GWM confirma nova fábrica no Brasil, onde será fabricado o SUV elétrico Ora 5
Fabricante não revelou quando a unidade de produção ficará pronta, mas espera-que seja em 2029
Depois de estrear na antiga fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP), a GWM anuncia a construção da sua segunda fábrica no país, agora no Espírito Santo.
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A cerimônia que oficializou o projeto aconteceu nesta terça-feira, 30, reunindo cerca de trezentas pessoas em Aracruz (ES), cidade a pouco mais de 80 km de Vitória (ES).
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Segundo o governador Ricardo Ferraço, a fábrica deve entrar em operação em 2029. No evento do anúncio da nova fábrica houve a presença de executivos vindos diretamente da China, como Xiangjun Meng, chief product officer da marca.
Investimento iniciado em 2022

Imagem: Divulgação
A nova fábrica faz parte de um plano, iniciado lá em 2022, que prevê inventimentos de R$ 10 bilhões ao longo de dez anos no país. A GWM quer usar o Brasil para atender não só o mercado daqui, mas também exportar para vizinhos como Argentina, Chile, Colômbia, México e Uruguai.
Com a fábrica de Aracruz, sairão da linha de produção modelos elétricos, híbridos e também a combustão. Segundo o governo capixaba, o projeto agora entra numa fase de preparação técnica e institucional, com licenciamento ambiental, estudos de engenharia e organização do terreno.
Ao mesmo tempo, começam os programas de qualificação profissional para formar mão de obra local. A expectativa é de que a unidade gere cerca de 9 mil empregos diretos.
Ora 5 é confirmado para produção em Aracruz

Imagem: Divulgação
O Ora 5, SUV elétrico lançado recentemente pela marca, foi confirmado que o modelo é um dos que sairão da fábrica capixaba.
Trata-se do primeiro SUV 100% elétrico da GWM no Brasil e o segundo veículo eletrificado da marca no país. O modelo chegou às concessionárias no final de junho, com preço de lançamento de R$ 159.000, em uma única versão.
Trazendo motor elétrico de 204 cv om tração dianteira e câmbio de marcha única e vai de 0 a 100 km/h em 7,7 segundos. A bateria de íons de lítio do tipo LFP tem capacidade de 58,3 kWh e entrega autonomia de 349 km no ciclo Inmetro e 435 km no ciclo WLTP. Na hora de recarregar, em carregadores rápidos DC de até 120 kW o Ora 5 recupera de 30% a 80% da carga em 20 minutos.
Em tamanho, o Ora 5 não é pequeno. Mede 4,47 metros de comprimento, 1,83 metro de largura, 1,64 metro de altura e tem 2,72 metros de entre-eixos. No interior há o painel digital de 10,25” e central multimídia de 14,6” com Coffee OS 3, além de comandos por voz que, segundo a marca, reconhecem mais de 300 funções diferentes.
Além de equipamentos como teto panorâmico de vidro fixo com cortina elétrica, bancos em couro sintético com ventilação e ajustes elétricos, carregador de celular por indução de 50 W, porta-malas com abertura elétrica e ar-condicionado automático com filtro N95.
E o Haval H4 pode entrar na linha também?

Imagem: Projeções/ Kleber Silva
Aqui vale um parênteses para quem já está de olho no que mais pode sair dessa nova fábrica. Como o comunicado da GWM menciona produção de elétricos, híbridos e carros a combustão, sem citar todos os modelos, já podemos começar a pensar no que vem por ai e o Haval H4 também deverá ser fabricado lá.
O SUV deve repetir a receita já usada no H6 de entrada. É esperado um conjunto híbrido formado por motor 1.5 turbo quatro-cilindros de ciclo Miller, com 171 cv de potência e 29 kgfm de torque, somado a um motor elétrico dianteiro de 136 cv e 25 kgfm. A transmissão deve ficar por conta de um câmbio automatizado de dupla embreagem com apenas duas marchas mecânicas.
Diferente do irmão maior, porém, o H4 não deve ter opção plug-in. A ideia é que ele seja comercializado apenas na configuração híbrida plena (HEV), sem a versão PHEV de 393 cv oferecida pelo H6.
Segundo a GWM, a versão testada no Chile acelera de zero a 100 km/h em 5,9 segundos e consome 26 km/l na cidade e 16,6 km/l na rodovia.
Em tamanho, o H4 ficará na média dos SUVs compactos, com 4,47 m de comprimento, 1,89 m de largura e 1,62 m de altura, dimensões próximas às de rivais como Jeep Compass e Toyota Corolla Cross.
Essa não é a primeira vez que a marca investe em solo brasileiro. A fábrica de Iracemápolis (SP), inaugurada no ano passado justamente onde a Mercedes-Benz produzia seus carros antigamente, já vinha mostrando o que a chinesa deseja por aqui.
