Nissan quer ser ''top 3'' na região: saiba o que esperar da marca no Brasil

AUTOO entrevistou Airton Cousseau, presidente da Nissan Mercosul e diretor geral da Nissan para nosso mercado
Acima a geração mais recente do Nissan X-Trail/Rogue

Acima a geração mais recente do Nissan X-Trail/Rogue | Imagem: Divulgação

A Nissan aproveitou o lançamento da nova Frontier 2023 para apresentar alguns passos importantes que vai contemplar em sua estratégia para a região. 

Entre as iniciativas, vale destacar o investimento de mais de R$ 1 bilhão que a fabricante japonesa destinará para sua planta em Resende (RJ), atualizando o local para a chegada de novos modelos. 

Em paralelo, já na próxima semana a Nissan dará início ao segundo turno em Resende, inaugurando 578 novos postos de trabalho para reforçar a fabricação do Kicks tanto para abastecer o mercado local bem como elevar a exportação do modelo. 

Entre suas metas, a Nissan também espera se tornar uma das principais marcas na região da América do Sul, alcançando o “top 3” no ranking de vendas. Outro desejo da empresa também é posicionar seus modelos entre os mais vendidos nos segmentos onde atua. 

Direcionamento 

Mas qual será, então, o direcionamento da Nissan no que diz respeito ao seu futuro leque de produtos? 

Em entrevista ao AUTOO, Airton Cousseau, presidente da Nissan Mercosul e diretor geral da Nissan do Brasil, revelou que atualmente a marca trabalha com uma visão bastante seletiva para a composição do seu portfólio local no longo prazo.  

Nós não entramos em detalhes sobre projetos futuros, mas posso dizer que, nos segmentos em que vamos entrar, vamos entrar para fazer bem feito. Não estaremos em todas as categorias porque é algo que demanda um investimento muito alto, mas nos segmentos em que atuarmos nós queremos ser os protagonistas”, detalhou Cousseau.  

O executivo adiantou que não está nos planos da Nissan nacionalizar um produto abaixo do Kicks, atualmente o único veículo produzido no Rio de Janeiro. 

Honestamente, em termos de produto, posso te dizer que hoje eu olho muito mais para cima do que para baixo”, brincou o presidente da Nissan Mercosul sobre qual será o direcionamento da gama que a marca tem a intenção de oferecer no Brasil. 

De acordo com Cousseau, o Sentra figura como um dos modelos considerados para nosso mercado. O três volumes sempre integrou a linha regional da Nissan como uma alternativa ao Toyota Corolla e Honda Civic, evoluindo consideravelmente em termos de design e acabamento em sua presente 8ª geração. 

Acima o Nissan Sentra que será comercializado na América Latina
Acima o Nissan Sentra em sua oitava geração
Imagem: Divulgação

Opções

Olhando para o portfólio global de SUVs da Nissan, vale lembrar que, em 2019, a companhia trouxe um exemplar do X-Trail Hybrid ao Brasil para um evento com a imprensa especializada que tinha como objetivo destacar as diversas frentes de eletrificação da empresa. 

Como uma interessante mecânica híbrida, certamente o X-Trail seria uma boa opção para o Brasil, possivelmente até figurando como um rival para o Toyota Corolla Cross entre outros SUVs médios com este tipo de tecnologia de propulsão. 

O modelo também vai ao encontro da fala de Cousseau sobre o objetivo da Nissan de oferecer produtos mais sofisticados no Brasil, o que sinaliza tornar mais distante uma eventual possibilidade da oferta do Magnite por aqui, crossover abaixo do Kicks desenvolvido para o mercado indiano. 

Ao contrário do que prevíamos, o diretor geral da Nissan do Brasil comentou para o AUTOO que o Kicks e-Power, opção híbrida do SUV compacto, ainda está distante de contar com uma produção nacional. 

Nós até temos algumas unidades do Kicks e-Power em testes no Brasil, mas é um produto que ainda está um pouco longe. Não é uma coisa tão imediata. Mas temos a certeza de que a tecnologia e-Power caberia muito bem no mercado brasileiro. Ainda não temos data para o lançamento dela por aqui, mas estamos fazendo alguns testes”, detalha o executivo. 

Por fim, questionamos Cousseau se estaria nos planos da Nissan aproveitar a futura nacionalização do motor 1.3 turbo com injeção direta por parte da Renault, aliada global da marca japonesa. Sobre esse ponto, o executivo mencionou apenas que a companhia “não sabe quando ou em quais modelos” o propulsor poderia ser aproveitado. Na Índia, o Kicks é comercializado com o motor 1.3 turbo associado ao câmbio CVT.

Nissan Kicks e-Power
Kicks e-Power: por enquanto sem previsão de oferta no Brasil
Imagem: Divulgação
Tags