Novo Duster indiano antecipa SUV que a Renault terá no Brasil
Marca aposta em mais tecnologia, acabamento superior e eletrificação, mas deixa a tração integral de fora
Se você olhar rápido, dá até para confundir. Mas basta prestar um pouco mais de atenção para perceber que o novo Renault Duster indiano quer ir além da fama de SUV robusto e acessível. A proposta agora é mais tecnologia, mais sofisticação e um posicionamento acima do que o utilitário esportivo costuma oferecer em outros mercados.
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Mudanças no interior

Imagem: Divulgação
Começando por dentro, porque é ali que a mudança mais salta aos olhos, o Duster passou por uma virada de chave. A cabine foi redesenhada e agora conversa com um público que exige conectividade e conforto. O painel abriga uma central multimídia de 10,1 polegadas integrada ao sistema Google, com navegação nativa e comandos por voz, além de um quadro de instrumentos digital de 10,25”. Tudo parece melhor encaixado, mais moderno e visualmente limpo.
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O acabamento também evoluiu. Há uso de couro sintético nos bancos e painéis, iluminação ambiente, novas saídas de ar e um console central redesenhado.
Nos equipamentos, há teto solar panorâmico, sistema de som assinado pela Arkamys, bancos com ajuste elétrico e ventilação, além do porta-malas com abertura elétrica.
Falando em segurança, a Renault resolveu não economizar. O SUV passa a oferecer seis airbags e um pacote de sistemas de assistência à condução (ADAS) de série, algo incomum para modelos que compartilham a base.
Do lado de fora

Imagem: Divulgação
O Duster mantém a silhueta conhecida, mas com ajustes suficientes para dar personalidade própria à versão local. A assinatura luminosa abandona o desenho em “Y” visto nos modelos globais e adota um layout de LED mais simples.
A grade traz o nome Duster em destaque, enquanto o para-choque dianteiro ficou mais agressivo, com protetor inferior de visual metálico e entradas de ar maiores.
Na lateral, surgem novos detalhes como as “guelras” com o logotipo da Renault nas portas dianteiras e uma fenda vertical nos pilares traseiros. Já a traseira combina lanternas escurecidas com novos grafismos internos, uma barra de LED atravessando a tampa do porta-malas e um para-choque redesenhado.
Renault fez mudanças na carroceria

Imagem: Divulgação
Apesar do visual renovado, a Renault também fez mudanças sob a carroceria. O novo Duster utiliza a plataforma modular CMF-B, já conhecida. Na Índia, ele será oferecido com três conjuntos mecânicos, todos com tração dianteira.
A versão de entrada usa um motor 1.0 turbo de três cilindros, com 99 cv e câmbio manual de seis marchas. Para quem busca mais desempenho, há o 1.3 turbo de quatro cilindros, que entrega 158 cv e trabalha com uma transmissão automática de dupla embreagem.
No topo da linha, o destaque fica por conta do sistema híbrido autorrecarregável, que combina um motor 1.8 a gasolina com dois motores elétricos, também totalizando 158 cv. Aqui surge uma ausência, não há opção de tração integral. Diferente do Duster europeu, a versão indiana abre mão do AWD.
Em termos de espaço, o SUV continua sendo um ponto forte. São 518 litros no porta-malas, volume que pode chegar a 700 litros quando carregado até o teto.
Modelo no Brasil

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O modelo apresentado por lá funciona como uma vitrine do que a Renault imagina para o futuro do SUV no Brasil. A própria fabricante já admite que se trata do próximo Duster pensado para o nosso mercado, ainda como um projeto em desenvolvimento, algo confirmado pelo presidente e diretor-geral da Renault no País, Ariel Montenegro ao Jornal do Carro.
Isso não significa, porém, que a chegada seja imediata. No curto prazo, a prioridade da marca está na picape Niagara. Enquanto isso, na Índia, o novo Duster já avança para a fase comercial. O SUV será produzido localmente na fábrica de Chennai, com índice de nacionalização de cerca de 90% dos componente.
As reservas no mercado indiano já foram abertas, embora a Renault ainda não tenha divulgado os preços do modelo.
