Argo X, Kardian e outros carros diferentes no Brasil na comparação com outros países
Cultura, aceitação da marca ou posicionamento de mercado são algumas diferenças destes veículos
É sabido que é muito comum que as montadoras usem estratégias para adaptação de nomes, visual e até propulsores de veículos de acordo com a cultura, aceitação da marca ou posicionamento de mercado de cada país. O maior exemplo recente disso vem do Volkswagen Nivus, um projeto totalmente desenvolvido no Brasil que virou um sucesso global.
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Com algumas diferenças em relação ao T-Roc, por exemplo, o mercado automotivo brasileiro possui uma dinâmica única, o que faz com que carros globais mudem drasticamente ao cruzar as fronteiras para se adaptarem às preferências locais, como o gosto por SUVs maiores, e às tecnologias regionais, a exemplo dos híbridos flex.
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Com essa pegada curiosa de cada mercado, acompanhe abaixo o comparativo do Volkswagen Nivus com o T-Roc e mais outros quatro carros do mercado brasileiro que ganham características diferentes no exterior.
1 - VV NIVUS / T-ROC

Imagem: Projeções/ Kleber Silva
Embora o Volkswagen Nivus compartilhe o estilo de carroceria de SUV cupê e tenha uma silhueta parecida com o T-ROC europeu, são carros distintos em termos de projeto, porte, mercado e construção. O T-Roc leva vantagem por ser maior (4,37 metros de comprimento e 2,63 m de entre-eixos contra 4,27 m e 2,56 m).
O T-Roc tem o papel assumido de ‘SUV do Golf’, e, portanto, posicionado acima do T-Cross europeu, assume o lugar que o Taos faz por aqui, com acabamento superior. Já o Nivus foi desenvolvido no Brasil sobre a plataforma MQB-A0 (igual à do Polo e do T-Cross nacional) para ser um crossover compacto.
A excelente notícia é que o novo Nivus terá exclusivo motor 1.5 híbrido de 48 Volts e só deve chegar no segundo semestre de 2027, segundo o Autos Segredos. Maior, o carro está sendo testado no Brasil com o mesmo entre-eixos do Virtus e ficará com 4,50 metros de comprimento (ante 4,27 do atual).
2 - FIAT ARGO X / GRANDE PANDA

Imagem: Projeções/ Kleber Silva
O Fiat Argo X chegará ao mercado até dezembro e, apesar de ser baseado no global Grande Panda, o modelo brasileiro é diferente. A começar pelos motores flex, como o conhecido 1.0 Firefly aspirado, e do estreante 1.0 Turbo Flex (T200) com sistema híbrido leve (MHEV) de 12V, conectado ao CVT (7 marchas simuladas).
Na Europa, o Grande Panda prioriza opções híbridas (1.2 turbo de 3 cilindros de 101 cv com um motor elétrico compacto de 29 cv integrado à transmissão automática de dupla embreagem). Lá, há opções elétricas puras (motor elétrico dianteiro de 113 cv e uma bateria de 44 kWh, com alcance de até 320 km no ciclo europeu).
Fora isso, detalhes estéticos entre os dois carros que, no brasileiro, se resumem ao novo design de portas (sem o nome do carro em alto relevo), acabamento mais simplificado e mais barato, e revestimentos de plástico rígido, em vez dos materiais ecológicos (como bambu) do Grande Panda.
3 - HYUNDAI i20 BRASILEIRO / EUROPEU

Imagem: Divulgação
Lançado no Brasil neste ano, o Hyundai i20, surpreendentemente, tem demonstrado um modelo bem-sucedido diante do veterano HB20, ainda que seu estilo divida opiniões. Comparado ao hatch vendido na Europa, o nosso é superior no comprimento (4,13 metros contra 4,06 m) e altura (1,50 m diante dos 1,45 m).
Outra diferença é a oferta de motores. No Brasil, o i20 recebeu dois motores flex 1.0, aspirado e turbo, que geram 80 cv e 115 cv, respectivamente. Lá fora, há opções a combustão aspiradas 1.2 de quatro cilindros (84 cv), 1.0 turbo tricilíndrico (90 cv a 100 cv) com opções híbridas leves (MHEV) e câmbio automatizado (7DCT).
Por outro lado, o Hyundai i20 brasileiro utiliza uma plataforma diferente (baseada na arquitetura mais nova K3) em comparação com as gerações anteriores do carro europeu, embora haja planos e atualizações globais da marca para unificar essas bases em futuros ciclos.
4 - RENAULT KARDIAN / SANDERO

Imagem: Renault
A principal diferença do Renault Kardian para o Sandero europeu (vendido pela Dacia) está na estrutura e estilo, ainda que ambos dividam alguns elementos de carroceria. O Kardian usa a nova e moderna plataforma modular RGMP (Renault Group Modular Platform), enquanto o Sandero resiste à base mais simples CMF-B.
Embora o Kardian traga elementos pontuais do novo DNA global da Renault, o Sandero traz conjunto mais simples, com design atualizado inspirado no Bigster. Porém, ele oferece variações do propulsor híbrido pleno (Full Hybrid), como o 1.8 a gasolina, que geram de 155 cv a 160 cv, com consumo que pode passar de 22 km/l.
No Brasil, a linha se resume ao 1.0 12V turbo flex de três cilindros (até 125 cv), com câmbio manual de seis marchas ou automatizado de dupla embreagem (EDC), que faz 12,7 km/l na cidade e 14,7 km/l na estrada. O Kardian só deve adotar o motor híbrido após a chegada do Boreal e da Niagara, em 2027.
5 - CHEVROLET TRACKER / TRAX

Imagem: Divulgação
O Chevrolet Trax é um SUV compacto de grande sucesso nos EUA. Apesar da semelhança com o Tracker, vendido no Brasil, voltado para mercados como o da América Latina e baseado na plataforma do Onix, o norte-americano é maior e mais longo.
Na motorização, apesar de o Chevrolet Trax vendido nos Estados Unidos usar o mesmo bloco básico 1.2 turbo de três cilindros presente nas versões topo de linha do Chevrolet Tracker brasileiro, há diferenças no acerto de potência e torque entre eles. São 139 cv e 23 kgfm contra até 141 cv e 22,9 kgfm no sistema flex brasileiro.
Fora esse, o Tracker nacional também oferece uma opção de entrada com motor 1.0 turbo (116 cv), configuração que não existe para o Trax norte-americano. Ambos seguem sem o sistema hibridizado, mas é esperada para o início de 2027 uma variante híbrida leve de 48 volts para o Tracker vendido no Brasil.
