Volkswagen Passat TS 80 é raridade única com ar-condicionado; veja preço
Rara versão esportiva na cor Marrom Avelã ficou guardada por décadas e rodou apenas 3 mil quilômetros
O Volkswagen Passat - nome dos ventos que sopram permanentemente dos trópicos para a linha do Equador - foi lançado na Alemanha em 1973, tendo como base o Audi 80. No Brasil, foi lançado um ano depois. À época, foi considerado o veículo mais moderno e o primeiro nacional da marca a adotar motor refrigerado a água. Antes disso, só havia propulsores boxer arrefecidos a ar que fizeram história nos VWs 1600, Fusca, Brasilia, Kombi, Variant e TL.
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Com o fim de sua produção no ano de 1988, o Volkswagen Passat conseguiu acumular mais de 675 mil unidades vendidas, tornando-se um clássico nacional. Entre as configurações, tinha opções com duas e quatro portas e três opções de motorização (1.5, 1.6 e 1.8) e inúmeras versões, com destaque para as esportivas GTS, GTS Pointer, sucessoras da TS, como esta das fotos.
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O Passat TS desta matéria é de 1980 e ficou por mais de quatro décadas guardado e hoje conta com com apenas 3 mil km rodados, o que faz dele uma raridade nos dias de hoje. Não bastasse só isso, o esportivo ainda possui um dos opcionais mais raros, o ar-condicionado original de fábrica.
Cápsula do tempo

Imagem: Agência HKCD
Segundo Alex Fabiano “GG”, proprietário da loja de carros clássicos que leva seu nome, o carro foi mantido todo original, exceto pelas lanternas (a original era toda vermelha), pneus, e pintura que foi refeita, mantendo a mesma cor metálica original Marrom Avelã.
“O Passat ficou armazenado durante muitos anos e com o tempo apareceram alguns riscos. Aí não teve jeito e tive de decapar e fazer nova pintura no padrão e na micragem que vinha de fábrica”, explica GG.
Cada esforço valeu a pena, pois, hoje, o mais clássico esportivo da Volkswagen brilha como se estivesse acabado de sair de uma autorizada, um mimo reforçado pela baixíssima quilometragem.
O motor é o 1.6 de quatro cilindros movido a gasolina de 96 cv que funciona acoplado ao câmbio manual, de quatro marchas.
Por dentro, tudo foi preservado nos mínimos detalhes. Os bancos aveludados, o assoalho com o carpete felpudo e o revestimento de tecido bouclé das portas mostram que o acabamento naquela época era levado mais a sério. O painel, que nos Passat e outros Volks de época eram comuns de rachar, está intacto.
O painel de instrumentos é farto e concentra um pequeno tacômetro central; do lado direito, há o velocímetro com escala de até 190 km/h, concentrando os hodômetros, total e parcial. Há ainda o ponteiro do nível de combustível e temperatura da água do motor à esquerda junto às demais luzes de advertência. No console central, há um relógio analógico, além do vacuômetro e voltímetro. Enfim, um carro que para a sua classe esportiva, até que era bem luxuoso e completo.
Se você estiver disposto a ter um dos Passat mais novos e raros do Brasil, terá de preparar o bolso. A unidade da GG World Premium Classic Cars está sendo vendida por R$ 175 mil.
COMO ERA O MERCADO DO PASSAT TS NO BRASIL?

Imagem: Agência HKCD
O Volkswagen Passat ficou marcado pelas linhas esportivas assinadas pelo mestre italiano Giorgetto Giugiaro e, no mercado brasileiro, foi o veículo mais moderno nacional de sua época.
Com dois anos de lançamento, o mercado brasileiro sentia que era a hora de oferecer um esportivo para peitar o Ford Corcel II GT e Chevrolet Chevette GP. Assim, em 1976, surgiu o TS (Touring Sport), que logo de cara agradou em cheio, principalmente o público mais jovem. Trazia quatro faróis redondos (quatro altos e dois baixos) e uma faixa preta lateral com a sigla “TS”.
Por dentro, a esportividade era destacada pelo tacômetro, manômetro de óleo, voltímetro e relógio analógico, além do volante esportivo de três raios. Os bancos reclináveis possuíam encosto integral para a cabeça. Mas o mais atraente estava debaixo do capô: um motor de 1.6 litro alimentado com a ajuda de um carburador Solex de corpo duplo (o 1.5 vinha com carburador Solex de corpo simples) de fabricação alemã de 96 cv (SAE) de potência e torque de 13,2 kgfm, a partir das 3.600 rpm.
Rapidamente, tornou-se um ícone entre os esportivos nacionais. Para se ter uma ideia, de 0 a 100 km/h, bastavam respeitosos 13 segundos. O câmbio manual de quatro marchas trazia engates curtos e precisos. Era o mais rápido em sua categoria em velocidade final de 160 km/h! Nas curvas, o modelo também impressionava, graças ao jogo de pneus radiais 175/70 SR 13 e ao conjunto de suspensão traseira do tipo eixo de torção.
1979 CHEGAVA A NOVA GERAÇÃO DO PASSAT TS

Imagem: Agência HKCD
Em 1979, o Passat sofreu a sua primeira modificação, contando com novos faróis quadrados, polainas plásticas nas pontas dos para-choques, luzes de direção nas extremidades na cor âmbar. Fora isso, havia ainda uma pequena faixa preta sob os vidros laterais e o logotipo da versão no para-lama dianteiro, acima do novo friso de borracha que percorria toda a lateral, além de um spoiler na parte frontal.
Por dentro, vinha com novo volante de menor diâmetro e totalmente espumado, novos revestimentos das portas e laterais, bolsa porta-objetos e novo descansa braço nas portas dianteiras, bancos mais anatômicos, e nova manopla da alavanca de câmbio.
Com poucas mudanças até 1983, o TS se tornaria GTS, mas isso é um assunto para um próximo capítulo da saga dos esportivos de grande sucesso no Brasil.
