GWM começa a vender Tank 300 flex; veja preços e o que muda no SUV
SUV está sendo mostrado no Salão de Pequim (China) e faz parte da linha 2027 da marca
Uma das principais novidades no Salão de Pequim (China), que vai até o dia 3 de maio, é a inédita versão plug-in flex do SUV GWM Tank 300. A novidade faz parte da linha 2027 da marca chinesa e começa a ser vendida no Brasil pelo preço sugerido de R$ 342 mil.
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O GWM Tank 300 PHEV Flex chega ao mercado com um conjunto híbrido plug-in, composto por um motor 2.0 turbo a combustão associado a um motor elétrico conectado ao câmbio de nove marchas, que entregam 394 cv de potência combinada e 76,5 kgfm de torque combinado. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 6,8 segundos, de acordo com a fabricante.
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Mesmo com a introdução da tecnologia flex, os números de potência e torque permanecem inalterados em relação à versão a gasolina. Isso ocorre porque o motor utiliza o ciclo Miller, arquitetura que prioriza a eficiência energética ao reduzir a compressão efetiva e otimizar o uso da energia gerada na combustão.
Híbrido plug-in flex

Imagem: Divulgação
Diferentemente dos motores convencionais do ciclo Otto, nos quais o etanol pode resultar em ganho de potência, no Tank 300 o foco está em extrair o máximo de eficiência de cada unidade de energia consumida, diz a GWM.
Em termos de consumo, o SUV roda até 18,3 km/l na cidade e 18,8 km/l na estrada com gasolina combinado ao motor elétrico e até 13,1 km/l e 14,1 km/l com etanol nas mesmas condições, ainda de acordo com dados da fabricante.
Já a bateria de 37,1 kWh oferece autonomia de até 74 km no modo elétrico pelo padrão Inmetro e até 106 km pelo ciclo WLTP. Em recarga rápida DC, o modelo aceita até 50 kW, permitindo carregar de 30% a 80% em aproximadamente 24 minutos, enquanto em corrente alternada a potência máxima é de 6,6 kW.
O desenvolvimento dessa tecnologia foi um trabalho em conjunto entre a Bosch do Brasil e a GWM Brasil, com a colaboração da matriz da montadora na China. Foi utilizada uma calibração específica para o etanol hidratado, incluindo algoritmos de reconhecimento da proporção de combustível no tanque e estratégias avançadas de gerenciamento energético.

Imagem: Divulgação
Trata-se de uma solução concebida para as condições reais do mercado brasileiro, consolidando o país como referência global na integração entre eletrificação e biocombustíveis.
Além do GWM Tank 300 outras fabricantes chinesas estão preparando para muito em breve versões flex, como a BYD que vai lançar o SUV médio Song Pro híbrido plug-in que aceita etanol ou gasolina no tanque, puros ou misturados em qualquer proporção.
