Saveiro e outros 4 carros marcados para morrer; veja se o seu está na lista
Picape será substituída pela Tukan que disputará mercado com Toro e Montana
A Volkswagen Saveiro é um dos carros mais longevos que ainda está em produção. Nascida há mais de 40 anos, a veterana vai se aposentar. Em seu lugar virá uma nova picape totalmente nova, incluindo o nome: Tukan.
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Outra picape que teve o seu fim decretado é a Amarok, mas calma. Estamos falando da atual geração que, após 16 anos, cederá o lugar para uma nova geração, mantendo o mesmo nome.
No segmento de sedãs que vem perdendo espaço para os SUVs, o Hyundai HB20S deve desaparecer entre o final de 2026 e início de 2027? O motivo, como sabemos, é a chegada do novo Bayon, um crossover baseado na nova geração do HB20, que ficará maior e com nova base para virar híbrido.
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Mas como o foco são os carros com morte decretada, temos ainda mais alguns exemplos que não devem passar de 2026. Quer saber quais são? Então, acompanhe a lista abaixo.
1- HYUNDAI HB20S

Imagem: Divulgação
Em um mercado cada vez mais tomado por SUVs, a Hyundai está preparando o Bayon contra o Fiat Pulse, Volkswagen Nivus e Renault Kardian. O SUV inédito será baseado na nova geração do hatch HB20 e ficará posicionado abaixo do Creta. Tal como ele, a novidade também será montada na fábrica de Piracicaba (SP).
Com o novo reposicionamento, o sedã HB20S sairá de cena. A história do HB20S começa em 2013. Trazia motor tricilíndrico 1.0 12V de 80/75 cv e câmbio manual de seis marchas, além do 1.6 16V de quatro cilindros de 128/122 cv, também com transmissão manual de seis velocidades. Além disso, tinha a 1.6, porém com câmbio automático de quatro marchas.
Com 33 cm a mais (4,23 m) no comprimento em relação à versão hatch (3,90 m), o sedã trouxe a vantagem do porta-malas com capacidade para 150 litros a mais (450 litros do HB20S contra 300 litros do HB20).
Em 2020, o sedã compacto da Hyundai — assim como o hatch — passou por uma de suas plásticas mais polêmicas, com a frente com visual polêmico. Isso lhe rendeu o apelido "cabeça de bagre", que já em 2023 passou por mais uma ‘cirurgia facial’, desta vez mais harmônica.
No entanto, o sedã sempre foi o mesmo na essência e, apesar de ter passado por algumas mudanças estilísticas superficiais, talvez o ponto-chave tenha sido a adoção dos novos motores 1.0 turboalimentados, que foram ganhando a preferência na linha.
2 - RENAULT DUSTER

Imagem: Divulgação
Utilizando a base da dupla Sandero/Logan, o Renault Duster chegou em 2011 para peitar o Ford EcoSport. Teve motores flex, como o 1.6 (115/110 cv) com câmbio manual de cinco marchas para a básica e Expression, e o 2.0 (142/138 cv), que podia vir com transmissão mecânica de seis ou automática de quatro velocidades.
Para os mais aventureiros, havia até a opção da tração 4x4, algo raro no segmento dos SUVs compactos.Mas o grande destaque do SUV está realmente no elogiável espaço interno, fora o porta-malas de 475 litros.
Ao longo dessa jornada, o Duster também passou por algumas pequenas reestilizações, mantendo praticamente a sua identidade original; todavia, seus motores não pararam de evoluir. O mais célebre deles foi o turboflex de 1,3 litro de 170/162 cv - emprestado do Captur - adotado na linha 2023.
Por conta do peso da idade e da concorrência cada vez mais acirrada, a Renault está preparando uma nova geração, mais refinada e com novas opções de propulsores turbo. A previsão é para que o novo Duster chegue em 2027. É possível que o atual seja vendido junto com o novo por um período curto.
3- VOLKSWAGEN SAVEIRO

Imagem: Divulgação
Após mais de quatro décadas, a Volkswagen Saveiro vai se aposentar. Lançada em 1982, a primeira e maior mudança só viria em novembro de 1997 com a 2.ª geração ou G2, conhecida como bolinha.
Graças aos 12 cm a mais na caçamba, a capacidade de carga também aumentou, passando dos 570 kg para 700 kg por conta da caçamba esticada em 12 centímetros.
A terceira geração (2000 a 2005) mudou pouco, porém ficou conhecida por inaugurar a chegada do motor 1.6 Total Flex – 99 cv com etanol e 97 cv com gasolina, em 2003.
A quinta geração da picape veterana da Volkswagen surgiu em 2019 e trouxe a cabine, que, basicamente, é a mesma até os modelos 2026, apesar de ser conhecida como Saveiro G8.
O fato é que ela, depois de 40 anos, passa o bastão para a Tukan, um projeto 100% novo de uma caminhonete intermediária com produção prevista para começar em 2027. A missão dela será desbancar a líder Toro, Rampage, Montana e companhia
4 - FIAT ARGO

Imagem: Divulgação
Lançado no Brasil em maio de 2017 como parte da linha 2018, o Argo chegou com a missão de substituir numa tacada só os hatches Palio, Punto e Bravo.
Concorrente direto do Chevrolet Onix, Citroën C3 e Hyundai HB20, o rival da Fiat apostava no bom pacote de itens de série, trazendo desde as versões mais simples ar-condicionado, direção elétrica progressiva, Isofix, sistema Start&Stop, travas elétricas, vidros dianteiros elétricos, volante com regulagem de altura e computador de bordo.
Além disso, a versatilidade do hatch da Fiat se estendia às inúmeras variantes oferecidas ao longo de seus quase 10 anos de história. Em 2019, surgiu a aventureira Trekking com motor 1.3 (109/101 cv) e transmissão manual de cinco velocidades, cuja principal diferença estava no jogo de pneus de uso misto e suspensão elevada — 40 mm mais alta em relação ao Argo Drive 1.3.
No mesmo ano, saía de cena a 1.8 (139/135 cv), só com a opção do câmbio manual, restringindo-se à automática, com seis marchas. Mais tarde, essa configuração passou a vir de série na Trekking, abandonando o antigo 1.3 e câmbio manual.
A maior mudança na linha Argo veio com a reestilização em julho de 2022 (linha 2023), que contemplou nova frente com para-choque, faróis e capô redesenhados, além de novas rodas e calotas, dependendo da versão.
Com quase 10 anos de vida, está prevista para chegar ainda este ano a nova geração baseada no Grande Panda. A geração atual do Argo deve conviver por um tempo com a nova, mas isso não poderá se prolongar muito.
5 - VOLKSWAGEN AMAROK

Imagem: Divulgação
A Volkswagen Amarok é importada da Argentina desde 2010 e só passou por duas mudanças de estilo, sendo a mais profunda ocorrida em 2024, fazendo parte da linha 2025. Fora isso, também ficou mais completa com faróis de LED, airbags de cortina, além da garantia de cinco anos. No entanto, nem isso a deixou mais competitiva diante das rivais, como Toyota Hilux e Ford Ranger.
Vale lembrar que, na linha 2026 da Amarok, não houve nenhuma mudança significativa em relação à 2025, exceto pela adição do tanque de Arla 32, com o propósito de cumprir com as novas normas de emissão.
A novidade maior, nesse caso, ficou a cargo da série especial ‘Barretos 70 anos’ da Amarok, limitada a 200 unidades produzidas. O motor turbodiesel 3.0 V6 TDI de 258 cv permanecia o mesmo.
A Volkswagen confirmou a nova geração, que virá totalmente reformulada. A previsão do início da fabricação é em 2027, na planta de General Pacheco, em Buenos Aires, com direito a uma versão híbrida. Será uma evolução do motor 3.0 V6 turbodiesel EA897 já usado pela Amarok no Brasil.
