Em 2014, o EcoSport ratificou a liderança no segmento dos SUVs compactos no Brasil, com mais de 54 mil unidades vendidas. A segunda geração, lançada em 2013, passou a ser um modelo global da Ford e ganhou linhas de montagem mundo afora. Até na Europa, o jipinho derivado do Fiesta foi lançado, mas, para surpresa geral, o Eco ‘naugrafou’ nas vendas no Velho Continente.

Em oito meses, o modelo da Ford emplacou apenas 11,2 mil unidades – o Peugeot 2008, prestes a chegar ao Brasil, vendeu 125 mil carros no mesmo período, mais de 10 vezes o volume do Eco.

A razão, segundo a imprensa europeia, seria o acabamento ruim do SUV. A revista Autocar, da Inglaterra, chamou o interior do carro de ‘arcaico e desprezível’. Outro problema detectado pela Ford seria a rejeição ao estepe, instalado do lado de fora do carro.

Para tentar reverter a situação, a fabricante passará a vender a partir de maio o EcoSport sem o estepe externo como um opcional sem custo. Especula-se que o interior ganhará materiais de melhor qualidade e que a suspensão também será recalibrada para o gosto do europeu.

Os críticos na Europa também reclamam da abertura lateral da tampa do porta-malas mas, aparentemente, a Ford manterá o mecanismo mesmo nos carros com estepe interno.

Vendas do EcoSport no Brasil e na Europa
AUTOO

No Brasil, o EcoSport é o mais vendido desde seu lançamento. Na Europa, nem a meta inicial modesta acabou atingida

Mercado em crescimento

Consultorias apontam o segmento de SUVs compactos como o mais promissor dos próximos anos. A expectativa é de que ele quase dobre até 2017 – de 500 mil carros para 900 mil unidades – e por essa razão o EcoSport é importante na estratégia da Ford, que lidera entre os hatches compactos com o Fiesta, cujas características são semelhantes às do SUV.

No Brasil, o EcoSport também deve ter um ano difícil com a estreia de vários rivais de peso como o Jeep Renegade, o Honda HR-V e o Peugeot 2008.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/