BYD ganha 6 meses de alíquota zero para peças importadas em decisão do governo

Anfavea se manifesta a favor da medida dizendo que é o máximo aceitável e espera que questão esteja encerrada
BYD

BYD | Imagem: Divulgação

Depois da queda de braço entre a BYD e as fabricantes tradicionais instaladas no Brasil, principalmente Toyota, GM, Volkswagen e Stellantis, que enviaram uma carta de repúdio contra a redução de imposto de importação para peças importadas, a marca chinesa sai com uma vitória parcial.

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Isso porque o governo federal decidiu por zerar a alíquota que incide sobre veículos desmontados (CKD) ou parcialmente desmontados (SKD) no Brasil durante apenas seis meses e estabeleceu uma cota de US$ 463 milhões em importações.

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Vale lembrar que o pleito da BYD era de reduzir o imposto de 18% dos veículos em SKD e de 20% para os CKD para 5% por 12 meses. Portanto, o governo decidiu por um meio termo, sem procurar prejudicar as fabricantes instaladas no Brasil há décadas.

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Imagem: Divulgação

A favor das fabricantes o governo também antecipou de julho de 2028 para janeiro de 2027 a alíquota de 35% que incide sobre os veículos importados já montados. Consultada, a Anfavea (Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores) enviou uma declaração do presidente Igor Calvet.

De acordo com Calvet, "a Anfavea entende que o governo federal, por meio da deliberação do Gecex (Comitê Excecutivo de Gestão) levou em conta as premissas básicas de sua política industrial".

O executivo continuou dizendo que "o  prazo de 6 meses para redução das tarifas de importação para kis de montagem em kits de SKD e CKD com uma cota de valor pré-estabelecido é o máximo aceitável sem colocar em risco os investimentos atuais e futuros da cadeia automotiva nacional".

E continuou declarando que a Anfavea espera que esta questão esteja definitivamente encerrada, sem qualquer possibilidade de renovação e que novos integrantes do mercado possar ingressar ao Brasil de forma justa e competitiva. Além disso,agradeceu o governo federal e aos ministérios envolvidos nesta questão pela responsabilidade e previsibilidade. 

 

Carlos Guimarães

Jornalista há mais de 20 anos, já acelerou várias novidades, mas não dispensa seu clássico no final de semana