Honda City: veja 5 razões para comprar e 5 para desistir do sedã usado

Modelo traz economia de Fit e espaço de Civic, mas peca em outros pontos entre prós e contras
Honda City

Honda City | Imagem: Divulgação

Lançada em 2009, a primeira geração do Honda City chegou apenas na carroceria sedã, como opção abaixo do Civic e acima do Fit, com o qual dividia plataforma e motor. Aliás, o 1.5 16V flex (116 cv, etanol e 115 cv, gasolina) pode vir com o câmbio manual ou automático de cinco marchas.

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Além da mecânica confiável e robusta, outro dos pontos fortes do Honda City é o espaço interno bem aproveitado. Mesmo sendo menor em 8 cm no comprimento e 6 cm na largura que o sedã médio Civic, o porta-malas é superior: são 506 litros versus 340 l do três-volumes maior.

Mas nem tudo são só elogios neste Honda. O tanque de combustível, por exemplo, é compacto. Apesar de econômico, por conta do menor volume, o motorista é obrigado a parar mais vezes em postos de combustíveis, durante as viagens mais longas. Veja seus prós e contras e veja se cabe nas suas exigências.

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5 RAZÕES PARA COMPRAR O HONDA CITY

1 - ESPAÇO INTERNO

Igual ao Honda Fit, o City, com quem dividia plataforma, é privilegiado quanto ao melhor aproveitamento de espaço interno. São 2,55 metros de entre-eixos e o espaço para as pernas no banco traseiro é elogiado. 

Além disso, o assoalho traseiro quase plano ajuda no conforto de quem vai no meio. Outra vantagem é o atraente nicho abaixo do assento traseiro, ideal para guardar objetos compactos ou bolsas e mochilas. 


2 - PORTA-MALAS

Honda City
Honda City
Imagem: Divulgação

Além do elogiado espaço interno, o Honda City traz um dos melhores porta-malas de seu segmento e ainda supera o de outros sedãs maiores. São 506 litros contra ‘apenas’ 340 l do irmão maior, Civic, e 470 l do Toyota Corolla.

3 - MOTORES ECONÔMICOS

As versões do City 1.5 automático, por incrível que pareça, são, ligeiramente, mais econômicas. Segundo o Inmetro, as unidades dos anos-modelo 2010 fazem 7,5 km/l na cidade e 11 km/l na estrada (etanol) e 9,1 km/l no ciclo urbano e 13,9 km/l no rodoviário (gasolina). Para efeito de comparação, as 1.5 com câmbio manual fazem, nessa ordem, 7,4 km/l, 11,1 km/l, 8,7 km/l e 12,6 km/l. 

4 - MOTOR

Honda City
Honda City
Imagem: Divulgação

Confiável, durável e com torque satisfatório em rotações médias, oferecendo ótimo acerto para o uso urbano e rodoviário, o motor 1.5 16V flexível possui o consagrado sistema de abertura de válvulas i-VTEC. Ele proporciona entrega de desempenho e médias de consumo (ver tópico 3) bastante elogiadas.

No rendimento, o Honda é ágil no trânsito urbano. Graças ao peso contido do sedã (1.122 kg do manual e 1.178 kg do automático) e ao motor 1.5 16V i-VTEC de 116 cv, o carro responde muito bem em rotações baixas, oferecendo acelerações e retomadas espertas para o uso diário. 

Além disso tudo, o propulsor do City utiliza corrente metálica no lugar da correia dentada convencional, reduzindo custos com trocas preventivas de kit de correia. 

5 - EQUIPAMENTOS

Na lista de itens de série, a versão de entrada LX já traz ar-condicionado, direção elétrica, roda de liga leve de 15 polegadas, trio elétrico, computador de bordo, dois airbags e CD Player com MP3 e entradas USB e auxiliar. 

Na intermediária EX, há ar-condicionado digital automático, rodas de 16", freios com ABS e EBD, volante em couro com controles de som e piloto automático. Na EXL, adiciona bancos em couro e transmissão com opção de trocas de marchas por aletas. 

Com a chegada do rival mexicano Ford Fiesta Sedan em 2010, a Honda lançou a DX, uma escolha mais em conta e competitiva. Não tinha sistema de som e bandeja sob o assento traseiro, mas já vinha com direção elétrica, ar-condicionado, trio elétrico, dois airbags etc.   

5 RAZÕES PARA NÃO COMPRAR O HONDA CITY

1 - PAINEL

Um dono zeloso preza pelo seu automóvel em todos os detalhes e certamente a aparência é o “cartão de visita” para atrair a atenção dos compradores. Por isso, o volante e a moldura central possuem detalhes pintados em prata que mancham ou descascam com facilidade, mesmo em unidades menos rodadas. O plástico do painel também risca com certa facilidade. 

2 - SEM TERMÔMETRO 

Honda City 2008
Honda City
Imagem: Divulgação

O Honda City de primeira geração (2009 a 2014) não tem ponteiro ou marcador analógico/digital para o nível ou temperatura da água do motor no painel. 

A principal desvantagem de não ter ponteiro de nível de água é que você não consegue ver o motor esquentar aos poucos. O painel avisa apenas quando a água já ferveu ou chegou ao limite crítico, o que pode causar danos graves ao motor antes de parar o carro. 

3 - FRENTE BAIXA

Convenhamos que o City Sedan possui inúmeras qualidades, porém um ponto crítico é a frente baixa, que raspa com facilidade em lombadas e valetas. Por isso, é preciso cuidado ao passar por lombadas ou valetas, pois poderá trincar ou amassar o para-choque e até mesmo o cárter, caso não tenha o protetor.

4 - CÂMBIO AUTOMÁTICO

Honda City 2008
Honda City
 Imagem: Divulgação

Embora seja um tipo de transmissão robusta e sem muito segredo, é preciso verificar se foram feitas todas as trocas periódicas do fluido por meio de notas fiscais, recibos ou mesmo do carimbo da concessionária no manual do veículo. A Honda recomenda as substituições a cada 40 mil km.

Se não forem feitas todas as manutenções, é melhor ficar atento, pois a manutenção, como é sabido, não é nada barata.

5 - SUSPENSÃO

Ela é robusta, mas o problema é o curso curto da suspensão, o que faz com que surjam as famosas batidas secas, dependendo dos buracos e valetas, principalmente com o carro carregado.

Alguns donos optam por substituir as medidas originais por outras para melhorar, principalmente, o conforto.

Fernando Garcia

Especialista em análises do mercado de veículos usados, Fernando Garcia tem passagens por revistas automobilísticas e no AUTOO traz vários artigos especiais com curiosidades, serviços e dicas.