Opinião: destaque no novo HB20, motor 1.0 turbo cairia como uma luva no Creta

Importado, propulsor mais moderno destaca-se pela elevada eficiência
Com turbo e injeção direta, motor 1.0 TGDi entrega 120 cv na nova geração do HB20

Com turbo e injeção direta, motor 1.0 TGDi entrega 120 cv na nova geração do HB20 | Imagem: Divulgação

Até a chegada do Volkswagen T-Cross e do Citroën C4 Cactus em sua versão topo de linha Shine, era raro encontrarmos no segmento dos SUVs compactos opções de modelos que se destacavam pelo conjunto mecânico. De uma forma discreta, a dupla Vitara e S-Cross, da Suzuki, apostava no eficiente motor 1.4 turbo para oferecer um bom compromisso entre desempenho e consumo de combustível. Propulsor de mesmo deslocamento e proposta também pode ser encontrado no Chevrolet Tracker atual.

Mas digamos que no “pelotão de cima”, ou seja, entre os SUVs compactos que lideram a preferência do público, a situação é bem diferente. Por mais que a Jeep tenha se esforçado bastante para melhorar o rendimento do motor 1.8 flex associado ao câmbio automático, inclusive adotando o start-stop no Renegade pouco depois do seu lançamento, o representante da marca norte-americana sempre esteve longe de ser uma referência quando pensamos em sua motorização.

A mesma lógica pode ser transmitida para o Hyundai Creta. Mesmo com um motor 1.6 16V que exagera no consumo e oferece nível de desempenho aquém do esperado, isso nunca foi motivo para que as vendas do SUV compacto sul-coreano não decolassem aqui no Brasil. Com o propulsor 2.0 16V sob o capô, o Creta ganha bem mais fôlego nas respostas, mais ainda deve médias melhores de consumo se o compararmos com a concorrência mais moderna.

Olhando para o lançamento da segunda geração do Hyundai HB20 produzido aqui no Brasil, a marca, ao que tudo indica, tem a faca e o queijo na mão para dar um novo fôlego ao Creta, caso assim desejar. Estamos falando da eventual possibilidade do motor 1.0 TGDi, que estreou nas versões topo de linha do hatch, ser aplicado também ao SUV compacto.

Pelo que conferimos a bordo do novo HB20, o motor 1.0 com turbo e injeção direta substituiria com muita tranquilidade o propulsor 1.6 16V hoje oferecido nas versões de entrada e intermediária do Creta. No HB20, onde está calibrado para entregar 120 cv e 17,5 kgfm de torque a apenas 1.500 rpm, sobra vitalidade nas acelerações e retomadas, algo que não sentimos ao volante do Creta 1.6.

Mesmo importado, se a conta fecha no HB20, certamente a questão do custo superior do 1.0 TGDi seria facilmente absorvido na gama Creta, modelo que é bem mais caro que o hatch e permite margens de lucro mais folgadas para a fabricante. Quando questionada se planeja trazer o motor 1.0 TGDi para o Creta, a Hyundai declarou durante o lançamento do novo HB20 que isso não está nos planos da empresa.

De qualquer forma, mesmo com a reputação que conquistou por aqui, em algum momento o Creta vai precisar se atualizar para se manter competitivo frente a rivais cada vez mais fortes que chegarão por aqui. Além do T-Cross, que é um bom indicativo do caminho que os SUVs compactos tomarão em suas próximas gerações, a Chevrolet lançará a nova geração do Tracker no início de 2020 provavelmente somente com motores turbo (1.0 e 1.2) sob o capô. Até mesmo o Renault Duster, que também será atualizado em 2020, terá uma inédita configuração topo de linha 1.3 turbo.

E você, o que acha dos propulsores atuais do Hyundai Creta? Eles dão conta do recado? Também gostaria de ver propulsores mais eficientes sob o capô do modelo? Deixe sua opinião no campo de comentários abaixo e participe!

Hyundai Creta 2020
Hyundai Creta 2020
Imagem: Divulgação

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