Renault Captur tem estreia com poucas vendas

Novo SUV nacional emplacou 600 unidades em 2017, mesmo com pré-venda desde o ano passado e publicidade agressiva
Renault Captur 2017

Renault Captur 2017 | Imagem: Divulgação

Seria injusto esperar de um produto da Renault o mesmo desempenho de um Toyota, Honda ou Hyundai, marcas que possuem uma clientela mais fiel, mas o início de carreira do Captur, novo SUV compacto da montadora francesa decepcionou nessas primeiras semanas de vendas.

Em março, o Captur teve apenas 136 emplacamentos até o dia 10. Como comparação, o irmão Duster vendeu 453 unidades no mês período, ou seja, três vezes mais, mesmo já sendo um veterano do segmento.

No mês passado, quando foi lançado, o Captur teve 258 unidades emplacadas, mas há de se reconhecer que parte disso é destinada a tarefas como test-drive em concessionárias e mesmo o evento de lançamento. O que causa estranheza é que o modelo está na mídia desde o Salão do Automóvel, em novembro, e foi colocado em pré-venda desde então – a campanha de marketing, inclusive, conta com a atriz Marina Ruy Barbosa, estrela em alta no momento.

Tamanha exposição deveria provocar uma certa procura inicial, ainda mais por ser uma categoria em alta e pelo Captur ter um design atraente. AUTOO ligou para algumas concessionárias da Renault e a informação passada pelos vendedores foi curiosa: o modelo já estava disponível nessas lojas, mas apenas neste final de semana ‘foi lançado’, com ações de test-drive, por exemplo.

Portfólio incompleto

Certamente, será possível descobrir qual é a aceitação do Captur no mercado apenas dentro de dois ou três meses, mas um aspecto parece jogar contra o carro por enquanto, a ausência das versões intermediárias.

A Renault optou por colocar à venda apenas duas das quatro versões, justamente os extremos da linha: um Captur manual 1.6 e o Captur 2.0 automático com lista de equipamentos mais completa. O primeiro custa R$ 79 mil, um valor salgado para uma versão pouco procurada pelo público (câmbio manual). Já o segundo, por R$ 88,5 mil, tem transmissão automática, porém, uma caixa antiga usada pelo Duster também, além de um motor que também não é novidade.

A marca já confirmou que terá outros dois modelos, ambos equipados com o motor 1.6 SCe, bem econômico, e uma transmissão CVT, mais eficiente. Porém, eles estão previstos apenas a partir de maio. Talvez com eles, o desempenho de vendas seja mais compatível com o que se espera de um modelo desta categoria.

Se ele vale a pena com motor 2.0 e câmbio automático? AUTOO avaliará o modelo pela primeira vez até o final do mês e dirá sua opinião em breve.