Kwid E-Tech: veja 5 motivos para comprar e 5 para fugir do hatch elétrico usado
Renault seminovo eletrificado tem garantia e custa menos que C3 novo entre as vantagens
O Renault Kwid E-Tech chegou em 2022, importado da China, e conseguiu se manter como o carro 100% elétrico mais barato do Brasil. Por causa das vendas abaixo do esperado e a uma mudança na estratégia de mercado da marca francesa, o subcompacto deixou de ser vendido em maio de 2026.
VEJA TAMBÉM:
Apostando no melhor custo-benefício da categoria, a Renault foi a primeira a lançar um modelo 100% elétrico com preço abaixo dos R$ 100 mil. No entanto, o Kwid E-Tech perdeu espaço com a chegada de carros elétricos asiáticos mais modernos e baratos, como o BYD Dolphin Mini.
Receba notícias quentes sobre carros em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do AUTOO.
Com a desvalorização estabilizada, quem pensa num elétrico seminovo, o E-Tech da Renault pode ser uma excelente escolha, com preços médios de R$ 65 mil a R$ 75 mil. É bem mais em conta que o Citroën C3 zero-quilômetro (R$ 88.990, hoje o carro mais barato do Brasil. Veja abaixo os prós e contras do subcompacto.
5 RAZÕES PARA COMPRAR
1 - BENEFÍCIOS E ISENÇÕES
Por ser 100% elétrico, o Renault Kwid E-Tech é isento do rodízio municipal de veículos em São Paulo e possui isenção ou redução de IPVA, dependendo do estado.
2 - SEGURANÇA REFORÇADA

Imagem: Divulgação
O hatch eletrificado da marca francesa oferece de série seis airbags e controles de estabilidade e tração, além de recursos avançados de assistência ao motorista (ADAS) nas linhas mais recentes.
3 - BAIXO NÍVEL DE RUÍDO
O Renault Kwid E-Tech está equipado com motor elétrico de 65 cv (48 kW) e 11,5 kgfm de torque e é alimentado por uma bateria de 26,8 kWh. O conjunto proporciona uma cabine muito mais silenciosa e confortável ao rodar.
4 - FACILIDADE DE RECARGA

Imagem: Divulgação
O Renault elétrico pode ser carregado facilmente em tomadas residenciais comuns (com os devidos cuidados de segurança) ou em eletropostos espalhados pelas redes de atendimento.
O tempo de carregamento é de 40 minutos (15% a 80%) em pontos de recarga rápida pública (30 kW DC) e leva cerca de 9 horas na tomada doméstica 220 V. Em um wallbox de 7 kW, o tempo é de aproximadamente 3 horas.
5 - ECONOMIA DE OPERAÇÃO
O custo para recarregar a bateria do Kwid E-Tech é consideravelmente menor do que abastecer um carro movido a combustão. Nesse sentido, o valor médio pode variar de aproximadamente R$ 18 a R$ 22 em recargas residenciais, e entre R$ 40 e R$ 67 em estações públicas rápidas.
5 RAZÕES PARA NÃO COMPRAR
1 - DESEMPENHO
De desempenho limitado, o Kwid E-Tech tem a potência voltada estritamente para o trânsito da cidade, sofrendo em rodovias ou subidas íngremes quando exigido ao máximo. Segundo a Renault, o subcompacto 100% elétrico faz de zero a 100 km/h em 14,6 segundos, com velocidade final declarada de 130 km/h.
2 - FRENAGEM E AUSÊNCIA DE E-PEDAL

Imagem: Divulgação
O Renault Kwid E-Tech não conta com o sistema One Pedal (que permite acelerar e frear usando apenas o pedal direito). Motoristas relatam que é necessário bastante espaço para o carro parar por completo.
3 - ESPAÇO INTERNO
O Renault Kwid E-Tech foi homologado para levar apenas quatro pessoas, perdendo em versatilidade frente a concorrentes diretos como BYD Dolphin, Dolphin Mini e JAC E-JS1.
4 - ERGONOMIA

Imagem: Divulgação
No subcompacto totalmente eletrificado da Renault, há ausência de apoio para o pé esquerdo do motorista e comandos mal posicionados (como botões de vidros e faróis). Fora isso, o volante não traz comandos de áudio ou mídia, o que obriga o motorista a mexer diretamente na tela central.
5 - PÓS-VENDAS E PEÇAS
Proprietários relatam que a rede Renault demora para repor algumas peças específicas da linha elétrica ou diagnosticar falhas complexas. Um dos problemas maiores está no gerenciamento eletrônico do Kwid E-Tech, que pode apresentar consumo excessivo ou falhas intermitentes na bateria de 12V.
