Nissan Frontier: 5 motivos para comprar e outros 5 para fugir da picape
Rival de Hilux, Ranger, S10 e companhia, caminhonete ocupa a sexta posição em vendas
A Nissan Frontier já é uma velha conhecida no mercado brasileiro, sendo vendida desde 1998. No entanto, nunca conseguiu superar rivais como a Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger. Atualmente, a picape média ocupa o sexto lugar no ranking AUTOO.
VEJA TAMBÉM:
No acumulado, da picape da Nissan segue com 5.092 vendas, seguida da Fiat Titano, com uma ligeira vantagem pela frente, com 6.437 unidades. Mais distante, vem a Mitsubishi Triton com 10.401 unidades, com a Chevrolet S10 tomando uma boa margem de distância, com 31.458 somas.
Receba notícias quentes sobre carros em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do AUTOO.
Logo a seguir, na vice-liderança, a Ford Ranger, com uma pequena diferença, acumula 34.063, enquanto que a campeã Toyota Hilux vem com 49.732 carros.
Importada da Argentina, a última mudança da caminhonete ocorreu em 2022, já como modelo 2023, que trouxe um novo visual, além de mais equipamentos.
QUAIS SÃO AS VERSÕES DA NISSAN FRONTIER 2026?
O utilitário da Nissan é vendido em três versões. São elas:
- Attack AT 4x4, por R$ 277.590;
- Platinum AT 4x4, por R$ 317.990 e
- Pro-4X AT 4x4, por R$ 317.990
Diante das concorrentes, veja a seguir cinco principais razões para comprar uma Nissan Frontier e mais cinco motivos primordiais para desistir da picape.
5 MOTIVOS PARA COMPRAR
1 - CUSTO-BENEFÍCIO
A Nissan Frontier é bem equipada em qualquer uma das três versões oferecidas. Desde a versão de entrada Attack, já conta com alerta avançado de colisão frontal, assistente inteligente de frenagem, câmera de ré, volante multifuncional, acendimento automático dos faróis, entre outros itens.
Na Platinum e na Pro-4X, por exemplo, o teto solar elétrico é de série, algo que as rivais sequer têm como opcional. Além disso, trazem também ar-condicionado digital de duas zonas, banco do motorista com regulagem elétrica (8 ajustes: inclinação, distância, altura) e suporte de lombar e por aí vai.
A diferença principal vai para o visual aventureiro da Pro-4X, que acrescenta bloqueio eletrônico do diferencial traseiro, sendo mais preparada para o off-road. No entanto, seja qual for a versão, todas são equipadas com transmissão automática e tração 4x4, algo muito desejado pelo público de picapes médias.
2 - PREÇO

Imagem: Murilo Góes/Divulgação
Não basta oferecer um bom pacote de equipamentos e custar bem acima das concorrentes. Nessa aula, a Frontier soube fazer bem a lição de casa. Bem equipada, seja qual for a versão, seus preços são bastante competitivos.
A mais simples Attack, como mencionado acima, custa a partir de R$ 277.590, um pouco a mais em relação à Ford Ranger em sua configuração mais espartana, que sai por R$ 272.600. Em contrapartida, não traz rodas de liga leve, pintura do para-choque na cor do veículo, santantônio.
Em termos de recursos voltados à segurança e conforto, mesmo custando mais, a Frontier acaba saindo na frente, trazendo um pacote mais recheado, como dissemos no primeiro tópico. Em termos de acabamento, ponto também para a caminhonete da Nissan.
3 - CONFORTO
A Nissan Frontier possui sistema de suspensão que proporciona um rodar macio e refinado, sem deixar de lado o seu lado mais brutal quando é preciso. O ‘truque’ para isso é a suspensão traseira do tipo multilink, com molas helicoidais, que proporciona um conforto superior ao absorver imperfeições do piso, superando a Hilux nesse quesito e igualando à Ranger.
4 - CUSTO DAS REVISÕES

Imagem: Divulgação
O custo da revisão de uma picape Nissan Frontier é considerado competitivo, apesar de não ser um dos mais baratos do segmento. Um bom exemplo é o da revisão de 10.000 km ou 12 meses, cujo valor é de R$ 1.356. Sai mais barato que o da Triton (R$ 2.107,51) e Ranger (R$ 1.810). Em contrapartida, perde por pouco da Hilux (1.219). A S10 é a que tem o menor custo (R$ 740).
5 - CONSUMO DE COMBUSTÍVEL
O consumo do motor 2.3 de quatro cilindros a diesel de 190 cv da Frontier também não faz feio e é considerado dentro da média para o segmento. Segundo o Inmetro, são 9,4 km/l rodando na cidade e 10,9 km/l se for usá-la na estrada. Como referência, na Ranger com motor 2.0 menos potente (170 cv), o rendimento é ligeiramente melhor, fazendo 9,9 km/l no uso urbano e 11,6 km/l no rodoviário.
5 MOTIVOS PARA NÃO COMPRAR
1 - SEM PROTETOR DE CAÇAMBA
Na versão mais simples Attack 4x4 AT, quem quiser protetor de caçamba, só pagando à parte. Este item, na linha de acessórios originais da Nissan, sai por R$ 1.500. A capota marítima, por sua vez, custa R$ 1.598
Geralmente quem busca as opções de entrada deste tipo de veículo é o tipo de público que o usa para o trabalho mais pesado. Sendo assim, é um ponto que acaba deixando a desejar.
2 - PEÇAS

Imagem: Divulgação
A Frontier tem o custo das peças mais caro da categoria, ao contrário das revisões periódicas programadas. Só para se ter uma ideia, o par de discos não sai por menos de R$ 3 mil na autorizada Nissan. Já o jogo de pastilhas dianteiro, o valor médio é de R$ 1 mil.
3 - DIÂMETRO DE GIRO
A Frontier tem um diâmetro de giro ruim, o que implica menos agilidade nas manobras. Além disso, a caminhonete da Nissan ainda possui o recurso da direção hidráulica, enquanto, na maioria de suas rivais, o sistema é do tipo elétrico.
4 - PROJETO ANTIGO

Imagem: Divulgação
O modelo atual (G12) já sente o peso da idade’ diante das rivais, a exemplo da Ford Ranger. Embora tenha recebido melhorias em itens de série para a linha 2026, a nova geração (baseada na Mitsubishi Triton) é esperada no Brasil até o final de 2026 ou início de 2027, desta vez importada do México.
5 - DESVALORIZAÇÃO
Falar em desvalorização pode soar clichê, mas, falando especificamente da picape da Nissan, a depreciação é ainda maior frente às concorrentes como Toyota Hilux, Ford Ranger e Chevrolet S10. Com a chegada da nova geração, é possível uma queda ainda maior nos primeiros anos de uso.
