Renault Duster e mais 4 SUVs usados com boa fama mais vendidos
Lista também tem modelos de até 12 anos da Ford, Chevrolet, Honda e Jeep
Os SUVs como o Renault Duster têm atraído cada vez mais a atenção da clientela por oferecer praticidade no uso, boa posição de dirigir e, claro, espaço interno melhor aproveitado. O modelo da Renault é um dos modelos que resistem bem ao mercado, haja vista que foi a principal pedra no sapato do Ford EcoSport, que popularizou o segmento no Brasil.
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E é justamente estes usadinhos de nove a 12 anos que podem ser a saída para quem está com pouca grana, mas almeja um SUV que alia robustez, conforto, espaço interno e bom nível de equipamentos. Ah, e não podemos esquecer da economia de combustível.
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Para isso, com a ajuda da lista dos modelos mais vendidos pelo site da OLX e da Fenauto (Federação dos Revendedores de Veículos Usados), resolvemos listar cinco modelos usados por ordem de maior pontuação. São SUVs com suas melhores e mais econômicas versões e seus pontos fracos e fortes.
Analise com calma cada um deles e veja qual melhor se encaixa no seu perfil.
1 - RENAULT DUSTER

Imagem: Divulgação
O Renault Duster chegou em 2011 para concorrer diretamente com o Ford EcoSport. A base vem da dupla Sandero/Logan, o que resulta em um ótimo espaço interno. Outra vantagem fica por conta do porta-malas de 475 litros, um dos maiores da categoria.
Quanto às opções de motores, foi oferecida a 1.6 flex de 115/110 cv para a básica e Expression e até um 2.0 flex de 142/138 cv, reservada para a Dynamique, que contava com o opcional da tração 4x4.
Em 2016, o motor 1.6 foi trocado pelo 1.6 16V SCe flex. Com isso, a potência saltou de 115/110 cv para 120/118 cv e a versão topo de linha passou a contar com direção eletro-hidráulica, privilegiando o conforto do motorista nas manobras e balizas. O consumo, ainda que não seja exemplar, é aceitável, segundo os donos. Faz 7 km/l na cidade e 7,4 km/l na estrada no etanol. Com gasolina, 10,2 km/l e 10,8 km/l, segundo o Inmetro.
Se você faz questão da opção com câmbio CVT, só partindo para o modelo lançado em 2017, ofertado nas versões 1.6.
Para 2020, surgiu a segunda geração, que passou a contar com direção elétrica — no lugar da eletro-hidráulica — e, nesse mesmo período, a Renault tirou da linha as versões 2.0 e 4x4.
- Preços médios: de R$ 55 mil a R$ 75 mil
- Pontuação: 78,5 pontos
- Principais prós: robustez e bom espaço interno/porta-malas
- Principais contras: acabamento simples e estepe preso fora do carro
2 - FORD ECOSPORT

Imagem: Divulgação
Quando o Ford EcoSport foi lançado, o termo SUV nem era tão conhecido no Brasil, porém o modelo rapidamente se popularizou e tornou-se o novo sonho de consumo dos brasileiros. O então primeiro utilitário esportivo compacto do país chegou em 2003 como parte do projeto Amazon, que tinha como base a terceira geração do Fiesta.
Foi vendido com opções de motores 1.0 Supercharger (95 cv), 1.6 Zetec RoCam (98 cv) e 2.0 Duratec de 143 cv. Em 2004, ganhou tração 4x4 na versão topo de linha.
A segunda geração, incluída no ano 2012 (como linha 2013), trouxe visual mais esportivo e, junto a isso, ficou mais sofisticado com acabamento superior. Além disso, no pacote de itens de série ficou mais completo, com sistema de assistência em rampa, controles de estabilidade e de tração, sensor de estacionamento, ar-condicionado digital, sensores de chuva e de luminosidade, dependendo da versão.
De início, a segunda e última geração do EcoSport foi equipada com propulsores flex 1.6, de até 115 cv, e 2.0, de até 147 cv. No entanto, foi somente na linha 2017 reestilizada que o SUV passou a vir equipado com motor turbo flexível de até 137 cv. Dotado de três cilindros, a unidade de 1,5 litro substituiu a 1,6, de quatro. Ganhou em economia, fazendo 8,3 km/l na cidade e 9 km/l na estrada com etanol, enquanto que com gasolina, 11,6 km/l e 13,1 km/l, respectivamente, de acordo com o Inmetro.
- Preços médios: de R$ 50 mil a R$ 70 mil
- Pontuação: 68,6 pontos
- Principais prós: estilo moderno e conforto
- Principais contras: espaço interno e porta-malas pequenos
3 - HONDA HR-V

Imagem: Divulgação
O Honda HR-V foi lançado em 2015 e agradou em cheio, trazendo muita tecnologia e um visual esportivo que caiu no gosto do brasileiro, com destaque para a maçaneta embutida próxima à coluna traseira, tornando-se uma marca registrada do SUV.
De início, trouxe três versões de acabamento, todas com propulsor 1.8 flex de até 140 cv acoplado ao câmbio manual de cinco marchas ou CVT. Já a partir de 2020, passou a ser equipado com o 1.5 turbo de 173 cv, sem a opção flex, opção que só veio a partir da segunda geração. Com isso, passou a ter 177 cv com etanol ou gasolina. No consumo, junto ao CVT de sete marchas simuladas, faz 7,9 km/l na cidade e 8,8 km/l na estrada com etanol e, com gasolina, 11,3 km/l e 12,6 km/l, o mais econômico da trajetória do SUV da Honda.
Além da farta lista de itens de série (direção elétrica, freios ABS, controle de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, entre outros itens), o Honda HR-V trouxe toda a confiabilidade em termos de segurança, conforto e bom pós-venda.
No entanto, é a primeira geração que traz o porta-malas mais bem aproveitado. São 437 litros, que superam os do Nissan Kicks (432 l), Hyundai Creta (431 l), VW T-Cross (373 l), Ford EcoSport (356 l) e Jeep Renegade (320 l).
- Preços médios: de R$ 80 mil a R$ 85 mil
- Pontuação: 56,6 pontos
- Principais prós: bom porta-malas e nível de equipamentos
- Principais contras: suspensão dura e barulhos internos
4 - JEEP RENEGADE

O Jeep Renegade chegou em 2015 e, desde então, sempre foi referência no pacote de itens de série de conforto e segurança. Distribuição eletrônica de frenagem (EBD), sistema anticapotamento (ERM), auxílio de partida em rampas (HSA), controle automático de descida (HDC), direção elétrica, câmera de ré, ar-condicionado bizone digital automático e sistema multimídia com tela de 5” e GPS integrado são alguns dos inúmeros exemplos.
Além disso, sempre foi muito procurado pelo público PcD, por conta da posição de dirigir elevada, privilegiando a entrada e saída do motorista e passageiros.
Na motorização, o Jeep Renegade chegou inicialmente com o 2.0 turbodiesel de 170 cavalos de potência, além do bicombustível 1.8 de até 132 cv, que na linha 2017 subiu para até 139 cv. Na reestilização de 2022, perdeu os motores 1.8 flex e 2.0 turbodiesel para dar lugar ao 1.3 turbo flex de até 185 cv, que aliou melhor consumo com agilidade do turbo. São 7,7 km/l na cidade e 9,1 km/l na estrada com etanol e 11 km/l e 12,8 km/l, nessa ordem, com gasolina, de acordo com o Inmetro.
- Preços médios: de R$ 65 mil a R$ 85 mil
- Pontuação: 53,4 pontos
- Principais prós: acabamento e bom nível de equipamentos
- Principais contras: porta-malas pequeno e espaço traseiro apertado
5 - MITSUBISHI PAJERO

Imagem: Divulgação
Atualmente, a linha Pajero se resume à versão Sport, que fez bastante sucesso no Brasil. Importado do Japão, o Pajero Sport estreou por aqui em 1998 com motor V6 3.0 de 150 cv e tração 4x2 ou 4x4. O destaque estava no acabamento caprichado com apliques de imitação em madeira, além de detalhes como bússola eletrônica, inclinômetro e altímetro.
Em 2000, o legítimo SUV da Mitsubishi ganhou uma renovação na linha e, junto a esta novidade, estreou o motor diesel 2.8 de quatro cilindros e 125 cv, equipado com câmbio automático opcional. Em 2004, foi a vez da HPE com motor a diesel 16% mais potente (145 cv), novamente acompanhada de uma reestilização.
Além desta, havia também a versão GLS com motor diesel de 125 cv e a gasolina, 3.0 litros de 177 cv. Essas opções duraram até 2006, pois, no ano seguinte, a linha passou a ser fabricada no Brasil com novas opções de motores, como o 3.5 V6 de 200 cv ou 2.5 turbo diesel de 141 cv.
Com o término da produção em 2011, o SUV da Mitsubishi só voltou em 2019, importado da Tailândia e com motor 2.4 turbodiesel de 190 cv e câmbio automático de oito marchas. Seu consumo é de 8,9 km/l na cidade e 11,7 km/l na estrada (Inmetro). A última mudança ocorreu em 2025 com a reestilização.
- Preços médios: de R$ 55 mil a R$ 75 mil
- Pontuação: 43,8 pontos
- Principais prós: robustez e opção da tração 4x4
- Principais contras: alto consumo de combustível e estepe vulnerável
