Fiat Bravo usado vale a pena? Saiba as principais reclamações dos donos do hatch
Modelo médio tem o estilo como ponto forte, mas não escapa de defeitos, de acordo com os proprietários
O Fiat Bravo circulou pelas ruas brasileiras entre 2010 e 2016, fabricado em Betim (MG), com o 1.8 E.torQ e a opção de câmbio automatizado Dualogic. Na época do lançamento, ele brigava com o Ford Focus e Chevrolet Cruze, e foi pensado para um público que queria um hatch mais premium sem pagar o preço de um sedã maior.
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Hoje, quase uma década após sair de linha, o Bravo pode ser encontrado no mercado de usados, com preços que mudam conforme versão, ano e estado de conservação.
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Mas o nome Bravo que era para remeter a ideia de algo corajoso, ousado. Pelo visto, também consegue deixar alguns donos “bravos” mesmo, no sentido literal da palavra.
Então antes de comprar um usado, vale a pena saber dos problemas mais relatados por quem já rodou com o modelo. A reportagem de Autoo reuniu os três problemas que mais aparecem nas reclamações em um site de defesa do consumidor.
Reclamações dos donos de Fiat Bravo
- Câmbio automatizado Dualogic

Fiat Bravo
Imagem: Divulgação
O câmbio Dualogic era um dos grandes atrativos do Bravo na hora da venda, por dispensar o uso da embreagem, mas também é o item que mais gera transtorno entre os donos, segundo os relatos.
Um proprietário contou que seu Bravo Sporting Dualogic parou de engatar marchas e ficou preso no neutro, com o painel acusando falha no câmbio. O orçamento apresentado pela concessionária incluía a troca do módulo de controle do Dualogic e do kit de embreagem, somando um valor alto para o consumidor.
Em resposta, a Fiat afirmou reiterar o compromisso com a qualidade e a prestação de serviço nas concessionárias, informando que o caso havia sido registrado sob protocolo para acompanhamento.
Outro dono contou que seu Bravo já tinha passado uma vez por um recall relacionado ao Dualogic, mas que o barulho ao trocar de marcha só piorou depois do reparo. Segundo ele, os mecânicos da concessionária diziam que o ruído era normal, mas não sabiam explicar sua origem.
Já um terceiro consumidor relatou que precisou levar o carro à concessionária por diversas vezes, e um dos problemas apontados foi justamente uma falha no câmbio, ao lado de outros itens como tampa traseira desalinhada e câmera de ré com defeito.
Ao procurar a central da Fiat, o consumidor recebeu como resposta que os ruídos identificados no veículo seriam uma característica do projeto, e não um defeito a ser corrigido.
- Radiador e sistema de arrefecimento

Fiat Bravo
Imagem: Divulgação
O segundo ponto mais citado pelos donos de Bravo é o radiador, associado a vazamentos e superaquecimento do motor E.torQ 1.8.
Em um dos casos, o consumidor reclamou sobre vazamento no radiador de água, que precisou ser trocado junto com o eletroventilador.
A Fiat respondeu que, após identificar a necessidade de substituição das peças, fez o pedido junto à fábrica e entregou o veículo reparado e funcionando dentro de poucos dias.
Outro proprietário reclamou de um vazamento no reservatório e na mangueira do radiador, mas foi informado pela concessionária que o reparo, orçado em torno de R$ 385, não estaria mais coberto pela garantia.
Já um terceiro relato dizia sobre queixas de barulho na direção e problemas no radiador de um Bravo T-Jet. Nesse caso, a Fiat afirmou, após análise técnica, que tanto a suspensão quanto o sistema de arrefecimento estavam dentro dos parâmetros de normalidade e que nenhum defeito havia sido constatado, a marca falou ainda que a garantia do veículo já havia expirado.
- Ar condicionado

Fiat Bravo
Imagem: Divulgação
Fechando o pódio das reclamações mais comuns está o ar condicionado, com relatos que vão de que ele nunca gelou direito até falhas no compressor e no condensador.
Um dono de Fiat Bravo relatou que seu Bravo Sporting 1.8, apresentava ar condicionado que não refrigerava e um barulho estridente vindo do sistema. Constatado posteriormente como problema no compressor, o reparo foi orçado em R$ 1.900.
A Fiat respondeu que, à época do atendimento, o veículo estava fora do prazo de garantia contratual e que uma das revisões programadas havia sido feita fora do previsto no manual, o que a impossibilitava de assumir o custo.
Outro dono relatou que o ar condicionado nunca gelou direito desde a retirada do carro na concessionária, que na época ainda pegou um zero quilômetro e foi necessária a troca do condensador e a reposição do gás ainda nos primeiros dias de uso.
Um terceiro caso, também falava sobre o mesmo problema e o proprietário fez a substituição do compressor do ar condicionado.
