Honda Civic e mais 4 excelentes carros mais buscados isentos de IPVA 2026
Procura por modelos com mais de 20 anos cresce 18% após isenção do imposto
Que o Volkswagen Gol é um dos carros mais populares até hoje, todos nós já sabemos. Descontinuado no final de 2022, a busca pelo compacto fabricado até 2005 — portanto, mais de 20 anos de produção — continuará em alta. A explicação está na nova proposta de isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) aprovada pelo Congresso Nacional no final do ano passado.
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A regra para veículos com mais de duas décadas de produção passou a valer para estados como Alagoas, Minas Gerais, Pernambuco, Santa Catarina e Tocantins. Fora eles, já eram isentos AC, MS, PR, RS e SP.
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Só no portal Webmotors, por exemplo, a alta foi de 18% no número de visitas por estes veículos mais antigos, que comparou o período dos dias 9 a 22 de dezembro de 2025 com o mesmo de 2024.
Ainda segundo a plataforma, além do veterano da Volkswagen, outro modelo bastante desejado pela praticidade e economia de combustível é o Chevrolet Corsa. Junto aos hatches populares, a lista tem ainda sedãs como o Honda Civic e o Chevrolet Vectra, conhecidos pelo excelente conforto e bom nível de equipamentos. O modelo da marca japonesa é conhecido pelo conjunto bem acertado e pela parte mecânica confiável e engenhosa.
Confira abaixo o VW Gol e mais quatro modelos com mais de 20 anos de produção mais buscados na Internet que estarão livres para rodar em 2026 sem pagar o imposto.
1 - VOLKSWAGEN GOL
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Imagem: Divulgação
O Gol é um clássico da Volkswagen que dispensa comentários. É anunciar e vender na hora! Por isso, reservamos as opções a partir de 2003, cuja geração passou a contar com a tecnologia flex, algo até então inédito no país. Na 1.6, a potência é de 99/97 cv. O seu consumo, segundo o Inmetro, é de 7,1 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada com etanol, mas com gasolina sobe para 10,4 km/l e 13,7 km/l, respectivamente.
A opção de entrada 1.0 16V na configuração Plus traz ar-condicionado, vidros e travas elétricos, além da requisitada direção hidráulica. Para essa opção, a potência é de 76 cv.
Mas, se resolver optar pela versão City com motor 1.0 flexível (68/65 cv), só a partir de 2005, mesmo ano em que foi lançada a opção 1.8 (106/103 cv). A primeira faz 7,4 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada com etanol, de acordo com dados do Inmetro. Com gasolina, rende 12,1 km/l no uso urbano e 15,5 km/l no rodoviário. A outra (Power 1.8) faz 6 km/l, 7,9 km/l, 9 km/l e 11,8 km/l, respeitando esta sequência e segundo a mesma fonte.
2 - HONDA CIVIC
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Imagem: Divulgação
A história do Honda Civic no Brasil começa em 1992. Chegava nas carrocerias Sedan, Hatch e Coupé, além de uma interessante variação Targa com teto removível eletricamente. Foi em sua época o importado mais comercializado no mercado nacional, o que motivou a marca nipônica a adotar novas estratégias para suprir a demanda.
Isso fez dele o primeiro carro da marca a ser fabricado no Brasil, a partir de 1997, na fábrica em Sumaré (SP). Nessa fase, o Civic estreou nas versões LX-B (sem ar-condicionado), LX (com ar, direção e trio elétrico) e EX (com rádio com disqueteira no painel, rodas de alumínio de 14 polegadas e freios ABS), as duas primeiras com o motor 1.6 de 106 cv e a última com o 1.6 VTEC de 127 cv. Dependendo da configuração, podia vir com câmbio manual de cinco marchas ou, como opcional, automático com quatro velocidades.
Nessa sétima geração do Honda, uma das características mais lembradas é o assoalho traseiro plano, algo inédito para a época e que trouxe melhor aproveitamento de espaço interno. Por falar nisso, o porta-malas cresceu 65 litros dos 337 l do Civic anterior.
O motor também “cresceu”, passando para 1.7, que na LX não tinha o apoio do VTEC. Desse jeito, o Civic se conformava com 115 cavalos de potência e 15,2 kgfm de torque. Isso representava um 0 a 100 km/h em 12,6 segundos e velocidade final de 181 km/h.
Para contrabalancear essa “letargia”, a Honda o brindava com um dos menores consumos da categoria na estrada, quase 14 km/l. Na EX, com o VTEC, a potência era de 130 cv e 15,8 kgfm de torque, sempre com opções de transmissão manual de cinco marchas ou automática com quatro velocidades.
Essa geração durou até 2005, e até esta data, você terá um sedã com um dos melhores custo-benefício do mercado sem ter de pagar o IPVA 2026.
3 - CHEVROLET CORSA

Imagem: Divulgação
O Chevrolet Corsa chegou em 1994 para rivalizar com Fiat Uno Mille, Volkswagen Gol 1000 e Ford Escort Hobby. A modernidade do popular da GM rendeu mais tarde outros frutos de grande sucesso, como o Corsa Sedan, Pick-up Corsa, Corsa Wagon, entre outras variações, sendo a variação sedã o modelo de maior sucesso. Ela conviveu até 2016 sob o nome de Classic, sendo um dos sedãs de maior tempo de produção com essa carroceria.
A segunda geração do Corsa surgiu em 2002, e tanto na configuração Hatch, quanto Sedan, ela ficou maior que a da geração anterior.
A opção para o nosso mercado se restringia diretamente à motorização: 1.0 VHC de 71 cv ou 1.8 de 102 cv. A versão flex chegaria só em 2003 para a motorização 1.8. Batizada de FlexPower, o motor rendia até 109 cv quando abastecido com etanol e 105 cv com gasolina.
Em 2005, a família viria distinguida por três versões: a mais simples Joy, a intermediária Maxx, que podia receber direção hidráulica e ar-condicionado (1.8), e a topo de linha Premium, com freios ABS e airbag para motorista e passageiro. No final desse mesmo ano, ainda viria a “esportiva” SS e o motor 1.8 ganhou mais potência, passando para 114/112 cv.
Com tantas variedades, em termos de economia, a 1.0 flex na carroceria sedã é a mais econômica, fazendo até 10,5 km/l na cidade e 13 km/l na estrada com gasolina, diz o Inmetro,
4 - CHEVROLET VECTRA

Imagem: Divulgação
O Vectra tornou-se o sedã médio da Chevrolet mais desejado nas décadas de 1990 e 2000. Por aqui, a sua história começou em 1993; a segunda geração chegou logo, três anos depois, e foi a mais popular em sua trajetória e que mais tempo ficou no mercado, de 1996 a 2005.
Com o fim do Chevrolet Vectra ‘B’ em 2005, a fabricante não poderia deixar de lançar a série de despedida Collection, limitada a 1.000 unidades, todas pintadas na cor exclusiva cinza Mayon, além de chaveiro e manual personalizados. O motor era o clássico 2.0 da Família II movido a gasolina de 110 cv.
A terceira geração estreou a tecnologia flex ao 2.0. Com isso, a potência ficou em 127,6 cv com etanol e 121 cv com gasolina. Além dela, o Vectra chegou com o 2.4 16V (150/146 cv).
A primeira faz 6,1 km/l na cidade e 9,1 km/l na estrada com etanol, enquanto que com gasolina, 7,7 km/l e 11,1 km/l, nessa ordem, sempre de acordo com o Inmetro, A opção mais potente traz 5,3 km/l na cidade e 6,9 km/l na estrada com o combustível vegetal e 7,5 km/l no uso urbano e 9,5 km/l no rodoviário, com o derivado do petróleo.
Se no acabamento o último Vectra deixava a desejar, em termos de espaço e conforto, ele surpreendia por conta de seus 4,61 metros de comprimento (um ganho de 12 cm), 1,72 m de largura (2 cm a mais), 1,45 m de altura (4 cm a mais) e 2,70 m de distância entre-eixos (6 cm a mais). Com isso, o porta-malas saltou de 500 litros para 526 l.
5 - FORD F-1000

Imagem: Divulgação
A Ford F-1000 é uma picape veterana de guerra e que ainda traz boas lembranças e desejos entre seus fãs, apesar de ter saído de linha em 1998. Sucessora da primeira caminhonete nacional F-100, a F-1000 estreou em 1979 com motor de quatro cilindros de 3,9 litros fornecido pela MWM (229/4), acompanhado de uma caixa de câmbio manual de quatro marchas.
Isso garantiu 83 cv e torque de 25,3 kgfm a 1.600 rpm. A grande vantagem, comparada à sua antecessora, estava no consumo, por volta de 40% mais econômica.
Em 1985, a Ford F-1000 ganhou outras variações, como a versão SSS (Super Série Special, edição limitada de 2.000 unidades). Além desta, também foi lançada a Ford F-1000 A de “álcool” (antes não havia a denominação etanol) com motor 3.6 de seis cilindros em linha e 112 cv.
Em 1992, a F-1000 ganhou nova reestilização com linhas mais fluidas e modernas. A missão da Ford era abocanhar o mercado da Chevrolet D-20, conhecida por sua robustez e confiabilidade.
Em 1996, a caminhonete ganhou outra reformulação, concentrada na parte frontal, mas em 1998 a F-1000 se aposentou, cedendo o lugar para a F-250, uma caminhonete mais promissora para rivalizar com a Silverado, lançada um ano antes.
