Definidas novas regras para carregadores elétricos em prédios de SP; saiba quais são

Norma do Corpo de Bombeiros detalha exigências e limita tipos de recarga em áreas internas
São definidas as novas regras para instalar carregadores em condomínios em São Paulo

São definidas as novas regras para instalar carregadores em condomínios em São Paulo | Imagem: Reprodução/ Imagem gerada por IA

Se antes instalar um carregador para carro elétrico em condomínio podia virar dor de cabeça, agora ficou bem mais fácil em São Paulo. O estado acaba de definir regras específicas para esse tipo de instalação.

A novidade foi oficializada no Diário Oficial na terça-feira (17), por meio da Portaria 003/970/2026, que atualiza a Instrução Técnica 41 e passa a incluir diretrizes específicas para os chamados Sistemas de Abastecimento de Veículos Elétricos (SAVE), os pontos de recarga em garagens de edifícios residenciais e comerciais.

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elétricos Imagem: Divulgação

A responsabilidade pela instalação e pelo funcionamento correto desses carregadores passa a ser totalmente do responsável técnico ou da empresa instaladora.

Então, nada de improviso, tudo precisa seguir normas bem definidas, como a NBR 5410 (instalações de baixa tensão), a NBR 17019 (voltada a recarga de veículos elétricos) e a NBR IEC 61851-1, que trata dos requisitos gerais dos sistemas de recarga.

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No dia a dia, isso também muda como os carregadores podem ser utilizados. Em áreas internas dos prédios, por exemplo, ficam permitidos apenas os modos 3 e 4 de recarga, justamente os mais seguros e controlados.

Além disso, a norma exige mecanismos de desligamento e padronização de sinalização nas garagens, algo essencial para situações de emergência.

Agora, vale conectar os pontos, essa regulamentação chega logo após a sanção da Lei 18.403, assinada em fevereiro pelo governador Tarcísio de Freitas, que garante ao morador o direito de instalar um ponto de recarga para seu carro elétrico. Basicamente, a lei garante o direito e a nova portaria explica como fazer isso com segurança.

Segundo a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), o estado conseguiu construir um equilíbrio entre incentivo à eletromobilidade e responsabilidade técnica, algo que ainda falta em muitos lugares.

Mas nem tudo entrou no pacote agora


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Imagem: Divulgação

Questões mais sensíveis, como a obrigatoriedade de sprinklers, detectores ou sistemas de exaustão de fumaça, ficaram de fora propositalmente. Esses temas ainda vão passar por novas consultas públicas ao longo de 2026 e devem ganhar regras definitivas só a partir de 2027.

Curiosamente, essa discussão não é tão recente quanto parece. Ela começou ainda em abril de 2024, quando o Corpo de Bombeiros abriu uma consulta pública que acabou puxando um debate intenso sobre segurança em recargas elétricas dentro de edifícios.

Stephanie Gomes

Estudante do 2º ano de comunicação, Stephanie escolheu a profissão por acreditar no poder transformador do jornalismo.