Renault Clio e outros 4 hatches usados flex isentos de IPVA em 2026; veja preços e detalhes
Com os combustíveis cada vez mais caros, lista tem modelos bem econômicos que aceitam etanol ou gasolina
O Renault Clio anda meio esquecido entre os usados, mas, por trás disso, esconde um hatch com bom custo-benefício, ainda mais em tempos em que a economia nunca foi levada tão a sério. Além de econômico e barato, a partir de 2006 ou mais de 20 anos de fabricação, ele é isento do IPVA em todos os estados do Brasil.
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Além do hatch da Renault, listamos outros carros populares com motores flexíveis para você ver qual se encaixa mais no seu perfil, todos com preços que chegam no teto de R$ 25 mil. Fora isso, filtramos também os mais econômicos.
Com essa relação pronta, confira abaixo os preços médios, os consumos divulgados pelo Inmetro e as principais vantagens e desvantagens de cada um dos hatches usados. Pesquise bastante e tenha a certeza de fazer um negócio vantajoso e o melhor, sem gastar muito dinheiro.
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1 - VOLKSWAGEN GOL

Imagem: Divulgação
A partir de 1999, o Gol ganhou a terceira geração, disponibilizada com duas ou quatro portas. Internamente, o painel também mudava e o acabamento ganhava novas forrações e plásticos em tons mais claros. Entre as opções mais atrativas, há a 1.0 16V de 70 cv associada a uma transmissão manual de cinco velocidades.
Na configuração Plus do hatch ada Volkswagen, podia vir com ar-condicionado, vidros e travas elétricos, além da requisitada direção hidráulica. Já a 1.8, a potência pulava para 99 cv, sempre abastecido com gasolina.
Em 2002, o Gol G3 passava pela sua primeira reestilização com novos para-choques, grade e calotas, além de tecnologias como balancins acionados por roletes (RSH) e o acelerador eletrônico E-GAS, melhorando o consumo, o desempenho e a dirigibilidade.
Mas faltava algo a mais para o veterno Gol ficar ainda melhor: o desempenho, sobretudo nas versões equipadas com motor 1.0. Em 2005, o propulsor flexível 1.0 teve a potência aumentada de 65 cv para 68 cv com gasolina e de 68 cv para 71 cv com etanol, por conta do aumento da taxa de compressão, troca do eixo-comando de válvulas, do catalisador e da recalibragem da ECU. Com isso, houve uma melhora também no consumo conforme dados a seguir.
- Preço médio do VW Gol 1.0 2006: R$ 25 mil
- Principais prós: robustez e valorização
- Principais contras: porta-malas e alto índice de roubo
- Consumo com gasolina: 10,8 km/l (cidade) e 14,1 km/l (estrada).
- Consumo com etanol: 7,4 km/l (cidade) e 9,6 km/l (estrada)
2 - RENAULT CLIO

Imagem: Divulgação
Lançada no final de 1999, a segunda geração do Renault Clio passou a ser fabricada no Brasil, mais precisamente em São José dos Pinhais (PR). Além da básica RL com motor 1.0 de 59 cv, que já contava com duplo airbag, havia a intermediária RN (1.0 e 1.6 de 90 cv) e a topo de linha RT (1.6).
Esta versão mais completa vem com ar-condicionado, volante com regulagem de altura, faróis de neblina, rodas de liga leve 175/65 R14, trio elétrico, CD-Player e bancos bipartidos. Dependendo da opção, poderia vir com duas ou quatro portas.
No ano 2000, o hatch ganhou a esportiva Si com motor 1.6 16V de 110 cv. Para 2001, surgiram os propulsores 1.0 (70 cv) e 1.6 (102 cv), ambos 16V, disponíveis para a RN e RT e as séries especiais Yahoo (inspirada na 1.0 8V RL e comercializada somente pela Internet) e Tech Run (com base na 1.0 16V RN e itens da Si).
Para 2003, o hatch ganhou frente remodelada, com novos faróis, grade, capô e para-choques. Outra mudança ocorreu na troca das versões RL, RN e RT pelas Authentique, Expression e Privilège, nessa ordem. No mesmo ano, veio o Clio de duas portas nas opções 1.0 (8 e 16V) e 1.6 (16V), e a Si saiu de linha.
A Dynamique foi lançada em 2004 como topo de linha da versão de duas portas, oferecida nas opções 1.0 e 1.6 16V e, mais tarde, a estreia da 1.6 flexível (115/110 cv). Em 2005 foi a vez da 1.0 (77/76 cv).
- Preço médio do Renault Clio 1.0 2006: R$ 18 mil
- Principais prós: robustez e economia de combustível
- Principais contras: acabamento e barulhos internos
- Consumo com gasolina: 10,8 km/l (cidade) e 14,3 km/l (estrada)
- Consumo com etanol: 7,9 km/l (cidade) e 10,1 km/l (estrada)
3 - FIAT UNO MILLE

Imagem: Divulgação
O Fiat Uno Mille tem várias versões e configurações se for somarmos toda a sua trajetória que teve início em 1990 e terminou em 2013, com direito à série especial de despedida Grazie Mille, limitada em 2 mil unidades.
Por isso, nessa faixa de preço, as opções recaem para a SX, a SX Young, de 1997 e a EX, de 1998, todas equipadas com propulsor 1.0 a gasolina de 57 cv e caixa manual de cinco velocidades.
As três traziam de série apenas o básico do básico, mas de opcionais, a SX e SX Young podiam vir com ar-condicionado, rádio toca-fitas, vidros verdes, retrovisores com regulagem interna manual, vidros elétricos, limpador e desembaçador do vidro traseiro, travas elétricas, entre outros pormenores.
Mas, sem dúvida, na trajetória do Mille até 2006, ano em que não paga mais IPVA, a Way é dona do melhor custo-benefício. Traz suspensão elevada em 44 mm e motor 1.0 Fire flex de 66/65 cv.
- Preço médio do Fiat Mille 1.0 Way 2006: R$ 23 mil
- Principais prós: visibilidade e consumo
- Principais contras: porta-malas e alto índice de roubo
- Consumo com gasolina: 8.7 km/l (cidade) e 11,2 km/l (estrada)
- Consumo com etanol: 7 km/l (cidade) e 8,7 km/l (estrada)
4 - FORD FIESTA

Imagem: Divulgação
O Ford Fiesta chegou importado da Espanha em 1995, mas foi nacionalizado a partir de 1996. Totalmente renovado e com linhas mais arredondadas, contou com mais opções de motor e acabamento. Entre as quais, havia a L com motor Endura 1.0 de 53 cv, CLX com o Endura 1.3 de 60 cv — o mesmo do importado — e CLX com o Zetec SE 1.4 16V de 89 cv, as três com câmbio de cinco marchas. Podia receber ar-condicionado, vidros e travas elétricas, rádio toca-fitas, entre outros itens, dependendo da opção.
Em 2000, o hatch da Ford ganhou nova frente e motores Zetec Rocam 1.0 de 65 cv, 1.6 de 95 cv. As versões passaram a ser distinguidas por GL, GL Class e GLX. Oferecido com duas ou quatro portas, esta geração do Ford Fiesta durou até 2001, pois em 2002 chegaria uma nova geração totalmente reformulada e produzida agora na fábrica de Camaçari, com a qual dividiria a base com o EcoSport.
No Fiesta, as opções se resumiam aos motores 1.0 de 66 cv, 1.0 Supercharger com 95 cv e 1.6 com 98 cv, sempre com gasolina, mas em 2004 o 1.6 passou a ser flex (111 cv/105 cv) e, em 2006, a versão 1.0 também passou a ter o propulsor bicombustível (73 cv/71 cv).
- Preço médio do Fiesta 1.0 MPI 2006: R$ 22 mil
- Principais prós: espaçoso e motor econômico
- Principais contras: acabamento e ruído interno
- Consumo com gasolina: 9,4 km/l (cidade) e 12,3 km/l (estrada)
- Consumo com etanol: 7 km/l (cidade) e 9,3 km/l (estrada)
5 - CHEVROLET CELTA

Imagem: Divulgação
O Chevrolet Celta, originado do projeto Blue Macaw (Arara-Azul), foi vendido no Brasil a partir de 2000 e até hoje faz muito sucesso no mercado de usados, ainda que não tenha tido muitas evoluções estilísticas. Bem espartano, trazia o motor 1.0 de quatro cilindros de 60 cv que equipava o Corsa B de 1994.
A partir de 2002, o hatch da GM passou a ser apresentado com quatro portas e em 2005 ganhou motor flexível 1.0 VHC de 70 cv na gasolina e etanol. Em 2003, foi a vez da Energy, equipada com um 1.4 de 85 cv.
Em 2005, o Celta ganhou a motorização flex para o 1.0. Batizada de Flexpower, a potência permaneceu nos 70 cv tanto no etanol, quanto com gasolina.
Para se manter no mercado cada vez mais disputado por modelos populares, na linha 2006 o hatch ganhou a sua primeira e leve reestilização resumida no conjunto frontal com grade e faróis maiores.
Na traseira, o nicho onde a placa de licença, que até então era posicionada no para-choque, passou a ser alocada para a tampa do porta-malas.
É outra variante que é possível achar por menos de R$ 25 mil. Assim como os outros populares da lista, o Celta traz a vantagem de achar peças com facilidade e preços acessíveis, ideal para quem anda com o orçamento apertado.
- Preço médio do Celta 1.0 Life 2006: R$ 25 mil
- Principais prós: manutenção simples e motor econômico
- Principais contras: espaço interno e acabamento
- Consumo com gasolina: 10,7 km/l (cidade) e 12,8 km/l (estrada)
- Consumo com etanol: 7,6 km/l (cidade) e 8,7 km/l (estrada)
