Novo Renault Captur 2020 estreia na Europa

Segunda geração do SUV traz evoluções profundas; confira destaques
Renault Captur 2020

Renault Captur 2020 | Imagem: Divulgação

Não se engane por ele ter mantido parte do estilo geral de sua carroceria: a nova geração do Renault Captur, revelada nesta quarta-feira (3), conta com profundas evoluções técnicas e mecânicas.

Caberá ao Captur 2020 (clique na foto principal para acessar a galeria completa) estrear dentro da gama Renault o conjunto propulsor híbrido plug-in E-Tech. Como ele chegará ao modelo apenas no próximo ano, a marca ainda não apresentou muitos detalhes sobre a potência e torque desse novo conjunto, mas foi antecipado que ele contará com a nova geração do motor 1.6 a gasolina combinado com dois motores elétricos. A Renault adianta, contudo, que a nova geração do Captur terá como opções os motores a gasolina o 1.0 TCe (turbo, 3 cilindros, 100 cv) e o 1.3 TCe (turbo, 4 cilindros, em configurações de 130 cv e 155 cv), bem como as transmissões manuais de 5 ou 6 marchas além da caixa de dupla embreagem com 7 velocidades.

Compartilhando a plataforma CMF-B com o também renovado Clio, o novo Captur 2020 europeu ganhou 11 cm no comprimento, atingindo agora 4,23 m, bem como 2 cm no entre-eixos, totalizando 2,63 m. Isso é refletido em mais espaço para os passageiros, bem como um ganho considerável no volume disponível para o porta-malas, que acomoda mais 81 litros de bagagem em relação ao Captur atual, passando a armazenar até 536 litros de mochilas, pacotes e demais objetos.

Como adiantamos aqui no Autoo, externamente destaca-se no novo visual do Captur os faróis mais pronunciados, criando um interessante contraste com as lanternas também em formato de “C”. O modelo preserva a oferta de pintura com o teto e carroceria contrastantes, tipo de combinação que está presente em 80% das unidades do Captur vendidas na Europa. Dependendo da versão, o modelo poderá receber até rodas de liga leve aro 18”.

Na parte interna, o Captur deu um salto considerável não só no acabamento, mas também na oferta de itens de assistentes de condução, outro ganho proporcionado pela plataforma CMF-B, que conta com uma arquitetura elétrica mais avançada. Basicamente o SUV recebeu o pacote ADAS (Advanced Driver Assistance Systems), que, no caso do Captur 2020 europeu, engloba o sistema de câmeras 360º, faróis com comutação automática para o facho alto, piloto automático adaptativo (ACC), assistente de permanência em faixa que atua em conjunto com o ACC, a geração mais recente do alerta de colisão com frenagem autônoma de emergência, alerta de pontos cegos nos retrovisores externos, reconhecimento de sinais de trânsito, assistente de estacionamento, entre outros, formando, portanto, um pacote bem completo.

Vale a pena destacar que em sua segunda geração o Renault Captur passa a ser equipado com a central multimídia Easy Link com uma generosa tela de 9,3”. O painel de instrumentos passa a ser digital e exibe os dados do carro em uma tela de 10,2”.

E no Brasil?

O Autoo entrou em contato com a Renault para saber se as mudanças no Captur europeu podem chegar ao SUV nacional, mas, até o momento, não obteve retorno.

Vale a pena destacar que o Captur produzido no Brasil preserva apenas a carroceria do SUV vendido na Europa, uma vez que, por uma questão de custo, o Captur brasileiro conta com a mesmo plataforma simplificada presente no Duster.

Ao contrário da Europa, onde é um modelo com grande participação no segmento, aqui no Brasil o Renault Captur tem um histórico de vendas comedido, hoje em dia ocupando a 7ª posição no ranking da categoria e emplacando menos que o primo Duster.

Certamente, com o pacote de melhorias que notamos na Europa, se a Renault investisse na modernização do Captur por aqui ele ganharia muitos diferenciais competitivos que poderiam até compensar o preço maior. Se o Duster após o facelift previsto para 2020 no Brasil ganhar um conjunto convincente, certamente isso abriria espaço para um Captur maior e mais sofisticado em nosso mercado. Vamos acompanhar de perto para saber qual será a estratégia que a Renault vai adotar.

 
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