donos ou vendedores. Com o Renault Sandero, é diferente. Por ser um modelo não tão popular quanto um Volkswagen Gol ou Fiat Palio, ele tem um mercado mais restrito e, portanto, com um custo-benefício maior.
Isso se explica com unidades muito bem equipadas sendo anunciadas por R$ 35 mil a 50 mil. É o caso da topo de linha Dynamique com motor 1.6. Só evite o câmbio EasyR. Do tipo automatizada monoembreagem de cinco marchas, a transmissão, além de dividir opiniões quanto a sua eficácia, por questões óbvias, demanda mais manutenção e não é barata.
5 RAZÕES PARA NÃO COMPRAR
1 - ACABAMENTO
Painel de instrumentos e forros de portas são verdadeiras fontes de ruídos por causa do ineficiente isolamento acústico, um problema que persiste desde a primeira geração, lançada em 2007. Dependendo do caso, às vezes um simples reaperto de parafusos pode resolver o problema.
No forro de portas, uma solução simples é desmontá-lo e aplicar um feltro adesivo, vendido em papelaria ou lojas de material de construção.
2 - BANCOS

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Outro problema crônico do Sandero, que vem desde a primeira geração, vem do revestimento dos bancos, que é muito frágil, ocasionando o desfiamento do tecido. Alguns donos são mais cuidadosos e forram com capas específicas para bancos.
3 - PASTILHAS DE FREIO
Não deixe de verificar também o estado das pastilhas de freio, que costumam ter durabilidade precoce. Na época em que o modelo era mais novo, foram reportados casos em que, com menos de 10 mil km rodados, o proprietário já teria de efetuar a troca do jogo de pastilhas.
4 - MARCADOR DE COMBUSTÍVEL

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No marcador de combustível, é comum apresentarem falhas na leitura. A causa deste problema crônico, na maioria das vezes, está na boia, ou mesmo na bomba. O problema afeta também outros carros da marca, como Logan, Kwid, Duster e Captur.
5 - CÂMBIO
A alavanca de marchas tem curso longo e engates que podem ser um pouco imprecisos, além de apresentar vibração característica da marca. Alguns donos reportaram ocasionais vazamentos de óleo pela coifa do câmbio, mas o conserto é simples e barato.
