Futuros Fit e City nacionais: confira previsão de estreia e as melhorias de suas novas gerações

Dupla da Honda pode trazer novidades importantes ao Brasil
Acima a quarta geração do Honda Fit revelada no Japão

Acima a quarta geração do Honda Fit revelada no Japão | Imagem: Divulgação

A Honda é uma das marcas mais fechadas no que diz respeito às informações sobre projetos futuros aqui no Brasil, raramente comentando iniciativas envolvendo produtos.

Mesmo assim, acompanhando todas as notícias do exterior, é fato que as novas gerações de Fit e City já apresentadas em outros mercados deverão ser nacionalizadas em breve.

Antes do início da pandemia desencadeada pelo novo coronavírus, informações de bastidores sinalizavam que a quarta geração do Fit seria lançada no Brasil até o fim deste ano. O cenário de emergência sanitária, contudo, pode ter mexido com o cronograma da Honda, avançando em alguns meses o início da produção local do novo Fit. Em decorrência disso, o City atualizado também deverá demorar um pouco mais, podendo chegar ao mercado talvez apenas em 2021. 

De qualquer forma, todas as informações conhecidas dos dois modelos já nos permitem realizar alguns palpites sobre o que os novos Fit e City deverão entregar aqui no Brasil quando forem nacionalizados.

É fato que a atualização do monovolume e do sedan é algo necessário há um bom tempo aqui no Brasil. O City, por exemplo, ainda não recebeu sequer os controles de tração e estabilidade, enquanto o Fit, modelo de reputação impecável no Brasil, registra uma queda constante no números de vendas ao longo dos últimos anos. Apesar das várias qualidades que ostenta, o Fit atual não acompanha muitas das tecnologias que alguns hatches compactos de preço semelhante são capazes de oferecer.

Como constatamos pelas imagens divulgadas no Japão ainda no fim de 2019, o Fit completamente renovado manteve o estilo que o consagrou, porém trazendo a esperada revisão nas linhas da carroceria. Ponto positivo é que desde a apresentação da quarta geração em seu país-sede, a Honda deixou claro que manteve para o Fit a concepção de sua cabine bem aproveitada e espaçosa, algo que nenhum hatch compacto ainda conseguiu superar. A versatilidade do novo Fit, que tem como grande aliada o prático sistema de rebatimento de bancos, será aprimorada graças aos “vários porta-objetos pela cabine para aprimorar o bem estar a bordo dos ocupantes, seja no uso urbano, bem como para percorrer longas distâncias”, explicou a Honda em seu primeiro comunicado sobre o novo Fit no Japão.

Quarta geração do Honda Fit em sua opção aventureira Crosstar oferecida no Japão
Versão Crosstar deixa claro que o novo Fit terá uma opção aventureira: estilo lembra o antigo Fit Twist desenvolvido no Brasil 
Imagem: Divulgação

No quesito tecnologia, ao menos o Fit japonês recebeu o reforço do pacote Honda Sensing de assistentes de condução mais avançados, incluindo o controle de cruzeiro adaptativo, sistema de frenagem para mitigação de colisão, assistente de permanência em faixa e alerta de invasão de pista, entre outros. Levando em consideração que modelos como o Chevrolet Onix pode oferecer itens como assistente de estacionamento em seu catálogo topo de linha Premier, assim como o Hyundai HB20 mais caro sai de fábrica com o alerta de colisão com frenagem autônoma de emergência, é muito provável que o novo Fit nacional conte com o pacote Honda Sensing ao menos em algumas configurações.

Na parte mecânica, a grande aposta é que o novo Fit poderá melhorar consideravelmente seu nível de eficiência ao finalmente inaugurar no Brasil o propulsor 1.0 turbo com injeção direta. Com proposta e refinamentos em linha com o que observamos no propulsor 1.0 TSI da Volkswagen, o Fit 1.0 turbo certamente deverá oferecer desempenho mais animador sem exagerar no consumo de combustível.

Em alguns mercados como o europeu, o Fit em sua quarta geração será oferecido apenas com o novo conjunto propulsor híbrido batizado pela Honda de e:HEV. Ele é muito semelhante ao e-Power da Nissan, recentemente introduzido no Kicks, e os dois sistemas destacam-se por deixar a cargo do motor térmico, seja ele gasolina ou flex, somente a função de carregar a bateria do conjunto. Com isso, ao atuar de forma estacionária e em uma faixa de rotações constante, o consumo de combustível é minimizado. Cabe apenas ao propulsor elétrico (ou até mesmo a mais de um deles dependendo da aplicação) movimentar o veículo.

Considerando que em um horizonte de médio prazo a Nissan pode nacionalizar o Kicks e-Power e a Honda tem a intenção de iniciar um processo de eletrificação de sua linha oferecida no Brasil, é plausível ficarmos na torcida para que um Fit híbrido também possa ser oferecido em nosso país mesmo que em um etapa posterior ao lançamento.

Nova geração do Honda City

Enquanto algumas projeções sinalizavam para um visual bem mais arrojado e agressivo para o novo City, a realidade chegou a ser um pouco menos surpreendente quando as primeiras imagens do sedan renovado foram divulgadas na Ásia.

Apesar de ganhos consideráveis no comprimento (+113 mm) e na largura (+53 mm), as linha do novo City remetem a um modelo bem mais comportado, algo que não deixa de ser coerente com o segmento em que está inserido e precisa agradar um volume maior de potenciais clientes. De qualquer forma, graças ao aumento nas dimensões o City deverá se tornar um sedan ainda mais espaçoso, mesmo que preservando o já adequado entre-eixos. Portanto, teremos um automóvel com ótima aplicação seja para o uso familiar bem como para quem trabalha com o carro.

Finalmente o novo City deverá chegar ao mercado brasileiro já com os controles de tração e estabilidade, apesar de recursos mais avançados como o Honda Sensing ainda permanecerem como dúvidas.

É muito provável que o novo City nacional também ganhe o reforço da motorização 1.0 turbo. Na Índia, por sua vez, é cogitada a troca do motor 1.5 atual (chamado L15A) pelo propulsor de mesmo deslocamento que serve de base para o atual 1.5 turbo presente no Civic Touring brasileiro e no CR-V, porém em uma variante aspirada. De concepção mais moderna, mesmo sem a ajuda valiosa da sobrealimentação o novo motor L15B resultaria em ganhos de eficiência ao sedan compacto, com potência e torque discretamente superiores e um consumo ainda mais baixo. A transmissão com maior procura deve seguir a automática CVT.

Atualmente o Honda City é comercializado em cinco catálogos no Brasil, partindo do DX manual (R$ 63.600) até o EXL automático (R$ 86.900). Recentemente, um assunto que dominou as manchetes no meio automotivo é a intenção da Honda em oferecer uma variante hatch do novo City, tema que abordamos nesta análise

Vamos seguir de perto os próximos passos da Honda aqui no Brasil e noticiaremos todos os detalhes aqui no Autoo. Acompanhe!

Acima a quarta geração do Honda Fit revelada no Japão

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Acima a nova geração do Honda City revelada na Tailândia

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Quarta geração do Honda Fit em sua opção aventureira Crosstar oferecida no Japão

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Opção de interior do novo Honda Fit em sua configuração Luxe

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Quarta geração do Honda Fit revelada no Japão

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