Honda HR-V: saiba 5 motivos para comprar e 5 para fugir do SUV

Rival de T-Cross, Creta e companhia convence, mas nem tudo é perfeito
Honda HR-V 2026

Honda HR-V 2026 | Imagem: Divulgação

O Honda HR-V chegou em 2015. Posicionado abaixo do CR-V, logo virou o SUV mais vendido da marca. Vinha com o mesmo motor bicombustível 1.8 do Civic, e, junto à nova geração, lançada em 2022, passou a ter o novo 1.5, feito todo de alumínio e mais eficiente. Sua útima atualização veio no final de 2025, já como modelo 2026.

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Um dos trunfos do HR-V está na versatilidade com ênfase ao sistema Magic Seat, recurso que possibilita aumentar o volume do porta-malas de 354 litros para mais de 1.000 l com os bancos totalmente rebatidos. Mas de nada adianta isso se ele não oferecer segurança e conforto e, nesses pontos, o SUV é imbatível.

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No entanto, o SUV da Honda peca em detalhes tão pequenos, mas que fazem diferença. Um deles é a falta do ponteiro da temperatura da água, algo constantemente relatado como um ponto negativo não só dele, mas também na linha City e HR-V. Por isso, entre os prós e contras, pese na balança e veja se vale a pena ter um.

5 RAZÕES PARA COMPRAR

1 - EQUIPAMENTOS

Mesmo na versão base, o HR-V é bem completo e traz o pacote de segurança e assistência ao condutor (Honda Sensing), assistente para redução de ponto cego (Honda LaneWatch), painel TFT de 7, carregador de celular sem fio, faróis Full Led, central multimídia 8” com interface sem fio para smartphones. 

Partindo para as versões mais completas, itens como ar-condicionado digital dual zone com efeito brisa, ajuste elétrico do banco do motorista, porta-malas com fechamento automático com função Hands Free são alguns dos importantes equipamentos que fazem do HR-V ser desejado.

2 - DESEMPENHO

Honda HR-V 2026
Honda HR-V 2026 pode vir com motor 1.5 turbo que rende bem e garante com desempenho ao SUV
Imagem: Divulgação

Nas versões Advance e Touring, o Honda HR-V está equipado com motor de quatro cilindros turboflex 1.5L i-VTEC com injeção direta, que dá a ele 177 cv, seja no etanol ou gasolina, e torque de 24,5 kgfm com o combustível vegetal ou com o derivado do petróleo. 

Acoplado à transmissão CVT que simula sete marchas, o conjunto mecânico dessas versões mais completas do HR-V é responsável por tirá-lo da imobilidade até os 100 km/h em menos de 9 segundos e atingir a velocidade máxima de 200 km/h. Há de se levar em conta que é um carro que pesa 1.402 kg.

3 - ECONOMIA

O motor da Honda além de possante, também sabe ser econômico, mesmo na versão sobrealimentada. Dados do Inmetro revelam 11,5 km/l na cidade e 12,9 km/l na estrada, com gasolina. Se preferir usar o etanol, cai para 8,1 km/l no uso urbano e 9,1 km/l no rodoviário.

Mas é na motorização 1.5 aspirada (126 cv, 15,8/15,5 kgfm) atrelada ao CVT de sete trocas simuladas, disponível na EX e EXL, que o consumo é digno de modelos mais populares. De acordo com o Inmetro, são 12,5 km/l na cidade e 13,9 km/l na estrada na gasolina e 8,8 km/l e 9,9 km/l, nessa sequência no etanol.

4 - ESPAÇO 

Honda HR-V 2026
Honda HR-V 2026 tem bom espaço interno e conta com uma  lista interessante de equipamentos de série 
Imagem: Divulgação

Segundo a Honda, o HR-V possui 4,34 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,59 m de altura e bons 2,66 m de distância de entre-eixos, o que favorece bastante no melhor aproveitamento de espaço interno, que garante excelente área para as pernas na traseira.

Ainda na parte traseira, o SUV da Honda - apesar do teto estilo cupê - surpreende no conforto, contando com bom espaço para cabeça e joelhos, mesmo para passageiros altos, com estatura acima de 1,85 m.   

5 - PORTA-MALAS

Diferente do HR-V da primeira geração com seu porta-malas de 437 litros, a atual traz um volume mais modesto, é verdade. Contando com apenas 354 litros, o truque está no recurso do Magic Seat. Ele permite rebater os bancos em inúmeras configurações, podendo aumentar o volume para mais de 1.000 litros.

 

5 RAZÕES PARA NÃO COMPRAR

1 - FALTA ELETRIFICAÇÂO

Com tantas qualidades, só faltou a versão híbrida. Até o momento, no portfólio da Honda só o Civic, o Accord e o CR-V são equipados exclusivamente com o sistema híbrido pleno (HEV). Na prática, isso traz uma eficiência energética superior, consumo mais baixo, menos manutenção e menor emissão de poluentes.

Batizado pela fabricante japonesa de e:HEV, este recurso é responsável por priorizar o motor elétrico, funcionando quase como um carro 100% elétrico a maior parte do tempo. Desse modo, o motor a combustão entra em ação apenas para girar o gerador e alimentar o motor elétrico de tração. 

2 - SEM TERMÔMETRO DA ÁGUA DO MOTOR

Honda HR-V 2026
Honda HR-V não conta com marcador de temperatura do motor, que é um dos mais modernos hoje em dia
 Imagem: Divulgação

Parece que está se tornando uma tradição nos veículos da Honda deixar de ter o importante termômetro da água do motor. No lugar do tradicional ponteiro, a marca optou por um aviso luminoso para monitorar a temperatura do líquido de arrefecimento.

O que parecia ser uma redução de custos nos modelos populares da Honda como o Fit e depois com a linha City, está se expandindo em modelos mais luxuosos. Infelizmente, isso não é exclusividade de fabricantes japonesas. 

Marcas como a Nissan, Hyundai e Chevrolet também estão aderindo à extinção do tradicional ponteiro. Em suma, a maioria defende que os motores e sistemas de arrefecimento atuais são mais eficientes e confiáveis, tornando raro o superaquecimento gradual, diminuindo a necessidade de monitoramento contínuo. 

3 - VERSÕES ASPIRADAS 

Fora o motor 1.5 turbinado flexível que é priorizado pela sua excelência em desempenho e consumo condizente, a Honda adota também na linha HR-V o 1.5 flex, porém aspirado. Também acoplado ao CVT 7,  o conjunto mecânico traz excelentes marcas no rendimento com qualquer combustível.

O porém está mesmo no desempenho, tido como fraco por alguns proprietários mais exigentes. De qualquer forma, os dados estão aí para comprovar. Segundo a Honda, de zero a 100 km/h, são necessários 11,8 segundos, enquanto que a velocidade máxima declarada é de 175 km/h. 

4 - CUSTO DAS MANUTENÇÕES

Honda HR-V 2026
Honda HR-V 2026 tem suas qualidades, mas o custo de manutenção não é dos mais em conta 
Imagem: Divulgação

É sabido que, para todo Honda que se preze, as manutenções não são baratas. Só tomando como exemplo, a partir da quarta revisão (40.000 km ou 4 anos), o custo encarece bastante por conta da regulagem das válvulas, feitas a cada 40.000 km. 

Fora isso, há também a troca do fluido do câmbio CVT, que requer a substituição do lubrificante, no mesmo intervalo de tempo, ou seja, a cada 40.000 km.

Em termos de custo, em autorizadas de São Paulo, chegamos a fazer a cotação do serviço e, só de mão de obra, você vai gastar mais de R$ 800, fora os custos das peças, que superam os R$ 1.000. Somando tudo, o gasto será de quase R$ 2.000. 

Rivais como o Volkswagen T-Cross, o mesmo serviço sai por quase R$ 1.800, e de um Nissan Kicks, R$ 1.230. O mais barato é do Hyundai Creta que sai por exatos 1.052,91, lembrando que para todos os modelos consultados, já está inclusa a mão de obra.

5 - PREÇO

O Honda HR-V é considerado um SUV caro. Com preços que começam em R$ 166.400 e ultrapassam a casa dos R$ 215 mil, é preciso pôr na balança e ver se faz sentido para você despender dessas quantias.

Modelos como o próprio VW T-Cross em suas versões mais completas têm preços que começam em R$ 196.290, caso da Highline, e R$ 203.490 na topo de linha Extreme, ambas muito bem equipadas. O Creta, nas versões topo de linha, sai por R$ 188.990 (Platinum) e R$ 201.590 (Ultimate).

Fernando Garcia

Especialista em análises do mercado de veículos usados, Fernando Garcia tem passagens por revistas automobilísticas e no AUTOO traz vários artigos especiais com curiosidades, serviços e dicas.