Suzuki Vitara elétrico é um SUV valente, mas será que vale a pena? Veja avaliação
Primeiro modelo do gênero da marca japonesa honra a tradição no off-road e tem fortes rivais
A Suzuki entra na era dos carros elétricos com o SUV e-Vitara (R$ 219.990) que mantém a pegada off-road tradicional da marca japonesa para ocupar um nicho do mercado: o dos 4x4 movidos a bateria que encaram um caminho de terra de vez em quando. Então, são poucos os rivais diretos, podemos citar o BYD Yuan Plus AWD (R$ 269.990) e do Volvo EX30 Ultra (R$ 277.383).
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Bem, até que a Suzuki se esforçou para dar um toque de glamour ao interior do e-Vitara. Tudo parece bem construído e há tentativas de destacar diferentes texturas, como os painéis das portas e o frontal levemente macio ao toque que envolve as saídas de ar, além de uma luz ambiente discreta.
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SUV de nicho

Imagem: Divulgação
Porém, ao examinar com mais atenção, alguns dos plásticos parecem pouco resistentes. E não será preciso procurar muito para encontrá-los, já que o painel e a parte superior das portas são os principais pontos problemáticos. Sim, há teto solar, mas dos convencionais e com cortina acionada manualmente.
No console central, foi boa a ideia de obrigar que o botão giratório do câmbio seja pressionado primeiro para baixo antes dos engates para evitar enganos e até acidentes. Mas a resolução da tela de 10,1 polegadas do sistema multimídia não é das melhores e depende da conexão com o celular para funcionar com GPS. Também poderia melhorar a velocidade de processamento das infromações do sistema, que merecia ser mais intuiitivo.
Apesar da manutenção de alguns comandos físicos, ainda há muita dependência do sistema de infoentretenimento para realizar tarefas simples. Se você quiser desativar o assistente de permanência na faixa e o irritante sinal sonoro que acompanha o desvio em alta velocidade, o processo é complicado e exige 12 toques na tela, levando cerca de 25 segundos no mínimo
Para reforçar os argumentos a favor do e-Vitara, vamos destacar que o espaço para os passageiros na parte traseira é razoável. E para acomodar a cabeça e as pernas não é difícil, mas somente aceitável para passageiros de estatura média. A fileira traseira de bancos é bipartida e rebatível na proporção 40:20:40, e o banco pode ser deslizado para frente e para trás na proporção 60:40 para aumentar o espaço para os passageiros ou a capacidade de carga, conforme necessário.
Isso é uma boa notícia, porque o porta-malas do Suzuki não tem nada de especial. Com a fileira traseira de bancos totalmente recuada, você tem apenas 310 litros na versão com tração integral e dois motores.
Desempenho mediano

Imagem: Divulgação
O desempenho do e-Vitara é mediano, com 184 cv de potência combinada e torque imediato de 31,2 kgfm, o que contribui com a agilidade no dia a dia. Conforme dados da fabricante, a aceleração de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos e atinge 150 km/h, números bem abaixos dois rivais da BYD e da Volvo.
No computador de bordo marcou 350 km de autonomia com 100% da carga elétrica e o carro vem com um carregador portátil que pode ser plugado em uma tomada convencional de 220 Volts. Com ela, para ir de 10% a 100% da capacidade da bateria são necessários entre 18 a 20 horas. Mas com um carregador dedicado Wallbox de 7 kW em 220V, o tempo cai para cerca de 9 horas.
Com plausíveis 18,5 cm de vão livre do solo, SUV elétrico da Suzuki supera com certa facilidade os obstáculos urbanos, como lombadas e valetas, além de prometer se sair bem em trilhas, contanto que não sejam radicais.
Bom é que para se locomover em espaços apertados o carro se sai bem com ajuda das câmeras com visão de 360 graus e pelo porte compacto (4,28 metros de comprimento por 1,80 m de largura e 2,70 metros de entre-eixos). Mas todo o sistema de tração integral acaba pesando e o e-Vitara acaba chegando nos 1.900 kg de peso, o que prejudica o comportamento nas curvas, frenagens e o consumo.
Veredicto

O Suzuki e-Vitara é um dos poucos SUVs 100% elétricos compactos com tração integral na faixa dos R$ 200 mil, mas precisa evoluir em alguns aspectos, o que inclui sistema multimídia, acabamento e falta de equipamentos como monitoramento da pressão dos pneus, saída de ar no banco traseiro, GPS, internet a bordo, entre outros.
