Toyota Fielder e outros 4 carros usados que não deveriam ter saído de linha; veja a lista
Ainda muito requisitados, modelos são econômicos, espaçosos e bons de comércio
A Toyota Fielder é, sem dúvida, uma boa opção no mercado de usados. Além de bela, a perua herdou a robustez e bom nível de equipamentos do sedã Corolla. Ainda que tenha saído de linha, é fácil encontrar peças e mão de obra especializada, justamente por compartilhar a mecânica do sedã da mesma geração.
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Por conta disso, a perua da Toyota ainda é muito requisitada, junto a outros veículos que deixaram saudades e hoje são considerados um negócio da China. É o caso do Honda Fit. Vale lembrar que o monovolume é fabricado e vendido em vários mercados globais, com produção concentrada fortemente na Ásia.
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Com base nesses exemplos de veículos versáteis e com custo-benefício marcante, confira abaixo estes e outros carros que não deveriam ter saído de linha no Brasil.
1 - TOYOTA FIELDER

Imagem: Divulgação
A Toyota Fielder, lançada em 2005, usava a mesma plataforma do Corolla, assim como o motor de alumínio 1.8 16V e comando de válvulas variável inteligente VVT-i de 136 cv, que fazia bons 10,5 km/l na cidade e 14,5 km/l na estrada. Já os automáticos registram em torno de 8,6 km/l e 12,9 km/l.
Em suas dimensões, conta com os mesmos 2,60 metros de entre-eixos do sedã, mas no comprimento tem 4,45 m, ou 8 cm menor no comprimento total. Desta forma, a Fielder comporta 411 litros, ou 26 litros a menos que o Corolla.
Mesmo completa, espaçosa e econômica, as vendas da Toyota Fielder não estavam indo bem frente aos SUVs e, por isso, nos deixou em 2008. Foram poucas, mais de 35 mil unidades produzidas, deixando muitos adeptos do “Save the Wagons” desolados.
- Principais prós: bom espaço interno e robustez
- Principais contras: escassez de algumas peças e durabilidade das mesmas
2 - HONDA FIT

Imagem: Divulgação
O Honda Fit saiu em 2021, mas ainda é bem cotado no mercado de usados. Fácil de estacionar, bem equipado e espaçoso ajudaram a fazer a fama do monovolume por aqui. Ponto também para o sistema ULTRa Seat, rebatimento dos bancos traseiros, que aumenta a capacidade de carga de 363 litros até 1.045 l.
O motor 1.4 8V (83/80 cv) e 1.4 16V flex (101/100 cv) está entre os mais comuns, mas, na última geração, só havia o 1.5 16V (116/115 cv), que deu maior agilidade, sobretudo no anda e para constante dos centros urbanos. O consumo também melhorou, fazendo 12,3 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada com gasolina.
Mas nem tudo eram flores para o monovolume da Honda. Por conta das novas regras de emissões (Proconve L7), atreladas à mudança de preferência do consumidor para os SUVs, fez com que a Honda optasse por concentrar a produção no City Hatch e Sedan.
- Principais prós: bom espaço interno e robustez
- Principais contras: conforto e ausência de termômetro da água do motor
3 - VOLKSWAGEN FOX

Imagem: Divulgação
O Volkswagen Fox é outro hatch que deixou saudades, apesar de sua polêmica envolvendo o puxador do sistema do banco traseiro. Ele corre 15 centímetros sobre trilhos, o que faz a capacidade do porta-malas subir de 260 litros para 353 litros. Com o encosto e assento dobrados, vai para 1.016 litros.
Com tantas opções em quase 18 anos de vida, o motor flex 1.6 MSI 16V de 120/110 cv é um dos mais econômicos. Com câmbio manual de seis marchas, o primeiro VW nacional com essa transmissão, ele chega a fazer 10,8 km/l no perímetro urbano e 12 km/l no rodoviário.
Vem ainda com direção elétrica, volante multifuncional, acabamento em couro e controle eletrônico de estabilidade (ESC), controle de tração (ASR), controle de assistência de partida em rampa (HHC), sistema de assistência à frenagem (BAS), entre outros itens.
- Principais prós: bom espaço interno e posição de dirigir
- Principais contras: porta-malas pequeno e conforto
4 - FIAT GRAND SIENA 1.6 16V ESSENCE

Imagem: Divulgação
O sedã da Fiat dá um banho em termos de espaço interno e porta-malas comparado a outros sedãs de segmentos maiores. São 520 litros, ou seja, 50 litros a mais que o do Corolla 11ª geração (470 litros) e 1 litro a mais que o do Civic 10ª geração (519 litros).
Algumas versões do sedã possuem o elogiado motor E.torQ 1.6 16V de 117/115 cv, cuja principal vantagem é o alto torque em baixas rotações. São 16,8 kgfm abastecidos com etanol e 16,2 kgfm com gasolina, ambos disponibilizados a 4.500 rpm. O consumo é de 9,9 km/l no uso urbano e 12,1 km/l no rodoviário (gasolina).
Nela, há vidros/travas elétricas, computador de bordo, quatro airbags e freios ABS com EBD. Defasado, o Siena abriu caminho para o Cronos, o sedã do Argo. Deixou saudades pelo baixo custo de manutenção, robustez e suspensão macia, ideal para frotistas e motoristas de aplicativo.
- Principais prós: bom espaço interno e porta-malas
- Principais contras: desempenho limitado dos motores 1.0 e 1.4 e estabilidade ruim
5 - Ford Ka

Imagem: Divulgação
Bonito, supereconômico e bem equipado, o Ford Ka continua fazendo sucesso no mercado de usados. A terceira e última geração (lançada em 2014) trouxe mais espaço por conta da nova plataforma (compartilhada com o Fiesta e o EcoSport) e, claro, das quatro portas, pois a anterior só tinha duas.
O hatch da Ford traz dois tipos de motores flex. O 1.0 12V (TiVCT) de três cilindros (85/80 cv e 10,7/10,2 kgfm) e o de quatro cilindros 1.5 16V Flex Sigma (110/105 cv e 14,8/14,5 kgfm), sempre com câmbio manual de cinco marchas. O primeiro leva vantagem no consumo: 13,4 km/l na cidade e 15,6 km/l na estrada com gasolina.
Dependendo da versão, a lista era bem farta, com ar-condicionado, direção elétrica, controle de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, faróis de neblina, computador de bordo, etc. O Ka saiu de linha em 2021 por conta do encerramento da produção nacional da Ford no Brasil, mas sua fama ainda continua.
- Principais prós: design e motor econômico.
- Principais contras: acabamento e porta-malas
