Peugeot 208 terá mudança radical na nova geração; saiba o que vem por aí
Hatch terá como base o protótipo Polygon e ficará bem mais arrojado em busca de mais espaço no mercado
O Peugeot 208 está se preparando para sua terceira geração, e desta vez a mudança poderá ser muito mais profunda do que uma simples evolução. Um protótipo bem camuflado foi flagrado em testes pela página Kindelauto no Instagram deixando à mostra linhas que lembram o hatch conceitual Polygon, o que inclui as lanternas traseiras de formato quadrado, como se fosse uma releitura do clássico 205.
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A estreia global da nova geração do Peugeot 208 deverá acontecer em meados de 2027, quando o modelo completará oito anos. No entanto, o modelo lançado em 2019 pode não desaparecer imediatamente: segundo rumores, o carro continuará sendo produzido em como uma alternativa mais acessível à nova geração.
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208 atual continua

Imagem: Divulgação
Uma estratégia que permitiria à Peugeot renovar profundamente o 208 sem abrir mão de um modelo de entrada mais acessível, estratégia que vem sendo usadas frequentemente pelas fabricantes. O exemplo mais recente fica por conta do novo Argo X, que continuará convivendo por um tempo com a geração atual no Brasil.
Claro que a versão do novo 208 que será produzido não será tão futurista quando o protótipo Polygon. A dianteira apresenta um visual limpo, com as três linhas de luz que caracterizam a nova linguagem de design da Peugeot , enquanto os faróis propriamente ditos estariam posicionados mais abaixo, em uma área escura.
Na traseira, as formas se tornariam mais geométricas, com uma faixa retangular diretamente inspirada no conceito. A coluna traseira e o perfil das janelas também remeteriam deliberadamente ao histórico Peugeot 205 , introduzindo assim um componente retrô a um projeto fortemente voltado para o futuro.
A carroceria continuará sendo de cinco portas, e o retorno da variante de três portas não é esperado. O defletor de ar traseiro também deverá ser simplificado, enquanto as maçanetas das portas ficarão niveladas com a carroceria, mas claramente reconhecíveis.
Versões híbridas e elétricas

Imagem: Divulgação
Uma das transformações mais significativas deverá ocorrer no coinjunto mecânico. O futuro 208 utilizará a plataforma STLA One , um novo nome para a arquitetura anteriormente conhecida como STLA Small. A plataforma terá uma configuração multienergética, permitindo assim que a nova geração ofereça motores a combustão eletrificados, além da versão totalmente elétrica.
Para o futuro e-208, também se fala em substituir as atuais células NMC por baterias LFP , uma solução mais barata com menor densidade de energia, mas potencialmente atraente para o carregamento. A expectativa é que as baterias sejam montadas na Espanha por meio da joint venture com a CATL.
Direção sem fios e cabos

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A verdadeira revolução, no entanto, pode estar no interior. Espera-se que o novo 208 traga para a produção o volante Hypersquare , um dos elementos mais marcantes mostrados pela Polygon.
O sistema utiliza a tecnologia steer-by-wire : não existe a tradicional ligação mecânica direta entre o volante e as rodas dianteiras, e os comandos do condutor são transmitidos eletronicamente. A relação de direção pode, portanto, variar de acordo com a velocidade, modificando a resposta do carro em diferentes condições de condução.
Muitos detalhes ainda precisam ser confirmados. Os motores finais, a autonomia da versão elétrica, a capacidade da bateria e até mesmo o preço ainda são desconhecidos. Se as prévias se confirmarem, no entanto, 2027 marcará uma mudança muito mais radical para o Peugeot 208 do que uma típica mudança de geração.
Queda do 208 no Brasil

Imagem: Divulgação
O Peugeot 208 vem caindo ladeira abaixo nas vendas no mercado brasileiro. Em agosto, de acordo com dados da K.Lume Consultoria Automobilística, ficou com apenas 332 unidades, menos ainda que as 342 de julho. É o menor resultado desde o início de 2020 em plena pandemia de Covid-19, quando as fábricas estavam interrompendo a produção.
Além disso, pela primeira vez, o Peugeot 208 foi superado pelo hatch elétrico GWM Ora 03, que teve 334 unidades vendidas em agosto, duas a mais que o modelo da marca francesa. E olha que o rival chinês passou a ter apenas uma versão à venda no Brasil a partir de abril, a BEV 58, deixando de ter a esportiva GT.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o Peugeot 208 teve somente 3.632 unidades, o que é bem menos que as 25.762 que rival Geely EX2 vendeu no mesmo período. O líder do segmento de hatches compactos é o Volkswagen Polo que está com 74.096 unidades vendidas até agora, ou 20,6 vezes mais que o modelo da marca francesa.
Com o corte na produção do Peugeot na Argentina, a produção caiu, o que levou a menos oferta no mercado brasileiro. Isso também tem contribuído com a queda nas vendas.
Em comunicado, em março, a Stellantis disse que a fábrica do 208 fábrica enfrenta “desafios significativos de competitividade e é essencial alinhar o processo produtivo ao contexto e às projeções, tanto da demanda interna quanto, sobretudo, das condições geradas no mercado brasileiro, a fim de garantir a sustentabilidade operacional.
