Ford Pampa está nova, apesar dos seus quase 30 anos; saiba o valor da picape
Modelo 1996 sem restauro tem o famoso motor AP 1800 da família Gol e Santana
A Ford Pampa foi lançada em 1982, cuja produção se estendeu até 1996. Derivada da segunda geração do Corcel, a picape trouxe muitos avanços diante das concorrentes Volkswagen Saveiro, Fiat City e Chevrolet Chevy 500.
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A maior mudança na Ford Pampa ocorreu em 1985 - junto à linha Corcel, Belina e Del Rey - com novos faróis e grade, mantendo o mesmo visual assim até o final de sua produção, em 1996. Hoje, estes exemplares são bastante disputados por colecionadores.
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À venda pela GG World Premium Classic Cars, a Pampa azul das fotos nunca foi restaurada em seus quase 30 anos de produção. Além disso, os pneus Goodyear Grand Prix S70 (175/70 SR 13) são os originais.
Aos mais exigentes compradores, todo o histórico de revisões, bem como o manual do proprietário, livreto de garantia e chave reserva, nunca usados, acompanharão o veículo durante a entrega das chaves ao novo dono.
FORD PAMPA É ÚNICA, MAS TEM VALOR DE FIAT TORO 0 KM

Imagem: Agência HKCD
O raro exemplar é da versão L e conta com o famoso motor AP-1800 - a gasolina - que consagrou a família Santana e Gol por conta de sua robustez e agilidade. Junto ao câmbio de cinco marchas, fornece respeitáveis 86 cv de potência e um torque de 14 kgfm - a partir das 3.400 rpm.
Com peso de 1.080 kg, esta caminhonete compacta da Ford tem o consumo relativamente baixo em se tratando dos seus exatos 1.781 cm³. De acordo com dados extraídos do site Carros na Web, o consumo gira em torno de 9,3 km/l na cidade e 12 km/l na estrada. No modelo à venda, o 1.8 só trabalhou por apenas 5.100 km.
Questionado sobre o preço, o proprietário da loja, Alex Fabiano “GG”, nos passou o valor de R$ 160 mil, quase o mesmo preço de uma Fiat Toro Endurance 0 km (R$ 157.490).
O azul metálico da pintura sequer foi polido e ainda brilha como se estivesse num showroom da Ford nos anos 1990. As rodas de aço não têm um ponto de ferrugem, e os para-choques pintados na cor preta fosca combinaram bem com o azul metálico da carroceria.

Imagem: Agência HKCD
Já a caçamba não traz nenhum vestígio de que foi carregado qualquer objeto. Traz um tapete de borracha personalizado com o nome “Pampa” em alto relevo. O estepe fixado sobre o compartimento permanece intocado.
Já o interior é simples, mas esbanja qualidade. Os bancos em tecido são bem costurados. O courvin das portas está perfeito e o volante de dois raios e a manopla do câmbio de apropriada empunhadura ainda possuem as ranhuras.
“Trata-se de uma lindíssima Pampa L 1.8 de 1996, último ano de fabricação e com apenas 5.100 km. Portanto, é um veículo para colecionadores exigentes”, resume.
COMO SURGIU A FORD PAMPA

Imagem: Divulgação
A Ford Pampa surgiu em 1982 durante o Salão do Automóvel, período em que o mercado de picapes compactas ainda estava em ascensão. A Fiat foi a pioneira e havia lançado a Fiat 147 Pick-up no final dos anos 1980.
De olho nesse mercado, a Ford, com sua experiência em picapes maiores, resolveu apostar suas fichas no projeto de uma caminhonete compacta simples e, principalmente, de manutenção robusta e barata.
Para isso, a Ford foi buscar inspiração no Corcel II. A frente era a mesma do fastback e também de sua variante Belina II, mas da coluna central para trás era outro carro. Toda a produção era dividida na planta de São Bernardo do Campo (SP).
A única diferença ficou a cargo da exclusiva suspensão traseira independente com feixe de molas semielípticas - em vez de molas helicoidais - e amortecedores telescópicos. Com isso, a Ford resolveu a capacidade total de 600 kg, superior à das rivais.
Para transportar com mais eficiência as cargas mais pesadas sem danificar a chapa da caçamba, a empresa usou a caminhonete F-100 como musa inspiradora, adotando ripas de madeira para proteção do assoalho.
Em 1984, a Pampa passou a contar com um motor CHT 1.6 mais potente e econômico, com câmaras de combustão retrabalhadas e transmissão de cinco marchas reescalonada. Com 63 cv na versão a gasolina, ele tinha um ganho maior na versão a álcool, a mais vendida na época, com potência aumentada para 72 cv.
FIM DA FORD PAMPA E SEU LEGADO

Imagem: Divulgação
Em 1995, a Pampa 4x4 foi tirada do portfólio da empresa. Apesar de reunir inúmeras qualidades, a primeira picape compacta da Ford continuou até 1996, ano em que ganhou motor 1.8 com injeção eletrônica monoponto.
Em sua trajetória, a Ford Pampa acumulou pouco mais de 380.000 unidades vendidas, permanecendo como o utilitário derivado de automóvel mais vendido do Brasil, graças à sua robustez e conforto. Em 1997, ela deixou o segmento para a Courier, derivada do Fiesta.
