Honda Fit: veja 5 razões para comprar e 5 para fugir do hatch usado
Modelo da marca japonesa tem qualidades inovadoras à época, mas não escapa dos defeitos
O Honda Fit nos deixou em 2021 para dar lugar ao City Hatchback, porém, a sua despedida deixou muitos fãs inconsoláveis. Prático para o dia a dia, econômico, bem equipado e espaçoso são alguns dos truques infalíveis dele.
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Apesar de não ser mais fabricado, é fácil ver o monovolume da Honda nas ruas e estradas brasileiras, e seu preço de mercado é bem acessível. A partir de R$ 25 mil para os modelos da primeira geração e R$ 95 mil para os da terceira e última fase.
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Bastante elogiado e acessível, não deixe de conferir cinco dos principais pontos mais fortes desse compacto da marca japonesa e outros cinco para pensar bem antes de decidir pela compra.
5 RAZÕES PARA COMPRAR
1 - VERSATILIDADE
O exclusivo sistema de rebatimento dos bancos traseiros ULT (Utility, Long and Tall – utilitário, longo e alto) com 10 combinações contribui para o aumento da capacidade de carga de 353 litros até 1.321 litros, sem precisar remover os bancos.
Além disso, devido à posição do tanque de combustível, que está localizado abaixo dos bancos dianteiros, é possível acomodar objetos grandes, como um vaso ou até mesmo uma bicicleta, sem precisar utilizar o porta-malas.
2 - ASSOALHO TRASEIRO QUASE PLANO

Imagem: Divulgação
O assoalho traseiro quase plano do Honda Fit — sem aquele tradicional túnel central elevado — é um conforto para quem viaja no meio do banco traseiro. As pernas ficam numa posição mais confortável e menos cansativa.
Junto a isso, a altura adequada do compacto da marca nipônica (1,54 metro) acomoda melhor pessoas com estatura superior a 1,85 m, se comparado ao City Hatchback, que é mais baixo em 5 centímetros (1,49 m).
Vale destacar que é um carro compacto, mas que surpreendentemente consegue unir a praticidade aliada ao conforto superior ao de um veículo de maior porte, como um SUV, por exemplo.
3 - PORTA-MALAS
Além do espaço muito bem aproveitado, muitos porta-objetos, incluindo até um compartimento abaixo do assento traseiro na segunda geração, o Honda Fit ainda traz o porta-malas de bons 363 litros, ou seja, 95 l a mais que o substituto City Hatchback, que tem apenas 268 litros.
Basta pesquisar entre os hatches compactos e ver qual deles consegue acomodar os mesmos 363 litros do carro do Fit, com seus 4,10 metros de comprimento. Só para se ter uma noção, o Renault Sandero e Stepway, com seus 4,06 m, é uma das referências entre os hatches com maiores porta-malas e acomoda 320 l.
4 - BAIXO CONSUMO

Imagem: Divulgação
O Honda Fit da última geração que foi fabricado e vendido no Brasil tem motor 1,5 litro e câmbio automático CVT. O carro faz 12,3 km/l de gasolina na cidade e 14,1 km/l na estrada. No etanol, 8,3 km/l e 9,9 km/l, nessa ordem, sempre de acordo com dados do Inmetro.
5 - FÁCIL DE VENDER
Mesmo prestes a sair de linha, no acumulado de 2021, o Honda Fit conseguiu acumular nada menos do que 7.138 unidades vendidas, segundo dados da Fenabrave. Isso corresponde a uma média de 595 unidades mensais.
De todos os meses, julho foi o melhor período de vendas para o monovolume, no qual foram vendidos 838 exemplares. Ou seja, não são números tão desanimadores em se tratando de um carro com a sua morte decretada.
Hoje, o Fit aparece com 10.282 unidades comercializadas, só no último balanço de junho da entidade.
5 RAZÕES PARA NÃO COMPRAR
1 - TANQUE PEQUENO
O Fit pode ser referência em vários pontos, mas peca por ter um tanque de combustível reduzido, 45 litros. O alcance na estrada é de 446 km no etanol e 635 km na gasolina, tomando como base dados do Inmetro. São excelentes números de autonomia, mas, mesmo assim, exigem paradas mais frequentes em viagens longas comparado a carros com tanques maiores.
2 - MANUTENÇÃO

Imagem: Divulgação
O Honda Fit foi o primeiro carro a estrear o câmbio continuamente variável (CVT) no Brasil. Incorporada em 2003, essa tecnologia associada ao motor 1.4 destaca-se até hoje pelo conforto, alto rendimento e economia de combustível. Entretanto, não pode ser negligente com a manutenção deste tipo de transmissão.
Por isso, é importante atentar às revisões. A troca periódica do fluido é feita a cada 40 mil km. Muitos nem prestam atenção e, quando percebem, pode ser tarde. Os sintomas mais comuns são trepidações e trancos, perdendo a suavidade característica do funcionamento contínuo do câmbio. O custo do reparo não é barato.
3 - SUSPENSÃO
O conjunto da suspensão, com amortecedores mais rígidos e molas, tem curso curto. Ou seja, dependendo da lombada ou valeta, você acaba sentindo uma pancada seca. Por falar em suspensão, devido à configuração na altura, é preciso cuidado para não raspar o para-choque frontal ou mesmo o cárter, caso o modelo não tenha este acessório.
4 - ISOLAMENTO ACÚSTICO

Imagem: Divulgação
O acabamento, ainda que não seja ruim, é alvo de constantes reclamações de barulhos. Curiosamente, até mesmo quando o modelo era novo, já tinha esse problema. Os mais comuns vêm da tampa do porta-malas, que traz a cobertura de plástico que não recebeu o devido cuidado com o material fonoabsorvente.
5 - TAMPA TRASEIRA
A tampa do porta-malas invade parte da área do para-choque traseiro e está muito rente a este. O inconveniente é que o para-choque não teve volume suficiente para proteger a tampa do porta-malas, e, mesmo com leves colisões, o prejuízo poderá ser grande.
